Aproveitando a deixa de um leitor ou leitora. Passada a eleição, as atenções de Tapera se voltam para a formação do secretariado da próxima administração municipal, a 15ª, exatamente o número do prefeito eleito. Por enquanto, nada foi comentado e o que se fala por ai não passa de mera especulação. O prefeito Volmar Kuhn já deve ter alguns nomes na cabeça para a formação do seu gabinete, mas deixará a definição para o final do ano.
Pelo que se ouve por ai, deverá acontecer mudanças na Prefeitura. Alguns nomes permanecerão e outros deverão sair, afinal a visão (e comando) será outra. O caminho a seguir será o mesmo, mas o modo de segui-lo mudará, pois a frente estará outro chefe e cabe tão somente a ele decidir. É da democracia. É do jogo.
O que deverá acontecer é o rateio de cargos no Centro Administrativo de Tapera, fato que não aconteceu nas duas últimas administrações e que é absolutamente normal, salutar e justo, afinal são vários partidos que deram sustentação ao candidato eleito na eleição. E, tendo trabalhado juntos nestes oito anos e também na campanha eleitoral deste ano, não haverá problema em dar sequência à coisa nos próximos quatro anos, afinal o pessoal se conhece e sabe para onde deve ir e também o que fazer.
E, certamente, não faltará desaparecido querendo aparecer neste momento.
A questão ainda pendente da eleição em Tapera é a envolvendo os candidatos Cassol (PDT) e Cané (PMDB). O Cassol discute na Justiça a sua eleição. Se lograr êxito assumirá a Câmara de Vereadores. Do contrário a cadeira será do Cané, da mesma coligação, mantendo a maioria do governo na Casa.
A posse dos eleitos deverá ser no dia 31 de dezembro, um sábado, em horário e local a serem ainda definidos. Até lá vai se continuar especulando na cidade.
Com a derrocada do PT nas eleições municipais deste ano, tendo perdido inclusive em São Paulo, no primeiro turno, e também em São Bernardo do Campo (SP), onde nasceu nos anos 80, o partido deve começar a se repensar. E isso já é pensamento interno da sigla. O PT afundou neste ano, reflexo de tudo isso que acontece no País nos últimos tempos e que culminou com o impeachment da então presidente Dilma. Lembrei de uma frase do ex-presidente Lula, que disse em pleno mandato: “NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESTE PAÍS UM PARTIDO TIROU TANTOS MILHÕES DA POBREZA”. Enfim, nesta eleição, onde foram parar todos esses (54) milhões de votos?
Onde, afinal, estão todos os votos que saíram da pobreza? E como será a eleição de 2018? Será que o PT, tendo Lula na cabeça, terá forças para reverter o quadro, todo um pensamento nacional? Quem viver verá.
(15/10), comemora-se o Dia do Professor. A profissão, nobre e insubstituível, é muito importante, mas que não é devidamente valorizada. Quem sabe daqui para frente nossos governantes saibam valorizar este profissional que é o começo de tudo. E de todos.
Do jeito que vai a coisa a procura pelo magistério diminui a cada ano. A juventude não quer saber de comandar uma sala de aula. Se é que é o professor quem a comanda com estas leis liberais que estão ai, que tiram o poder do mestre.
Parabéns a todos os professores, que permanecem anônimos, mas que fizeram e fazem a diferença na vida pessoal dos alunos e deixaram ou vão deixar sua marca na sociedade, pelo seu dia. Perseverem e não se entreguem, pois um dia os governos haverão de abrir seus olhos quanto a salários e investimentos em geral no setor.
A eleição em Tapera acabou, mas o choro ainda não. E quem a perdeu, assim como quem não conseguiu se eleger, arruma desculpa de todo tipo para justificar seu insucesso. Dizer, pura e simplesmente, que uma eleição foi comprada ou que o partido valorizou mais um vereador do que outro é apelar. Uma avaliação interior do trabalho realizado no pleito dará a real dimensão do que aconteceu. O resultado da urna é o tamanho do trabalho realizado. Simples assim.
Receber dinheiro ou rancho não garante uma vitória nas urnas. Pensar assim é menosprezar a inteligência das pessoas, pois ninguém vota obrigado. E, uma vez na frente de uma, não existe testemunha. Só consciência.
