Não dá para misturar
O Manuel era um descendente de portugueses nascido no Brasil que tinha uma padaria na cidade onde morava. Era um homem bastante popular no lugar e se envolvia com a sua comunidade: associação comercial, associação do bairro, clube, escola, time de futebol e até na igreja tendo, inclusive, presidido todos eles.
Um dia, o partido político do prefeito o convidou para ingressar na política. O primeiro mandatário, então, lhe disse que poderia começar como vereador e mais tarde poderia vir a substituí-lo, se assim o quisesse, pois, o partido via potencial naquele comerciante de sucesso. Manuel, homem simples, mas muito sábio, educadamente devolveu dizendo que a política é ruim para os negócios:
– Agradeço o convite, senhor prefeito, mas tendo negócio a gente mais perde do que ganha. Além disso, o meu concorrente está sempre de olho em mim e nos meus clientes e os meus clientes poderão me abandonar pelas decisões que eu vier a tomar e pelo que terei que defender no plenário, no palanque e na rua. E, de repente, até os meus amigos e parentes poderão se incomodar comigo. Muito obrigado pelo convite, mas preciso declinar dele.
Essa é apenas uma das razões que levam as pessoas a não entrar na política. Existem outras tantas, também, que fazem pessoas altamente capacitadas não sentirem atração pela política que a tudo comanda.
E isso foi comprovado neste ano em Tapera.
Certo está o Manuel, empreendedor bem sucedido, bem quisto pela maioria, não tem o por que de se meter na política. Com toda a certeza ele só iria perder se aceitasse o convite.
O bom tem muito a perder, como o povo esta rachado na politica, ele tende a perder. O ruim não tem nada a perder, só a ganhar, seja se eleito o salario ou uma ajudinha do partido!
Enquanto os bons e de bem nao asusmirem os postos tanto de politca quanto de lideranças da comunidade, sobra pros ruins nos administrar. Dai nao adianta se queixar.
Manuel ficou com medo de entrar na “Lista” do cidadão de bem, né…