
O ministro do Trabalho, o carazinhense Ronaldo Nogueira, esteve em Não-Me-Toque no último sábado e a convite da ACINT se reuniu com as autoridades municipais e os empresários locais em sua sede. E falaram sobre muitas coisas.
O ministro esteve duas vezes em Tapera e sua participação deu-se apenas com integrantes do seu partido, o PTB. Poderiam ter melhorado esta visita, afinal era só um ministro de Estado que estava no município. E como um ministro visita seguidamente Tapera…
Segundo a Secretaria de Segurança do RS, no primeiro semestre deste ano foram assassinadas mais de 400 pessoas em Porto Alegre. Isso quer dizer que mais de 2 pessoas morreram por dia na capital dos gaúchos. Que tal?
Porto Alegre é, seguramente, uma das capitais mais perigosas do Brasil. E o que é pior. O governo e a polícia não conseguem parar isso tudo. Estão perdendo o jogo, de goleada, para a bandidagem. Onde isso vai parar? Não está longe o dia em que as pessoas terão de morar em bunkers e andar na rua em carros blindados.
O próximo governo taperense, seja ele de que partido ou coligação for e que assumirá no dia 01 de janeiro de 2017, deverá copiar algumas coisas do atual, que sai em 31 de dezembro próximo e mudar outras tantas. Mas, deverá, acima de tudo, focar no desenvolvimento que tomou conta do município e da população, após longo período de letargia. Hoje, Tapera é reconhecida e comentada em toda a região.
Tomara que quem assumir a Prefeitura tenha a consciência de que precisamos continuar avançando, em todos os setores, todos os dias. E todos juntos.
Tapera deverá estar acima de todos nós. Sempre.
O governo brasileiro, quando candidatou o País para sediar a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016, avaliou bem a real situação do País? E tinha projeção do que viria a seguir? Não sei, mas não era o momento de se promover gastos que estão fazendo falta em muitos setores importantes. Não era o momento. Mas, como a porcaria foi feita, vamos agora torcer para que tudo saia a contento. Que dê certo.
Segundo a coluna Radar, da Veja, o novo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, tem avisado a colegas que botará para funcionar nesta semana a comissão que analisará a PEC que trata do foro privilegiado. Tomara que seja breve e eficiente. É uma doença grave que precisa ser sanada no Brasil. É uma praga.
O caso do Detran aqui no RS e todos esses escândalos federais que acompanhamos pela imprensa só vieram a tona por que alguém ficou de fora do rateio ou perdeu parte do ganho. Ou ainda, por que cresceu o olho de alguém. É sempre assim. As coisas só aparecem quando alguém é passado para trás e aí ele procura a imprensa e destila todo seu veneno nela. É ou não é assim? Quando todos ganham nada aparece.
Nesta semana, um idoso, surdo, interditado e portador do mal de Parkinson – só isso – foi até a DP de Gravataí (RS), com sua filha, para registrar uma ocorrência e, precisando ir ao banheiro, entrou por engano na sala da delegada. O que aconteceu lá dentro não se sabe ao certo, mas o homem saiu de lá preso, por desacato à autoridade e resistência à prisão, e foi levado, algemado, ao Presidio Central de Porto Alegre, onde ficou por 12 horas até que a Justiça relaxasse sua prisão. Pode isso?
A polícia enlouquece com a Justiça quando esta libera preso alegando não ter vaga para ele nos presídios e essa mesma polícia leva um incapaz (e inocente) para lá.
Quer dizer. Em quanto uns se esforçam para honrar o nome da corporação, às vezes pagando com a própria vida, outros jogam tudo no lixo. Poderiam ter poupado a Polícia Civil gaúcha, que presta grande serviço à gauchada, de uma saia justa dessas.
Agora a mulher vai ter de se explicar com a Corregedoria da PC. E vai dizer o que a ela? A distinta conseguiu colocar uma mancha na sua ficha de serviço e que vai repercutir lá na frente.
Em tempo. Desculpem o título e a foto, mas não vi outros para definir tamanha proeza.