Entre dar dinheiro ou rancho prefiro dizer que houve mais trabalho e maior aceitação. E ai poderia elencar uma série de motivos para tal comprovação. É só lembrar a campanha do começo ao fim e quem estava envolvido nela e o que foi feito e falado.
Outra coisa. Tem muita conversa na cidade e a maioria é mentira. E tem gente botando “pilha” em quem não logrou êxito nas urnas para esculhambar o lado vencedor. E o pessoal “embarca”. Esta é, infelizmente, a alegria de quem foi preterido nas urnas.
Quem perdeu ou não se elegeu, que lamba as feridas e vá novamente, mas antes reavalie todo o contexto para não repetir o mesmo erro, pois a urna é implacável. E o povo sabe o que quer para si.
Em tempo. Na semana da eleição alguém me disse quer tinha uma carta na maga para apresentar contra o candidato da situação. E onde foi parar tal carta?
Na semana passada, conversei com o diretor do América, Carlos Amarildo do Nascimento, sobre a notícia que circula na cidade de que Tapera sediará a Liga Regional Sul de Futsal neste ano. E ele confirmou o evento para 03, 04 e 05 de novembro, no Ginásio Poliesportivo.
Na verdade, obedecendo o sistema de rodizio da competição, neste ano cabe ao Rio Grande do Sul organizar o evento, e o América foi o escolhido pela FGFS para sediá-lo. A ASIF, de Ibirubá, por ter a melhor campanha de 2015 fora os clubes da Liga Futsal Nacional participará. Também estarão aqui uma equipe de Santa Catarina e outra do Paraná.
O América poderia ter participado desta competição no ano passado, por ter ficado vice-campeão da Copa Lupicínio Rodrigues em 2014. Como a ALAF, que venceu a mesma, declinou do convite para participar da Liga Nacional Futsal, o América foi convidado em seu lugar, porém, como a equipe não estava bem na oportunidade e tinha problema de caixa, também declinou do convite.
A competição é de nível nacional e a região, que gosta de bom futsal, terá vários jogos para se assistir aqui em Tapera.
Não sei como estará o time do América até lá, por que anda tropeçando nas pernas em quadra. A ver.
O América este ano é uma coisa de louco. Realizou grandes partidas na Copa Alto Jacuí, da qual se sagrou bicampeão, e na Série Ouro alternou partidaças com peladaças. Passou à 2ª fase em último lugar, em 10º e ajudado. No geral, sua campanha é sofrida, com aproveitamento de 35,1%. Tem a 11ª melhor de um total de 14 clubes. Só está na frente de AGF, seu próximo adversário, e ASSAF e Cachoeira, rebaixados à Série Prata. ASTF e BGF, que ficaram fora da 2ª fase e disputaram o quadrangular da morte, possuem campanha melhor que a sua, ficando com a 7ª e 8ª colocação, respectivamente.
O América é bom time, mas não conseguiram tirar dele o seu máximo. Houve muitos erros em todos os jogos ao longo do ano e estes não foram corrigidos no tempo devido. O grupo, que raramente esteve focado na partida, está novamente rachado, o que é lamentável. E o reflexo disso está impresso na tabela de classificação da competição.
A jovem equipe da ALAF, com salários atrasados há cinco meses, conforme falou seu treinador na Rádio Cultura, jogou muita bola no sábado e mereceu a vitória. Já o América, cujos salários são pagos religiosamente em dia e oferece ao elenco boa estrutura anda deste jeito.
A pequena torcida presente no Poli, no sábado, é o reflexo do que foi o América ao longo do campeonato. Um time que não vibra e não vence não convence. Não chama. Não apaixona.
Ao América restam duas partidas na Série Ouro e esperar pela Liga Sul Brasil de Futsal, que acontecerá mês que vem aqui em Tapera, na despedida da temporada. E como estará o time para esta competição?
Agora é aguardar 2017 que está logo ali, assim como o time que também deverá retornar. Vai depender do poder público, que estará sob novo comando e dos interessados em investir nele. E se o América voltar que a direção comece a comandar o grupo desde cedo também fora da quadra, pois é lá que as coisas acontecem e acabam refletindo dentro dela. Nas empresas dos senhores quando um problema é verificado, o mesmo não é sanado rapidamente? Pois no time deveria acontecer o mesmo.
2016 está se indo. Mas, poderia ter sido bem melhor se as coisas tivessem sido diferentes. Vamos ver o que teremos em 2017.
