O Inter não se cansa de bailar com o perigo e o pesadelo da Segundona está logo ali na frente. O empate contra a Ponte Preta retira, praticamente, a equipe daquele seleto grupo de cinco. Será que vamos sair dele e perder o maior trunfo que temos sobre os gremistas?
O Inter, com o time que tem, parece um de mocinhas. É bem time de 2ª divisão. E esperar o quê de uma equipe que não tem comando e não sabe para onde caminha e que depende de um Paulão para armar jogadas. Paulão armando jogadas… É o começo do fim dos tempos.
Agora, é só vencer as três partidas que faltam – Corinthians, Cruzeiro e Fluminense – para escapar do rebaixamento. Coisinha fácil. Barbadinha. Mas, se o Inter cair o clube deverá fazer uma placa de bronze, com a foto de todo o grupo, e colocá-la em frente ao Beira-Rio para que jamais esqueçamos de onde fomos parar por pura incapacidade e falta de comprometimento.
A vida é mesmo engraçada. Eu vivi para ver as maiores conquistas do meu time e também para testemunhar o que jamais gostaria de ver. E será que será neste ano?
O Inter tem 60% de chances de cair, mas com o que anda jogando… De repente, esse maluco do Lisca resolva dar uma injeção de ânimo no time e este comece a jogar no final.
O Inter não pode cair. Não podemos ficar no 0 a 0 com o Grêmio.
O blogueiro gaúcho Sandro Gonçalves está promovendo a escolha dos destaques das séries Ouro, Prata e Bronze de futsal de 2016. E ele elencou cinco indicados para cada posição, mais treinador, preparador físico, treinador de goleiros, diretor, árbitro e torcida. Também colocou a imprensa falada no esquema: narrador, repórter, plantão e rádio destaque.
Chamou minha atenção que entre os indicados deste ano Tapera não aparece. É como se não tivesse participado da Série Ouro. Já a ASIF (Ouro) e Guarany e SASE (Prata) e o pessoal da imprensa de Espumoso e Ibirubá foram lembrados por ele.
Que fase estamos vivemos por aqui.
O fato de não sermos lembrado nas indicações tem um motivo. O América espera o mercado se acalmar para contratar e ai todo time que monta vira uma aposta. Nos últimos dois anos ele começou bem, quando os demais estão sendo formatados e pegando entrosamento, e fatura a Copa Alto Jacuí, e quando vai para a Ouro, desanda por problemas extra quadra. Será que em 2017 vamos ter isso novamente?
A torcida é que, para 2017, se faça um time, que vá muito mal na Copa Alto Jacuí e depois, com o andar do Campeonato, vai melhorando e fazendo grandes apresentações. Essa será a minha torcida para o próximo ano.
Os prefeitos eleitos de Fortaleza dos Valos, Márcia Rossatto Fredi (PP); e de Não-Me-Toque, Armando Carlos Roos (PP), divulgaram o seu secretariado nesta semana. Aqui em Tapera, Volmar Helmut Kuhn (PMDB) ainda não definiu quem entrará com ele na Prefeitura em 01 de janeiro. Conversas na cidade tem bastante. Até lobby para a permanência de nomes do atual governo. Alguns deles permanecerão no Centro Administrativo e outros serão trocados, a pedido da comunidade ao prefeito eleito durante a campanha.
E tem ainda o partido do prefeito, que demorou para entrar na campanha, que agora quer espaço indicando nomes. Volmar Kuhn, que foi amparado do começo ao fim pelo PP, partido do seu vice, Jorge Quadros, tem na cabeça seu grupo de trabalho faltando alguns ajustes para sua definição e comunicação aos taperenses.
Participei da campanha e vi e ouvi muita coisa no seu decorrer. Vamos ver se tudo que foi falado nela se cumpre.
Na terça-feira, feriado nacional, chegou uma equipe de poda, contratada pela RGE, para “desbastar” as árvores na Avenida Dionísio Lothário Chassot. Tudo pela segurança da fiação elétrica e da manutenção da energia. Só que os caras, munidos de motosserras, detonaram literalmente as árvores. E a queixa, ao que parece, é geral na cidade toda.
Aí fiquei pensando. Se eu cortar uma árvore, sem a devida licença do órgão ambiental local, me arrancam os cabelos. Mas, “detonar” uma, ou boa parte delas, pode? Ficou muito feio aquilo. Aquele corte em formato de “V” tira toda a beleza da árvore a também da região.
Esse corte feito nas árvores em Tapera, que na verdade trata-se de um alijamento, é a mesma coisa que derrubar a árvore.

Essa Carol Portaluppi, que a imprensa brasileira não cansa de lhe dar gentis espaços, é famosa por ser a filha do Renato Gaúcho ou Portaluppi, treinador do Grêmio. Pois a guria, que é só filha de gente famosa, deu uma baita mão para o Grêmio na decisão da Copa do Brasil 2016. Graças ao pai dela, que a convidou para entrar no gramado da Arena Tricolor, após o jogo contra o Cruzeiro, o time corre o risco de não disputar a partida decisiva, contra o Atlético MG, no seu estádio.
