Blog do Sarico

Puxão de orelhas


Eu sou de um tempo em que os pais não batiam nos filhos. Eles só olhavam para eles e estes sabiam que rumo tomar em qualquer situação. Eu, por exemplo, apanhei pouco da minha mãe, a não ser quando chegava em casa com o calção molhado devido aos banhos de rio. Na época, não entendia o motivo da reprimenda. Mas, hoje, como pai, compreendo o porquê: o risco de afogamento. Quando chegava de noite em casa ou quando maroteava, principalmente na escola, recebia castigo. Mas, surra só quando tomava banho de rio na Rua Azul, no “Monte”, atrás do matadouro do Albano Seibel; ou no Colorado, na divisa com Selbach; ou no Jacuí, com Espumoso. Se a Dona Tecla soubesse que atravessei ambos a nado várias vezes, acho que nunca mais caminharia de tanto apanhar. Hoje, quando passo por eles sinto medo só de olhá-los. Veja como se é na juventude… Mas, não me importo nem um pouco de ter apanhado, por que mereci e aprendi. Tudo aquilo só me fez crescer e a me tornar mais responsável.

Mas, não é sobre mim que quero falar. Quero falar é sobre os filhos do presidente Jair Bolsonaro, que estão se metendo demais no governo e causando constrangimento, além de tirar o foco de tudo aquilo que foi falado na campanha visando colocar o Brasil de volta nos trilhos. O presidente sabe que tem uma dívida para com os brasileiros que apostaram tudo que tinham em seu nome e vão querer as mudanças prometidas. Assim, JB terá que dar um puxão de orelhas nos seus meninos e enquadrá-los devidamente, por que da maneira como o “barco” está seguindo ele vai naufragar e o Brasil corre o risco de ter de volta tudo aquilo que não quis mais.

Ou o presidente enquadra seus filhos agora, na largada, ou vai naufragar. Como ele é do Exército, vai capitular. Ele que fique esperto, por que a maioria do seu governo é composta por pessoas sérias que querem mudar o País, mas para que isso aconteça é imperativo que o chefe se mostre e mande, em tudo e em todos, com pulso firme e forte, como é ensinado nos quarteis com hierarquia, disciplina, ética e trabalho em equipe. Na paz e na guerra.

E uma outra coisa. Também tem de dar um puxão de orelhas no seu partido, o PSL, que também começou a aprontar. A campanha acabou e agora a caneta aquela está nas mãos de Bolsonaro e o ônus das decisões, de todas elas, é somente dele.



Comentários

Responder Anônimo (1550584304910-666682) Cancelar resposta


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