A eleição de Tapera neste foi algo do arco, diferente. Enquanto um lado dizia um número para sua pesquisa o outro dizia o mesmo número para a sua, o que acabou se confirmando em favor de Volmar Kuhn. Claro que alguém sabia a verdade, mas maquiou os números para manter a militância na rua. Era preciso. Até o fim. Só que uma pesquisa se confirma na conversa com as pessoas e nas suas várias manifestações. Comece daqui para frente a captar essa informação no “ar”.
Teve muito “galo” provocando pessoas para apostar neste pleito. Teve quem ganhou dinheiro com as apostas e teve quem perdeu. Soube ainda que teve até quem correu da aposta feita. Agora, como ficou quem apostou, na certeza de ganhar, e perdeu? Tinha muita mentira no ar e até blefe e muitos embarcaram neles.
Um amigo me deu uma definição perfeita disso ai. Segundo ele, é como jogar um tonel ladeira abaixo. Se largá-lo cheio ele descerá rápido e sem fazer barulho. Mas, se estiver vazio, descerá devagar e fazendo muito barulho. Na eleição foi assim.
Sei de alguém aqui em Tapera que foi provocado para apostar uma quantia considerável. O homem, também produtor rural, aceitou a aposta e sacou o talonário de cheques para apostar. O provocador, ciscou, tossiu, desconversou e sumiu. Não garantiu o “tiro”, apesar de insistir que o seu candidato estava na frente e que iria ganhar, segundo informação recebida de alguém de dentro da coligação.
Certo dia apareceu aqui uma postagem assim: Brunori (36%), Claudete (24%), Volmar (21%) e os restantes 19% deveriam ser de indecisos. Com 60% Brunori e Claudete seriam imbatíveis e ai a empresária retirou sua foto das urnas, mas manteve-se na campanha. Se tivesse ido até o final será que o resultado da eleição teria mudado? Tem gente que acredita que não, por que o pleito estava decidido no momento do lançamento das candidaturas. Pode ser.
Pesquisa, para consumo interno é ótimo e ajuda muito. O problema é que um dos lados terá de mentir para sua equipe de trabalho e eleitor para manter a guerra até o final, pois não tem como desistir do jogo no meio dele.
E o que tem de gente braba por ai…
Soube que estão querendo terminar com a missa das quartas-feiras de manhã – 07h. Acho que não é uma boa tendo em vista a clientela que se reúne na Matriz toda semana. O pessoal levanta cedo e, antes de ir para o trabalho, vai até a Igreja para o “café matinal espiritual” como diz padre Oswaldo.
Na verdade, a missa é rápida – 30 minutos, bem como o povo quer neste mundo corrido que vivemos. No inverno, ela reuniu um público modesto é verdade, mas agora com os dias esquentando e clareando mais cedo está reunindo um bem maior.
Acho que a direção da Comunidade Católica deveria repensar essa possibilidade e deixar a missa que está de bom tamanho e a cada semana levando mais gente para orar, refletir, pedir e agradecer e também se aproximar do Senhor.
Rezar faz bem, pois acalma e situa a alma e o coração. Se você nunca rezou, nunca é tarde para começar.
O PT foi o partido que mais perdeu nesta eleição municipal e o PSDB o que mais ganhou, não em número de municípios, mas no “peso” dos conquistados. E tudo isso deverá ter reflexo na eleição presidencial de 2018.
Lula e Dilma fizeram várias aparições para vários candidatos petistas Brasil a fora pedindo voto para eles e estes afundaram nas urnas. O PT não conseguiu ajudar o PT. Nem suas maiores estrelas conseguiram.
Em São Paulo, onde o PT comandava, perdeu no primeiro turno para um “aventureiro”, como Lula chamou o prefeito eleito João Doria. Em São Bernardo do Campo, onde nasceu, também perdeu.
Eleição 2018 a caminho. Vamos ver que bicho dará com o fim do chamado “cinturão vermelho” paulista.
Tapera está de prefeito novo. É o atual vice Volmar Helmut Kuhn (PMDB), um jovem ingresso na política em 2012, escalado para manter a parceria entre PP, PMDB e PDT para tocar o projeto de transformação do município. E o rapaz fez bonito nesta eleição ao vencer, com uma diferença de 656 votos, o ex-prefeito, com dois mandatos, Luiz Antônio Brunori (PTB), político extremamente habilidoso e dono de uma popularidade ímpar no município. A vitória do novato sobre o experiente mostrou que Tapera vive mesmo um novo momento, iniciado em 2009, e cujo trabalho caiu no agrado da população, como falaram as urnas.