O Grêmio corre contra o tempo, afinal é mais uma estaca que o Brasil finca no peito da gauchada. Quando acontecem mortes e agressões nos estádios brasileiros, muito pouco acontece, mas qualquer movimentação feita no RS, a coisa ganha ares de tragédia e a punição é sempre máxima. Nós, colorados, jamais esqueceremos o que fizeram em 2005 com o nosso Inter, naquele jogo contra o “Curintia”: o pênalti não dado, a expulsão do Tinga e a confusão dos jogos remarcados.
Sou Colorado e gaúcho, e me solidarizo aqui com a banda azul gaúcha. Devemos incomodar demais o Brasil para termos sempre tratamento diferenciado em tudo. Essa gente, ao invés de nos criticar e gozar, deveria aprender com um povo que tem uma identidade própria. Fora nós, quem no Brasil tem identidade própria no País? Aliás, quem quiser ser gaúcho deveria fazer prova de admissão.
Nesta semana conversei com uma universitária do curso de Jornalismo, da Unicruz (Universidade de Cruz Alta) e quis saber como anda o “nosso” curso. E ela me falou, bem dele.
A propósito do curso, em agosto do ano passado, o Jornalismo da Unicruz completou 20 anos de criação. Para mim, a passagem é marcante, pois faço parte da sua história tendo integrado a primeira turma. Fizemos o vestibular em janeiro de 1996 e em março iniciamos as aulas. E que luta foi aquela… Para nós, pioneiros, os 20 anos foram comemorados em março último.
E, como não poderia ser diferente, entramos todos “crus” no curso: alunos e professores. Havia um cronograma a ser cumprido, mas era difícil cumpri-lo em função exatamente por ser uma novidade e das regras do então MEC (Ministério da Educação e Cultura), na época. Na questão dos laboratórios, o cronograma dizia uma coisa e aconteceu bem outra. Nosso primeiro contato com o Laboratório de Informática deu-se no quarto semestre, quando deveria ter sido no segundo. O LI ficava no mesmo prédio onde ficavam os cadáveres para estudo. Lembro que alguns colegas tinham medo de ir até lá em razão disso, pois era preciso passar na frente da sala onde eles eram “guardados”. E o cheiro do formol enjoava a maioria. O laboratório ficava no prédio ao lado do central, em frente ao estacionamento dos ônibus.
Nossa sala ficava no segundo andar do prédio principal, ao lado do DCE do Direito Nelson Hungria. Para chegar até ele havia dois caminhos. Primeiro era preciso passar em frente à lancheria, que ficava quase na entrada lateral e onde a “tia” fazia um xis maravilhoso. Podíamos ir para a sala subindo a escada, na entrada, à direita, ou passando em frente ao Salão Nobre. Nossa sala ficava também ao lado da sala da Publicidade e Propaganda que, junto com Relações Públicas formavam o curso de Comunicação Social da universidade. Ficávamos exatamente sobre o Salão Nobre.
Os laboratórios de televisão e de rádio foram instalados antes. Eu, veterano na área, pois trabalhava como locutor e repórter na então Rádio Gazeta de Tapera, atual Cultura, via de cara quem era bom no que na aula. E conversando com professores e colegas que também atuavam na área, dizia quem iria se dar bem na profissão. A maioria eu acertei e o professor Chamorro, um chileno para lá de bacana, é testemunha disso. A área mais procurada era a televisão, mas poucos entrariam nela. Uma das que via futuro na telinha era a bela e simpática Carla Fachin, hoje apresentadora do RBS Notícias, de Porto Alegre, e que começou na RBSTV Cruz Alta, vinda de São Sepé. Depois vinha a escrita e por último o rádio. O rádio era fácil, pois bastava ter uma boa voz e certo conhecimento das coisas. Mas, por incrível que pareça, isso também era um problema. Para mim, o grande destaque era pouco procurado: a escrita, pois poucos eram íntimos com ela, o que acontece até hoje, infelizmente. Hoje, vejo muitos colegas saindo da universidade sem a mínima intimidade com a escrita, o que é lamentável. Diariamente, vejo cada barbaridade na tela do meu computador vindo das assessorias de imprensa da região que me deixam louco da vida.
Houve ainda o problema do reconhecimento do curso pelo MEC, que causava pânico na turma, pois havia o temor de se estar cursando um curso sem reconhecimento e que não daria o diploma após sua conclusão. E quando o reconhecimento veio, no quinto semestre, se não me engano, foi uma festa só. Vibramos muito com a notícia recebida.
A primeira revista do curso se chamou Enfoque e o “o” era a lente de uma filmadora. E nela escrevi e ajudei a escrever sobre vários assuntos.
