Dia do Palhaço
Por indicação do deputado federal Paulo Rubem Santiago (PDT-PE), a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou a proposta que coloca no calendário de comemorações nacionais o Dia do Palhaço: 10 de dezembro.
Agora, nós brasileiros, temos nosso dia oficial.
Parabéns a todos os palhaços do Brasil.
Não me considero palhaço, tenho raciocínio próprio, pq algumas pessoas as vezes tentam me fazer de palhaço, não quer dizer que o seja.
Palhaços são profissionais do entretenimento, e provavelmente pagam impostos iguais a todos nós. Nada mais justo ter um dia também para eles. Não confundir dedicação de um dia a um profissional com FERIADO, pois são coisas bem distintas.
Alguém aqui se acha palhaço?
Começaram os mimizento politicamente correto nos comentários auehriuheriuaehriu
Pelo visto, alguém aqui está se enquadrando no post
Palhaços vira-latas. Mas eu não.
Esclarecendo as coisas: Primeiro, quem pegou ip de quem e para que? Se foi o autor do blog, isso passa a ser ameaça e uma forma de censura aos participantes. Se for esse o caso, que se exija nome e RG de TODAS as postagens, inclusive do moderador ao se manifestar anonimamente.
Calma! Não é bem assim a coisa.
Ai de mim que sou brasileiro!!! É assim.
Sugestão de um anônimo cujo IP já está por demais conhecido:
– ALEXANDRE GARCIA para presidente da Petrobrás.
– CHICO PINHEIRO, ANA PAULA, MÍRIAM LEITÃO e WILIAM BONNER para o Conselho de Administação da empresa.
Pode ser que assim acabem de repetir as mesmas notícias, todos os dias, com críticas veementes, como se tivessem descoberto a América.
Ninguém é contra a investigação, denúncia e prisão dos bandidos. Que vão TODOS para a cadeia, e que lá fiquem por 100 anos.
Chega de corrupção. Mas chega também de HIPOCRISIA.
Como se ninguém soubesse da corrupção que rola em geral no país, inclusive em algumas prefeituras onde alguém já denunciou que não se vende um paralelepípedo sem desembolsar algum.
E isso não é nenhuma novidade.
Novidade é a prisão dos envolvidos, principalmente dos corruptores, coisa que NUNCA tinha acontecido neste país.
Portanto vamos dar força a essa nova corrente vitalisadora em vez de incentivar essa onda de terra arrasada, como pretendem alguns com interesses e intenções também por demais conhecidos.
Além de ser o exercício da forma mais pura e acadêmica de hipocrisia.
Deu a louca no Jô?
Nos últimos programas, ele tem dito coisas que não estão no roteiro do pessoal da Globo.
A última delas foi uma defesa da “biografia impecável” de Dirceu perante um pelotão de velhas senhoras furiosas.
Não vejo Jô, e para ser sincero não me interessa a razão pela qual ele tem saído do trilho da Globo.
Mas vi um vídeo de pouco mais de um minuto em que ele falou de Dirceu.
O que mais me chamou a atenção ali foi uma frase de Jô simples, banal, ordinária – mas ignorada por supostos sábios do país.
Jô disse mais ou menos o seguinte: “O sujeito vê uma notícia num jornal e já sai fazendo julgamento.”
Como dizia Danusa, per-fei-to.
Lembro de um celebrado voto, no Mensação, em que o magnífico juiz começava assim: “Não se passa um dia sem que a gente abra os jornais e encontre um escândalo.”
O juiz mostrou ser um mentecapto. Porque, sabemos todos, jornais mentem, jornais inventam escândalos, jornais fazem o diabo para liquidar seus inimigos.
Claro: não apenas jornais. Mas também revistas, rádios, telejornais.
Ou você lê com cuidado e senso de crítica a mídia ou você vira um revoltado online, ou um Lobão, e vai para Brasília lutar por coisas das quais não faz a mais remota ideia, como a emenda fiscal.
Não é de hoje esse comportamento da imprensa. Mas ele se exacerbou desde que o PT subiu ao poder. Aconteceu antes com Getúlio, na década de 50, e com Jango, nos anos 60.
Todo dia, sob Getúlio e Jango, você abria os jornais e encontrava escândalos. Lacerda consagrou a expressão “mar de lama”, contra Getúlio.
O tempo mostraria que grande parte da lama era inventada para sabotar governos com foco nos mais pobres.
Como por milagre, quando está no poder um amigo dos donos da mídia, a lama desaparece. O país parece que recebeu um fabuloso banho de Omo.
Aquele juiz que usou os escândalos noticiados pelos jornais em seu voto no Mensalão ficaria satisfeito, em sua ingenuidade boçal, ao ver que somos mais limpos eticamente que a Escandinávia.
Enquanto isso, a rapinagem grassaria sob sua toga monumental sem que ele tivesse ciência.
Felizmente, para a sociedade, surgiu a internet para colocar fim, na prática, ao monopólio das grandes empresas jornalísticas.
Nem Getúlio e nem Jango contaram com um contraponto ao massacre da imprensa. Visionário, Getúlio criou a Última Hora, e a entregou ao grande Samuel Wainer, mas era um jornal numa multidão de outros dedicados a tirá-lo do poder.
Não sei, repito, o que está acontecendo com Jô. Cansaço de ficar ao lado de sabotadores como Jabor, Merval et caterva?
Insatisfação com a Globo, que decidiu tirar sua plateia e pode suprimir também o sexteto?
Só Jô pode dar a resposta correta.
A mim, pouco importa.
O que quero sublinhar é seu acerto ao dizer, a seu jeito: amigos, tomem cuidado com o que lêem na imprensa.
Paulo Nogueira.