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América


América 1Sábado, fui ao Poli ver América e Atlântico, na abertura da Série Ouro 2016. Confesso que tinha um pouco de receio por que os meninos do Nuno enfrentariam não só um dos grandes gaúchos da Liga Futsal, mas um campeão mundial. E, para minha surpresa, a gurizada botou o rodado time do Atlântico para correr, literalmente. O América foi bem, teve atitude. E só não venceu o jogo por não ser competente na cara do gol. O time criou um monte de situações, como sempre acontece nos seus jogos neste ano, mas, na hora do vamos ver, a bola insiste em não entrar.

Se o América corrigir este fundamento, vai colocar muito grandão para correr e vai somar grandes vitórias na competição. Mas, só se quiser.

Aqui em Tapera, há muitos anos, o treinador Foca dizia que o jogo é o replay do treino. No começo não concordava com ele, por achar que no treino o erro poderia ser corrigido, mas agora vejo que ele tinha razão. Se o time erra gols nos treinos fará o mesmo nos jogos. E isso é terrível para qualquer pretensão. O Nuno sabe bem disso e cabe tão somente a ele resolver o problema. Vou dizer novamente. Num lance se decide um partida e até mesmo um título.

Mas, no sábado o América jogou de igual para igual com o Atlântico que levou muito sustos durante o jogo a começar pelo gol levado, anotado por Juninho.

Na partida teve duas situações que ilustram bem o momento americano nesta temporada. No primeiro tempo, quando o Walex pegou a bola no seu campo e foi para cima do Atlântico, driblando espetacularmente e tirando três adversários da jogada, e na cara do Ângelo, errou o gol. Sem ele marca o ginásio vinha baixo e o Atlântico voltaria para o ônibus. E na segunda etapa, faltando 27 segundos para o fim do jogo, quando estava 2 a 1, Romarinho errou um gol incrível, sozinho com Ângelo, chutando para fora. Não podia ter errado aquele.

Os dois lances foram frutos de belas jogadas, com rapidez e consciência, mas que não resultaram em gol por falta de “calibragem”. O América vai ser grande se quiser ser grande, mas para isso terá de começar a concluir tudo que constrói. E o time constrói muito a cada jogo.

Os aplausos da torcida, ao final da partida, foram merecidos por que o América foi grande na derrota. Não merecia perder. Nem empatar. E se tivesse acertado aquelas duas situações…



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