Blog do Sarico

América e Atlântico


O América, sem Walex e Mateus Gaúcho, perdeu para o Atlântico, por 4 a 2, na partida de ida da semifinal da Liga Gaúcha Futsal. O jogo foi no sábado (04), no Poliesportivo, em Tapera.

A partida foi eletrizante, do começo ao fim, apesar das diferenças existentes entre as duas equipes. De um lado, estava o América, com apenas 08 jogadores de linha, e do outro o Atlântico, com 11. Mesmo assim, o América mostrou que não está entre os quatro melhores do RS à toa. Apesar de limitado, em quantidade e qualidade, o time do Banana emparedou o adversário em alguns momentos do jogo, que foi decidido no detalhe. Venceu quem aproveitou melhor as chances criadas. E o futsal, assim como na vida não perdoa e não volta atrás.

A diferença entre times grande e pequeno é verificada na cara do gol e isso ficou comprovado mais uma vez no jogo de sábado. O aproveitamento do grande é infinitamente melhor que o do pequeno e por isso o êxito no marcador. Time grande cria 04 oportunidades e aproveita 02. Time pequeno precisa criar 10 para fazer 02. É complicado.

O jogo, em si, foi muito bom e agradou as mais de 2,4 mil pessoas que foram ao Poli para empurrar o América à vitória, que não veio. E este pode ter sido o seu último jogo em casa no ano e na competição.

Agora, o time taperense se prepara para uma guerra em Erechim, neste sábado (11), precisando vencer no tempo normal e na prorrogação. Se der empate haverá cobranças de pênaltis. O Atlântico, de sangue doce após a vitória em Tapera, joga pelo empate e espera por ACBF ou ASSOEVA, que ainda não jogaram e não tem data para acontecer os dois confrontos, em Venâncio Aires e depois em Carlos Barbosa.

Olha, nem tudo está perdido e ainda não terminou. O América tem mais um tiro para dar e vai dá-lo no sábado. Se der certo, maravilha. Se não der, maravilha também, por que se montou um time, completamente desconhecido e jovem, para chegar entre os oito. Na verdade, os times pequenos e com orçamento contado, primeiro pensam em não ser rebaixados. Como o América chegou entre os quatro está especial de bom.

Sábado (11), o time vai pegar sua “estiopeta” (espingarda dos antigos italianos) e vai a Erechim caçar Galo, numa brincadeira motivadora. Se der, será muito bom, e se não der está tudo bem, também. O importante é que se chegou e se fez história. E o que vier daqui para frente poderá ficar para a eternidade. Hai capito?

35 anos do rádio em Tapera


Marcelo R

No próximo dia 02 de dezembro, em jantar a ser realizado no Clube Aliança de Tapera, a Rádio Cultura vai comemorar seus 35 anos. E na oportunidade, lançará uma revista contando a sua história e ainda entregará o troféu Cidadania a personalidades da região.

Eu, com muito orgulho, faço parte desta história maravilhosa, iniciada lá em 1982, no antigo escritório da antiga OHF, na ERS 223, onde hoje está a unidade da Cotribá.

Na Rádio Gazeta, que depois se tornou Cultura, trabalhei por longos 16 anos e nela fiz de tudo. Fui operador de áudio, vendedor, cobrador, repórter, comunicador e gerente.

Apesar de ter me formado em jornalismo e de ter maior facilidade na escrita, comecei no rádio e acho que me sai muito bem nele, pois ao lado de feras que conheci e tive a honra de trabalhar ao seu lado, aprendi muito e cresci na atividade. O grau de importância de um profissional pode ser medido pelas escalas de serviço que ele recebe. Quanto mais importante for o evento mais qualificado é quem atua nele. Comigo foi assim, por muito tempo, quando repórter. Isso é um orgulho que carrego para sempre. E, por incrível que possa parecer, quase 20 anos fora do rádio, ainda tem gente que acha que continuo nele.

Eu larguei o rádio, mas o rádio não me largou. E fazê-lo é muito bom. Quem sabe um dia não retorne a ele.

Recebi convite para participar da festa dos 35 anos da emissora AM taperense e no dia 02 estarei lá para prestigiar a bonita festa e relembrar de um tempo maravilhoso.

Parabéns à direção e funcionários da Rádio Cultura de Tapera por esta bela história.

