Blog do Sarico

Síndrome da Caverna


O isolamento social imposto pela pandemia da Covid-19, há mais de um ano, poderá acarretar algumas consequências futuras, dentre elas, o medo de as pessoas – pelo menos, as que estão levando a sério o cumprimento das medidas sanitárias vigentes – retomarem as suas atividades sociais, mesmo estando vacinadas, quando a conjuntura pandêmica der a tão esperada trégua.

Pois, de acordo com um texto que li, nesta semana, esse medo foi diagnosticado pela psicologia como “Síndrome da Caverna”, a qual possui três fatores: hábito, percepção de risco e conexões sociais. No contexto da pandemia, o uso da máscara e o distanciamento criaram um hábito: o hábito de se isolar. E, segundo o texto, é muito difícil quebrar um hábito que vem sendo praticado há tempos.

Esse texto, ao abordar as consequências da pandemia, também fala em “agorafobia”, que é o medo de lugares abertos ou lotados, e cita os jovens como as suas maiores vítimas.

Os especialistas apontam que, ao longo da pandemia, perceberam aumento no medo, na ansiedade e na dificuldade de dormir, e tudo indica que esses índices vão subir ainda mais. Quando a pessoa permanece numa condição de estresse prolongado e não consegue ver saída, as esperanças diminuem, levando à depressão e a outros males. E, quanto mais tempo a pessoa permanecer reclusa, maior será o medo de enfrentar os desafios do mundo externo.

E como reconhecer se a pessoa está em casa só por causa da pandemia ou se está em casa, simplesmente, porque não consegue sair, os especialistas, segundo o texto, apontam algumas características: “basta observar se a pessoa está em casa em segurança, mas está inquieta, como se algo ruim fosse acontecer com ela, sempre querendo saber mais das mesmas notícias ruins e começa a dar desculpas para não sair de casa”.

Concluindo. Como estará a nossa saúde mental e os nossos hábitos, quando a pandemia tiver acabado? Depois dela, com certeza, nós não seremos mais os mesmos.



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