Foram bons tempos vividos na Unicruz naqueles quatro anos que passaram rapidamente. Tivemos bons professores que me sugeriram continuar estudando para me tornar um colega. Diziam que me daria bem em uma sala de aula pelo meu conhecimento, escrita e facilidade na comunicação e interação com as pessoas. Na época não dei muita importância, mas deveria ter seguido aquela dica. Minha filha, que é acadêmica, diz que teria sido um ótimo professor e que meus alunos gostariam muito de mim.
E tinha o Restaurante Universitário, que uma amiga que na época fazia Direito, o chamava de “RU”, assim, curto e grosso. Nas sextas-feiras aquilo esquentava para a viagem de retorno aos municípios. O pessoal do ônibus, do fundo, fazia uma vaquinha para a cerveja na volta. E era uma grande festa o retorno. E tinha a briga pelas paradas obrigatórias do busão, para desespero dos que não bebiam e queriam chegar logo em casa. Que tempos aqueles…
Tinha ainda, no Centro, próximo à Unicruz, um bar chamado Kents. Ele ficava na esquina do calçadão e era também ponto de encontro em algumas sextas-feiras, após o intervalo e quando não havia aula nos últimos períodos. Como tínhamos aula nos sábados pela manhã, alguns colegas ficavam em Cruz Alta, dormindo na casa de colegas e parentes e à noite chegavam na Fanzine, uma danceteria que bombava nas noites de sexta-feira.
Uma noite, numa tradicional quinta-feira de universidade, fui ao RU para assistir um show do cantor Lobão. Depois, com alguns amigos sentamos num canto e ficamos conversando e bebendo com ele longamente. O cara, dono de uma cultura singular, parecia um de nós. Aproveitei tudo que ele falou para publicar em uma matéria no jornal Última Hora, que editava em Tapera. Naquela época o Lobão já brigava com as gravadoras pela numeração dos CDs vendidos. Ele alegava que, além da pirataria, os autores eram prejudicados por que as gravadoras não davam a eles os números reais de venda dos seus trabalhos. Hoje, parece que isso mudou.
Na vida acadêmica havia ainda a ida e a volta a Cruz Alta de ônibus. No primeiro inverno, sem calefação, penávamos com o frio a cada viagem, especialmente na volta. E foi um semestre inteiro assim. Imagine… Uma noite, num frio danado de julho, o ônibus quebrou e tivemos de retornar a Selbach, onde residia, com um ônibus do transporte público de Cruz Alta. O mesmo não tinha bancos reclináveis nem calefação e com algumas janelas que não fechavam. Pensa num frio e o multiplique por 10.
Nossa formatura era para ser em dezembro de 2000, mas por problemas com a documentação do curso, a mesma ficou para fevereiro de 2001. Por compromisso assumido anteriormente não pude participar da solenidade de colação de grau, o que lamento, pois entrei na universidade 16 anos após ter concluído o ensino secundário, atual ensino médio. Na aula era o terceiro mais “velho” de 32 alunos. Na foto da primeira turma não devo estar presente, o que também lamento, afinal aquele “retrato” é histórico.
Naquela época havia a monografia que hoje se chama TCC. E por ser época de férias, a minha foi apresentada para uma banca formada por três publicitários, ao invés de três jornalistas, conforme solicitado. Até hoje não entendo como embarquei naquilo.
Outra coisa que me marcou bastante foi uma entrevista que fizemos para um trabalho de aula, eu e o taperense Adriano Knop, da Publicidade e Propaganda, com um grupo de aidéticos no Hospital São Vicente de Paulo de Passo Fundo. Imagine a AIDS há 20 anos. Lembro que saímos de lá, após passar uma tarde toda com eles, arrasados com os depoimentos que conseguimos de um grupo que ficava em uma sala isolada no porão do Hospital. Dos oito entrevistados na época, sete morreram em menos de dois anos, soubemos depois. Aquilo me marcou muito e por muito tempo.
Depois de formado voltei a Unicruz uma única vez para pegar meu “canudo”, mas acompanho seu trabalho a distância. Hoje, ela está muito bem e crescendo a passos largos, vejo. Muitos colegas são hoje seus professores o que é uma vitória para todos, mas principalmente para quem integrou a primeira turma que muito lutou para que seu sonho se concretizasse.
Minha ideia sempre foi fazer Direito, mas por trabalhar na área de comunicação e ter sido aberto o curso de Jornalismo em Cruz Alta, me atirei de corpo e alma nele. Não sei se fiz a coisa certa sabendo que hoje qualquer um pode ser jornalista. Até mesmo quem não passou por uma universidade. E tem ainda o piso salarial que é humilhante.
Hoje, como diretor e editor do JEAcontece, jornal eletrônico sediado em Tapera, acompanho a vida da Unicruz pelas matérias que chega até nós do seu Núcleo Integrado de Comunicação e comemoro seu sucesso.
Parabéns à Unicruz e aos jornalistas que se formaram nela e aos que continuam por lá. No começo, caminhamos sobre pedras e espinhos, sangramos muito, mas vencemos. Todos nós, principalmente a Galera do Fundão da sala, gente bacana e maravilhosa. Saudades de todos.