Seminário de Tapera
O Seminário Sagrado Coração de Jesus de Tapera está parado. Toda aquela imensa área construída está ociosa. Menos mal que a terra está produzindo. Mas, o que a Mitra Diocesana de Passo Fundo pensa em fazer com tudo aquilo?
O SSCJ foi construído pela comunidade taperense, nos anos 50, e entregue à Mitra, por tanto, agora é dela e cabe tão somente a ela dar uma destinação ao Seminário. Na manhã do último dia 08, antes da missa que antecedeu a Festa de Maio, na Casa Paroquial, conversei com o arcebispo da Diocese, dom Rodolfo Weber, a qual Tapera pertence, para saber o que a Mitra pensa em fazer com aquele patrimônio. Estavam também no encontro o padre Osvaldo e o radialista Marcelo Haag, da Rádio Cultura. O arcebispo, bastante tranquilo, disse que uma propriedade como aquela precisa ser utilizada, estar produzindo, não sabendo dizer por quem, mas não pode, segundo ele, simplesmente ficar parada. Nos disse também que a Diocese espera uma proposta do município de Tapera sobre o futuro daquilo tudo. Enfim, o Seminário de Tapera terá o destino que a comunidade quiser. E o que Tapera pretende fazer com aquele patrimônio todo? Alguém tem uma ideia?
Seria interessante transformar as instalações físicas, em algum centro de cursos, ou até mesmo, em extensão de alguma universidade regional. Temos aqui na região: UPF, Ulbra, Unicruz, Imed, Unopar… entre outras. Creio que se fosse criada uma extensão de qualquer centro educacional de renome, e Tapera – com localização geográfica excepcional – seria um grande centro regional de busca pelo conhecimento. Quantas cidades ao redor poderiam trazer os seus alunos para Tapera? Em valores monetários, quanto poderia se poupar na questão do transporte universitário? Cidades como: Alto Alegre, Salto do Jacuí, Campos Borges, Espumoso, Selbach, Colorado, Lagoa dos 3 Cantos, Ibirubá, Não-Me-Toque, Vitor Graeff… poderiam redirecionar todos os universitários para Tapera. Com relação aos cursos, poderiam se oferecer graduações como: Administração, Educação Física, Letras e até Direito.
Gostaria muito que os nossos agentes públicos não medissem esforços na busca de uma proposta para dar a melhor destinação possível ao nosso querido Seminário: um lugar que formou muitas pessoas… e que sempre fez o bem a quem por lá passou! Acredito muito, que transformando nosso Seminário em uma extensão de universidade, faremos mais uma vez jus ao título “Cidade Cultura”.