Em alerta
Na tarde da última quinta-feira (10), às 16h, estive na Câmara de Vereadores de Tapera participando de importante reunião sobre dengue, chikungunya e zika vírus. A Administração Municipal, através da Secretaria Municipal da Saúde, é quem a convocou por que o Rio Grande do Sul, assim como o Brasil todo, está em alerta contra essas doenças.
Na reunião, que teve a participação de empresas, escolas, hospital, entidades e imprensa local, a secretária de Saúde de Tapera, Lizete Orth e equipe, colocou a situação da dengue no município. Pelas colocações a coisa está bem complicada aqui. E pode piorar. Segundo Betão Rech, responsável pela dengue em Tapera, em um ano os focos saltaram de 06 para mais de 100. O mosquito Aedes aegypti está entre nós, em grande quantidade, mas ainda não está infectando com a doença.
A secretária Lizete, por sua vez, disse que, em caso de uma epidemia a coisa ficaria complicada por aqui. Aliás, por toda parte, pois não existe vacina ou remédio contra a doença, não existe gente suficiente para atender todos os infectados e não existe local suficiente para acomodar e atender a todos eles. Imagine a coisa aqui em Tapera, a título de ilustração. Se Tapera tivesse uma epidemia de dengue. Imaginemos que 20% da população ou 2.000 pessoas tivesse sido infectada. Não existe remédio contra a doença, não existe profissionais suficientes para atender a todos e o Hospital Roque Gonzalez não tem leitos suficientes para abrigar, nem gente para atender a todos. Ai se pensaria em Passo Fundo, em seus dois hospitais, mas nem lá isso seria possível. E se toda a região tivesse sido infectada e procurasse Passo Fundo ao mesmo tempo?
Na reunião, o pessoal da saúde mostrou fotos perturbadoras pela sua agressividade em que apareciam pessoas infectadas pela dengue e pelo trágico fim que tiveram. Fotos de crianças portadoras de mocricefalia, doença que as afeta fazendo-as nascer com a cabeça deformada, também foram mostradas. Muito triste aquilo. Aliás, a secretária, orientada que foi, pediu às mulheres que não engravidem neste ano e nem no próximo e que as que estão grávidas que se protejam com roupas compridas, expondo o corpo o mínimo possível.
Também foi dito que os agentes de saúde estão tendo problema para entrar nas propriedades para uma averiguação, pois o pessoal não os está deixando entrar. Isso acontece nos bairros e também no centro. Acho que uma medida extrema, a judicial, resolveria isso. O mosquito da dengue está ai e a doença, felizmente, por enquanto, ainda não, mas não se pode viver sossegado sabendo que o vizinho tem seu pátio ou terreno sujos, cheios de lixo que acumulam água e possam servir de maternidade para o mosquito.
Acho que o pessoal deveria bater fotos da propriedade do seu vizinho e encaminhar para a imprensa, sem dizer nome e o endereço para que Tapera saiba o que anda acontecendo aqui. Acho que com uma “exposição” dessas, os proprietários, pela necessidade e pela vergonha, darão um jeito na sua propriedade. É preciso que sejamos persistentes agora e estarmos todos atentos a isso, pois daqui a pouco poderá ser tarde.
Imagine você ter um familiar infectado pela doença ocasionada pelo lixo do seu vizinho. Ou o próprio vizinho fazendo mal para um dos seus. Isso parece pouco provável, mas daqui a pouco poderá não ser.
Você, ai na sua casa, fique bem esperto com o acúmulo de água, por que numa inofensiva tampinha poderá surgir a doença que poderá causar uma grande dor de cabeça na sua família, isso se não acontecer algo bem pior a ela.

Alguém me responda como é que numa cidade como a nossa pode-se chegar a uma situação calamitosa desse jeito ???????? Onde o mosquito está totalmente fora de controle ! Alguém pode responder por isso !! ??
Deixaram de fazer o trabalho que devia ser feito agora pensam que um decreto vai resolver a situação. Me chamem o homem aranha KKKKK.
Talvez você mesmo. Por não proceder corretamente, nos possíveis focos.
Bom trabalho desenvolvido pelos funcionários da prefeitura nesta manhã. A ideia é que cada um faça a sua parte e tudo dará certo.
Nem todos os funcionários. Algumas “beldades” não quiseram compartilhar a idéia.
O negócio e sério, e as pessoas devem c concientizar e mudar seus hábitos, e c for necessário uma medida judicial obrigaria as pessoas mostrar seus terrenos!
O que eu sei é que tem gente querendo falar e falar e não confere seu próprio terreno.