Operação Rodin, 10 anos


Nesta segunda-feira (06/11), completa 10 anos da Operação Rodin, que desmantelou uma fraude no processo de confecção de CNHs no Estado. A “brincadeira” provocou um rombo na época de mais de R$ 44 milhões e que hoje passa dos R$ 90 milhões. Além disso, a Justiça condenou 22 pessoas por envolvimento na fraude.

Passados 10 anos, ninguém foi preso e nenhum centavo foi devolvido aos cofres públicos. As pessoas de bem do Rio Grande do Sul, que pagam seus impostos em dia, que pagam por sua vez os baita salários dos servidores do Judiciário, e que cumprem as leis, querem saber por que nada aconteceu até agora. O que houve? Falha na legislação ou os advogados dos réus são mais inteligentes do que os juízes e promotores gaúchos? Esse pessoal, os de bem, só querem saber isso.

DÁ, SIM!


Logo mais à noite, às 20h, no Poliesportivo de Tapera, América e Atlântico, atual campeão gaúcho, farão a primeira partida da semifinal da Liga Gaúcha Futsal, valendo vaga para a grande final.

O jogo desta noite é histórico para Tapera na primeira divisão e por isso é importante que se faça história. E por que não? É difícil, sabe-se, mas não é impossível. Esta mesma história já mostrou inúmeras vezes que o grande e o melhor caíram diante do pequeno, ou do pior. Na vida, acontecem coisas que não tem explicação e tem aqueles dias (e noites) em que nada dá certo. O futebol não tem lógica. Tem, sim, competência para criar e concluir. Nesta hora decisiva não tem patrimônio, nem galeria de títulos, mas apenas competência. Quem estiver mais focado, criar mais e tirar proveito disso levará a melhor. Que o América pense nisso. Na quadra, serão cinco contra cinco, mesmo que do outro lado tenha mais gente e qualificação. São cinco contra cinco.

Hoje, não tem grande e pequeno, pois os quatro chegaram juntos à semifinal e detalhes determinaram que um fosse primeiro e o outro quarto, até por que não pode haver dois primeiros, nem dois quartos.

Foco e competência, gurizada. E, como diz a faixa na entrada da cidade: PARA CIMA DELES, AMÉRICA.

E uma última coisa: DÁ, SIM!

Cemitério lotado


O Cemitério Municipal de Tapera está no seu limite. Os locais disponíveis nele são mínimos. A Comunidade Católica, que o administra, terá duas coisas para fazer em seguida: adquirir a área que fica nos fundos, ao norte, e reaver os túmulos que não possuem mais familiares residentes no município e que são muitos. Para se ter uma ideia, onde descansa a minha gente, é possível ver cinco deles, sem identificação e completamente abandonados.

Parece que o pessoal está se mexendo neste sentido e muito em breve teremos notícias.

Nestas seis décadas, Tapera cresceu e isso pode ser medido pelo Cemitério e também na cidade, que foi planejada para um determinado número de pessoas e de carros e que estes já aumentaram várias vezes.

Aos poucos, Tapera vai indo para seu destino.

Analfabetismo funcional


Nesta semana, a Polícia Civil gaúcha, da regional de Soledade e da qual Tapera integra, realizou uma operação de combate a roubos de maquinários agrícolas no interior do Estado, tendo inclusive prendido gente. E a Rádio Uirapuru de Passo Fundo noticiou o fato, colocando a foto dos três delegados que estiveram à sua frente, inclusive o regional Jader Ribeiro Duarte. Aí uma ouvinte da emissora, postou o seguinte no site da mesma: “E as caras de deboche, de quem tem certeza que logo estarão nas ruas. Asquerosos”. Os três delegados agora viraram bandidos. Logo abaixo, alguém atento deu logo a letra a confusa leitora: “Moça esses são a polícia. kkkkkkk”. E aí a coisa virou em gozação, claro.

Esses “balões” são muito comuns hoje em dia, com pessoas que leem uma coisa e entendem outra. Aliás, boa parte delas nem leem. Olham e dão logo o seu “veredito”. E aí sai porcaria.

Eu, profissional de imprensa com 35 anos de “estrada”, vejo e ouço isso todo dia. Isso é bem coisa de País de terceiro mundo com um atraso danado na Educação.

Por isso, é muito importante que quando se lê se leia tudo e bem devagar, no caso da pessoa ser meio lerda. Para evitar as porcarias. Isso faz um estrago danado.