Por que no Brasil preso não pode trabalhar? Se os caras estão num presídio, cumprindo pena e bancados pelo dinheiro de suas vítimas, por que não pagar por isso com trabalho? Se trabalhassem não teriam tempo para pensar em coisas ruins. Esta é só mais uma lei obsoleta que deveria mudar neste País.
E chega de regime semiaberto e de foro privilegiado no Brasil. Está mais do que na hora deste País começar a avançar de verdade. Aqui se dá um passo para frente num dia e logo em seguida dois para trás. Não dá.

O ex-presidente Lula disse que irá à ONU contra o juiz Sérgio Moro, por violação dos direitos humanos. Imagina. E se não der resultado ele irá a quem, depois?
Na Justiça, quem deve provar sua inocência é o réu. E terá de contestar, com provas cabais, todas as acusações contra si. Simples assim.
Na última segunda-feira (25), a Rádio Princesa de Selbach completou 06 anos no ar. Não consegui ir até lá para dar um abraço no pessoal, mas segue aqui o meu parabéns. Tenho história na emissora também, tendo sido um dos seus primeiros locutores. Parabéns, moçada, e bola para frente, sempre.
Falando em rádio, a coisa anda séria nos dias atuais no setor e a queixa é geral pela falta de pessoal qualificado e disposto a “vestir” a camisa. Eu sou do tempo em que nele se fazia de tudo e se trabalhava 24 horas por dia, nos sete dias da semana. Hoje, parece que as pessoas não querem mais saber de trabalhar e acham que ele funciona das 08h da segunda-feira até às 18h da sexta-feira. Não é assim. Por sua instantaneidade, o rádio funciona o dia todo.
Lembro de quando abria a então Rádio Gazeta de Tapera, hoje Cultura, às 05h, de segunda à sábado. Fiz isso durante uns três anos e várias vezes retornava para cumprir escala nos três turnos. E não tinha ruim. Também lembro das transmissões de futebol na região e pelo Estado todo, assim como de trepar em árvores e postes para transmitir estes jogos. Não esqueço das brigas com a antena da unidade móvel, da maleta de transmissão, dos microfones, dos cabos de reportagem, das linhas da antiga CRT e com seus técnicos que não nos davam apoio quando mais precisávamos deles. Ainda, das “mágicas” que fazíamos para poder transmitir jogos e eventos. E quando falo em mágica, eu não minto. Hoje, isso daria processo. Mas, o espetáculo tinha de acontecer. Ou melhor, transmitido, pois tinha sido vendido e a emissora precisava faturar.
Minha primeira transmissão como repórter e também da emissora, foi a inauguração da usina de álcool da Gradespe, hoje Grandespe, no Salto do Jacuí, em 1982. Eu era operador de áudio e ensaiava meus primeiros passos para me tornar um repórter e depois locutor. A coisa não era rápida como é hoje. Havia um longo período de preparação. O Leo Utteich, primeiro gerente da Gazeta, me atirou literalmente o microfone na mão e ordenou que fosse entrevistar o pessoal. Foi uma bomba aquilo. Não foi fácil, confesso, mas consegui e aos poucos fui ganhando confiança, minha e dos colegas, e fui evoluindo. Não tinha voz, numa época em que ela era muito valorizada no rádio, mas fui aprimorando minha comunicação com boas perguntas e muita atenção. E à noite, me escutava e me corrigia. Que tempos aqueles…
E se a gente errava, e todos erram, éramos corrigido na hora. Nos diziam que era para aprendermos e, principalmente, para não pegarmos certos “vícios” que o rádio teima em ter e que estragam todo um trabalho feito a muitas mãos.
Sou de uma geração que está acabando no rádio e não se sabe como será daqui para frente com o pensamento dos profissionais atuais e sua vontade de trabalhar. No rádio eu fiz de tudo. Só não limpei banheiro, não que isso seja um demérito, não, mas digo para dar uma ideia do que um radialista deve saber e fazer na Casa. No rádio todos fazem tudo e o dinamismo é um diferencial e tanto, sem falar no talento que se aperfeiçoa com o tempo. Como o vinho.