O Volmar venceu a eleição em cima de uma proposta sólida, séria e exequível, com promessas fundamentadas, boa equipe de retaguarda e um grande trabalho realizado pela militância atuando em prol da coletividade.
O grande perdedor da eleição foi Brunori cujo modelo político não se enquadra mais nos tempos atuais. Enfim, cada um que perdeu perdeu um pouco de algo.
O grande problema de Brunori foi o fato de residir fora do município e ficaria estranho administrá-lo estando fora à noite, sem falar que fechará 16 anos longe da vida política. Neste período, muitos jovens tiraram seu título de eleitor e, em peso, votaram no Volmar por desconhecer o Brunori. As urnas mostraram que a juventude se atirou de corpo e alma no seu 15.
Com a derrota e trabalhando e residindo fora, acredita-se que Brunori tenha encerrado sua vida pública levando no currículo duas delas, consecutivas. Em 2012, como vice de Nestor Arnemann, outro ex-prefeito, perdeu para o atual, e agora para a novidade Volmar Kuhn. O eleitor brunorista, mais antigo, diminuiu ou está parando de votar, e o eleitorado com menos de 30 anos, em número considerável em Tapera, não o conhece e leva em conta o momento do município nos últimos anos. O taperense avaliou o político Brunori e sua proposta e lhe disse um não.
E o Grande vencedor foi o Volmar, junto com o Jorge Quadros, que foi chamado, colocado na linha de frente, ensinado, ganhou gosto pela coisa, criou identidade própria e tudo isso somado veio ao encontro dos anseios da comunidade. Foi à luta, entrando nas casas com desenvoltura, como deve ser um grande político. E a cada dia de campanha surpreendia a todos. Não houve surpresa. E fez por merecer.
Sobre pesquisas, os dois lados garantiam estar na frente. Dirigentes partidários sabiam dos números reais, que era um só, e se houvesse diferença entre eles seria mínima em favor de um deles. A situação dizia ter em favor de si uma diferença de 8% dos votos. E a oposição dizia o mesmo e na rua a sua militância provocava apostas. Algumas foram aceitas. Outras não. E outras ainda foram acertadas e depois “desacertadas”. Um cardeal da oposição me confidenciou após que as três pesquisas realizadas por ela deu Volmar na frente, mas que era necessário manter o pessoal na rua para diminuir a diferença. Antes da eleição, outro cardeal havia me dito o mesmo. Em síntese: “Luchar hasta la muerte, siempre”, como dizia Guevara.
Se houve compra de votos e distribuição de ranchos nesta eleição não se sabe, pois nada fora comprovado. O engraçado é que em tempos de alta tecnologia ninguém mostrou uma única foto ou vídeo incriminador. Então, fica o dito pelo não dito. Disque-disque na cidade teve muito. E dos dois lados.
O bom deste pleito é que as tradicionais “mordidas” acabaram. Também era engraçado ver candidatos e eleitores caminhando lado a lado, sem aquele assedio constrangedor de outrora. Até a propaganda eleitoral geral, sem excessos, ficou de bom tamanho.
Duas coisas ficaram comprovadas nesta eleição: falta de proposta não vence, nem carreata e comício. O que ganha eleição é proposta, seriedade, equipe e muito trabalho.
O Volmar é um cara sério, inteligente, educado, sensível, de fácil trato, trabalhador, motivado e comprometido. Tem tudo para fazer um grande governo. Experiência ele absorveu nestes quatro anos na Prefeitura, pois trabalhou com um expert em administração pública e se tiver boa equipe, que o assessore bem, tem tudo para fazer bonito nos altos do bairro Progresso e ainda se colocar à disposição da comunidade para futuras eleições em razão da sua idade. Como novidade política passa a integrar o seleto grupo dos nove com direito a foto na sala mais importante do município.
Tapera fez sua escolha e espera muito do seu novo mandatário. E ele que cumpra o que disse nas casas, nas visitas feitas e nas conversas que teve com o povo, olhando no seu olho, e dando sua palavra. Se tornar um líder político e ser (bem) lembrado no futuro só depende dele.
Sucesso, Volmar. Nós, taperenses, esperamos muito de você. Lembra-te que te elegeu prometendo continuidade. Surpreenda a comunidade novamente.