Defesa
Rio muito quando vejo na televisão, quando a polícia prende alguém, após intensa investigação e com provas em mãos, o advogado, logo em seguida, falando que seu cliente é inocente e que provará em juízo e também que é abuso de autoridade e da lei. Será que isso é ensinado nas universidades?
Daqui a pouco não existirão mais crimes e a polícia e o Judiciário deixarão de existir, pois não terão mais trabalho. Como é difícil ser cidadão neste País. E do bem.
Sempre me pergunto se na Faculdade de Jornalismo de Cruz Alta, os professores explicam aos alunos o que é uma “prova”, como resultado para ter justificativa para prender alguém.
E se lá em Cruz Alta alguém conhece a presunção da inocência.
Utilizar a “competência” e a “isenção” dos magistrados desse país como “prova” cabal, em situações onde apenas indícios são mostrados, é como ver uma esposa apanhando do marido, e sem saber nada do caso, comentar que “alguma ela deve ter aprontado”, para justificar a surra.
Os advogados de defesa não têm culpa se a acusação não apresenta provas concludentes e se baseiem em “notícias” publicadas na imprensa.
A consequêcia, nesses casos, pode ser um denuncismo generalizado, onde uma imprensa mal intencionada, com interesses ideológicos ou comerciais, induz a prisão de qualquer desafeto, sem provas e sem direito à defesa, sob pena de ir contra uma falsa “opinião pública”.
E esse é um caldo muito perigoso, que pode gerar uma cultura que leva a insegurança jurídica.
E eu já sei, no futuro, quem vou denunciar.