Briga de Passo Fundo


Na segunda-feira (06/11), acontecerá o julgamento da confusão de Passo Fundo, quando Passo Fundo e Parobé, jogando pela semifinal da Série Prata, não terminou devido à uma briga generalizada no Capingui. O jogo estava 1 a 0 para Parobé e terminou faltando menos de 8 minutos para o final da partida.

Pelos vídeos que vi, já adiantado do início da confusão, dá impressão que os seguranças passo-fundenses é que bateram nos jogadores visitantes, mas outros vídeos que surgiram agora e que serão usados pelo Passo Fundo para se defender no tribunal, mostram outra coisa, com mais riqueza de detalhes. A briga não é o que parece e o pessoal de Parobé não é anjinho como mostraram os vídeos anteriores.

Conversando com gente entendida no esporte e conhecedor dos meandros do STJD da FGFS, o pessoal dará o jogo por encerrado e as duas equipes terão de jogar a prorrogação de dois tempos de 05 minutos, em quadra neutra e, no caso de empate, a decisão vai para as penalidades.

Uruguaianense, que bateu a AFF em Fortaleza dos Valos no último sábado (28), está na final e na Série Ouro 2018.

Sabedoria


Na sexta-feira (27), estive em Quinze de Novembro, no lançamento da 13ª EXPOQUINZE, evento que acontecerá naquele município, de 08 a 10 de dezembro, e em sua fala, o jovem prefeito Guto Stolte, disse uma coisa muito certa, falando sobre política. Segundo ele, oposição não se faz na tribuna da Câmara de Vereadores, com críticas em geral, mas no gabinete do prefeito, olho no olho e tratando do bem comum. Lá, não há espaço para outra coisa que não seja o município e sua gente, cristalino, verdadeiro e sem demagogia. Certíssimo.

A propósito. Os vereadores de oposição, de todos os municípios, já tentaram falar com seu prefeito no gabinete? Acredito que, olhando nos olhos, se tenha mais sucesso junto ao seu eleitorado do que batendo no primeiro mandatário na tribuna, na esperança de mostrar trabalho. Trabalho se mostra com ações e não com barulho.

Entre o que ataca e o que pede, mesmo que insistentemente, quem ter maior chances de lograr êxito?

Outra coisa que chamou minha atenção do prefeito Guto. Ele elogiou muito e várias vezes a imprensa, reconhecendo seu valor, que vai muito além de uma mera parceria comercial.

O jovem prefeito de Quinze de Novembro é uma liderança que dá seus primeiros passos no Alto Jacuí. Tem potencial para voar bem alto.

Promessa


Nesta terça-feira (31), estive na reunião do Lions Clube de Selbach e, antes do protocolo, conversei demoradamente com o prefeito Sérgio Ademir Kuhn. Fiz-lhe uma série de perguntas e eles respondeu a todas, sem enrolar, como sempre.

Pedi ao Serginho sobre asfaltamentos, especialmente o da Avenida 25 de julho, que passa em frente à sua residência e que ficou para trás na última etapa. Pois, ele me disse que está tratando junto ao Badesul para asfaltar mais algumas ruas e que em seis meses, a 25 de Julho e outras duas, receberão asfalto. E mais. Ele irá do CTG Estância do Imigrante até o Parque Aquático.

Promessa é dívida, prefeito. E o pessoal vai cobrá-lo.

O Serginho, com sua alegria, humor, simplicidade e popularidade, reeleito, é uma figura ímpar no meio político regional.

E bota figura nisso.

Lula dolarizado


Segundo Andreza Matais, colunista do Estadão, analistas do mercado financeiro lhe disseram que o dólar pode chegar a R$ 6,00 se Lula for eleito. O choque cambial, porém, já deverá ser sentido durante a campanha.

A perspectiva de ter um condenado nas urnas, com o risco concreto de um impasse institucional, vai derrubar a moeda norte-americana e, pior ainda, o resto da economia.

Segundo a colunista ainda, os analistas dizem preferir Bolsonaro. “Pelo bem do Brasil”.

PESQUISA – E a pesquisa do Ibope repete os números do Datafolha. Aparentemente, Lula e Jair Bolsonaro pararam de subir. Lula não pode roubar o eleitorado mais alfabetizado de Jair Bolsonaro, mas Jair Bolsonaro pode roubar o eleitorado mais pobre de Lula.

E no segundo turno tudo pode acontecer.