As duas sedes do CTG
Como estamos vivendo mais uma Semana Farroupilha aqui no Rio Grande do Sul, vou aproveitar o gancho para contar parte de uma história de Tapera que tem muito a ver com a data máxima dos gaúchos.
Dia desses, no grupo de WhatsApp “Amigos de Infância”, do qual faço parte, o Ramon Arenhardt, tradicionalista que reside no MT, comentou sobre o aniversário de 46 anos do CTG Guido Mombelli aqui de Tapera (RS), e outro integrante do grupo, o Feca, que reside em Esteio pediu se a entidade fora fundada ou reativada, gerando uma dúvida no grupo. Então, o Ramon respondeu que o Guido Mombelli fora fundado e que o antigo não existia mais, e que não sabia o seu nome, apesar de ele estar localizado próximo à sua casa, no antigo Salão Azul.
Aí apareceu o Necão Di Domênico para clarear os fatos sobre a questão. Segundo ele, o antigo CTG tinha CNPJ e teve o seu pai, Euclides, como fundador e seu único patrão.
O Necão contou que, pela amizade e proximidade que a sua família tinha com os Mombelli, a empresa cedeu a sede dos seus funcionários, o Salão Azul, que ficava ali na Rua Coronel Gervásio, onde está hoje o Centro de Treinamento, para ser o galpão crioulo do mesmo e, em agradecimento pela cedência do espaço, que ficou sendo administrado e mantido pelas duas instituições, foi decidido em ata homenagear o patriarca Guido Mombelli com o nome do CTG. Mesmo assim, o galpão foi sempre chamado de Salão Azul.
Conforme o Necão ainda, eram tempos difíceis e estar trajado a gaúcho era considerado ser “colono”, mas com o passar do tempo as coisas foram acontecendo. A entidade durou vários anos e foi considerada uma das melhores do Estado. A sua invernada campeira era do CTG Sinuelo das Coxilhas, de Espumoso, que se apresentava com o nome do CTG taperense. Anos depois, em 1978, foi fundado o novo CTG, com invernadas artísticas e a parceria com o CTG espumosense foi mantida.
Com a criação do novo CTG, o nome Guido Mombelli foi mantido e que segundo ele, o seu começo não foi nada fácil pela falta de credibilidade, mas com muito trabalho e muito apoio o mesmo foi crescendo e a entidade está aí hoje firme e forte. O nome do galpão crioulo do GM leva o nome do pai do Necão, Euclides Di Domênico. Ainda, que o filho dele, o “Kiko”, doou a madeira para a construção do assoalho da nova entidade.
O Necão conta ainda que em 1972, num dos rodeios de Vacaria, o pai dele propôs ao amigo José Mendes, autor de “Para, Pedro” e tantos outros sucessos gauchescos e que passou por Tapera antes da fama, tendo ajudado na construção da canalização que passa por debaixo da cidade, para que representasse o CTG pedido que foi aceito por ele e ainda conquistado o primeiro lugar. Foi a única vez que Tapera ganhou um primeiro lugar em Vacaria. E depois da fundação do novo CTG (1978) o mesmo participou de outros rodeios de Vacaria, sem competir.
Tempos depois, o José Mendes se apresentou aqui na região e estando em Tapera foi brindado com um jantar na churrascaria do Mansueto Corazza, que ficava na Avenida XV de Novembro, ali onde está hoje o Hotel Walensa, e depois dormiu na casa dos Di Dômenico. O Necão lembra também que ganhou do Zé Mendes um lenço de seda branco, que ele guarda até hoje.
A propósito. O Salão Azul tinha este nome por que era pintado de azul, a cor preferida de Guido Mombelli, fundador do Curtume, e todas as casas da empresa entregues aos seus funcionários tinham a mesma cor.
E aqui foi mais uma parte da história de nossa bela e amada Tapera que divido com meus leitores e amigos. E agradeço ao Necão pela colaboração.
Em tempo. Estou levantando a história do Salão Azul, atendendo a pedidos.

A propósito da semana farroupilha…
Em pleno feriado de 7 de setembro nenhuma atividade cívica | cultural em Tapera.
Depois os vermelhos tomam conta do verde e amarelo aí vão chorar
Tem coisas que merecem ser mudadas mesmo…
Não só pelos vermelhos. O que falta em nosso município é patriotismo, demonstrado em todos os municípios vizinhos. Quem sabe no próximo ano tenhamos algo para ajudar nossos filhos a sentir o prazer de ser patriota.
Mas vão esperar o que de uma equipe que teve a capacidade de somar errado as notas simples dos jurados?
NADA!
Temos que cultivar o real patriotismo para não acontecer de batermos continência para outra nação. Isso que é falta de patriotismo. Pensar que tivemos presidente que nos humilhou assim. E não foi nada com os vermelhos….cada uma que temos que ouvir…
Essas historias tem de ser contadas e registradas de alguma forma, em livros ou outra forma para nao se perderem no tempo. Eu mesmo conheço o CTG Guido M. desde a sua fundaçao mas nao sabia q antes era no salao azul.
Vamos esperar o que desta nova geração, que fica mais tempo nos aparelhos eletrônicos do que debruçados nos livros se, não há nenhum incentivo ao amor à Pátria? Realmente, nesse 7 de setembro, a prefeitura ficou devendo. Bastante!
Em tempo: em tempos farrapos, os CTGs vão se mexer? Ou vai ficar em brando como o 7 de setembro?
Eu adoro o CTG, ali é cultivada a família, os bons costumes e o patriotismo. Tudo o que os partidos de esquerda lutam para derrubar
Pra ser cego assim, deve gostar muito de CTG. Parabéns!!