Violência
Nesta quarta-feira, no meio da tarde, dois homens armados, entraram na Loja Becker em Tapera, sem nenhuma cerimonia, e anunciaram o assalto. Em plena luz do dia levaram o dinheiro do caixa em uma mochila. A ação não durou mais do que dois minutos, segundo um funcionário.
A coisa está mesmo ficando fora de controle, com o pessoal perdendo o medo. Não existe segurança em lugar nenhum e ninguém está seguro. E a coisa está assim porque os bandidos sabem que não existe arma que possa atrapalhá-los e também a certeza da impunidade.
Onde é que isso vai parar? Complicado!
Votar no PT que acha que bandido é coitadinho da nisso.
O PT nos desarmou, mas não nos deu segurança.
Imbecil, quem te desarmou foi o povo que votou num plebiscito, e se tu não sabe, o nome disso é democracia. Se quer arma em casa, o problema é seu, pois tenha, mas assuma as consequências dessa sua postura beligerante.
O PT desarmou, umas ovas!
Foi feito um plebiscito.
Portanto, de novo e para variar, tu é minoria.
A propósito, se quiser ter arma em casa, um conselho: não esqueça de raspar fora a mira….
O PT foi a favor do desarmamento sim
O povo votou que queria ter arma.
Mas como o PT queria pessoas desarmadas tornou ter armas uma tarefa quase impossivel.
Tenta comprar uma arma ou municao para ver se consegue.
Somente assim o PT pode enviar sem terras e indios queimar propriedades e destruir plantacoes em seguranca
Tem algum médico aqui? O 10:42 precisa urgente e de uma receita de benzodiazepínico!
GERAL
Direitos humanos seletivos
Ruy Fabiano
A defesa dos direitos humanos, imperativo civilizatório, perde sentido e substância quando contaminada pelo viés ideológico. Direitos humanos não são nem de direita, nem de esquerda; ou se aplicam a todos ou apenas instrumentalizam um projeto de poder, o que configura mais um tipo de violação.
É o que tem ocorrido no Brasil há já muitos anos, ao ponto de sua simples menção provocar mais suspeita que conforto em grande parte da sociedade. Isso porque raramente as organizações humanitárias preocupam-se com o destino das vítimas, concentrando-se habitualmente nos agressores ou naqueles que personificam a luta política que consideram emblemática.
Vejamos os fatos mais recentes. O ajudante de pedreiro Amarildo de Souza desapareceu de sua residência, na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, em julho do ano passado.
As investigações indicam que foi morto por PMs. Mas, bem antes de sua morte estar evidenciada, fez-se campanha nacional, de grande repercussão, para denunciá-la. Muito justo e necessário. Artistas interrompiam shows para reclamar de seu paradeiro.
Porém, dia 2 passado, a PM Alda Rafael Castilho, de 22 anos, foi covardemente assassinada, com um tiro no estômago, em seu posto na UPP de Vila Cruzeiro, no Rio.
Eram 15 os bandidos, que balearam outro PM, Melquisedeque Basílio, de 29 anos, e atingiram, com balas perdidas, um casal, sendo que a moça, Elaine Mariano, ferida na cabeça, está em estado grave no hospital. Alda foi o oitavo policial morto desde que as UPPs se instalaram, em 2008.
Alguma manifestação? Algum artista interrompeu seu show para reclamar sua morte? Algum muro na cidade para lembrar o crime? Alguma ONG empenhada em auxiliar a família das vítimas? Alguma declaração da ministra dos Direitos Humanos? Não.
O episódio circunscreveu-se ao noticiário de jornal. Policial, segundo se depreende de tal silêncio, não é humano – e, portanto, não tem direitos. Vamos em frente.
No dia 3 passado, em São Luís, Maranhão, bandidos tocaram fogo em um ônibus cheio de passageiros. Vários feridos e uma criança de seis anos, Ana Clara Santos Souza, carbonizada. O crime chocou a opinião pública, mas não se tem notícia de qualquer protesto por parte das ONGs humanitárias ou qualquer pronunciamento da ministra dos Direitos Humanos.
Dia 11, Kaíque Augusto Batista dos Santos, de 17 anos, foi encontrado morto em São Paulo, embaixo de um viaduto, com o rosto deformado e uma fratura exposta na perna.
Antes que a perícia se manifestasse, a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, ao saber que se tratava de um negro e homossexual, resolveu todo o enigma: o rapaz fora assassinado por homofóbicos racistas. Aproveitou, em nota oficial, para pedir rapidez na aprovação da lei que criminaliza a homofobia.
Ato contínuo, organizações de homossexuais, ONGs de direitos humanos e partidos de esquerda entraram em cena para reverberar as palavras da ministra. Chegaram a fazer uma manifestação de protesto no local. Dias depois, o diagnóstico da polícia, reconhecido pela família, silenciou o protesto: Kaíque se suicidara. Seu cadáver perdeu então importância.
No dia 31 passado, um adolescente negro foi espancado e amarrado a um poste no bairro do Flamengo, Rio. Ele teria praticado roubos nas redondezas e fora justiçado por rapazes de classe média, que, na ausência da polícia, decidiram agir como milicianos. Um absurdo, claro.
Porém, o alarido que as mesmas organizações promoveram em defesa do rapaz – justa, diga-se – contrasta com o silêncio em torno da morte da PM Alda e da menina Ana Clara.
Em São Paulo, dia 25 passado, a polícia baleou o black bloc Fabrício Proteus Chaves, de 22 anos, que investira contra um policial com um estilete na mão. A mesma turma dos direitos humanos, antes que as imagens colhidas do episódio viessem à tona – e comprovassem que a polícia agiu em legítima defesa – julgaram e condenaram os PMs.
Fabrício tinha em sua mochila, entre outros artefatos, duas bombas caseiras e uma chave inglesa, usada para quebrar vitrines e caixas eletrônicos. O episódio serviu também para que diversos personagens do meio político e artístico reiterassem a legitimidade da ação predadora dos black bloc.
No Rio, dois black bloc mataram o cinegrafista Santiago Andrade. Antes que as imagens fossem divulgadas – e mostrassem a autoria efetiva -, um repórter de TV disse ter visto a polícia jogar a bomba. Abriu-se uma discussão para atenuar o crime. Os rapazes não queriam matar o cinegrafista. Quem então? Um policial? Talvez. Não haveria tanto barulho. Polícia não é gente.
Esta semana, em Brasília, uma manifestação do MST feriu 30 PMs, sendo oito em estado grave. Alguma solidariedade às famílias, alguma declaração da ministra contra a violência? Nada.
Indignação seletiva é sempre falsa – e, em vez de combater a violência, realimenta-a.
Ruy Fabiano é jornalista.
Mas que interessante.
Me dá o e-mail desse tal Ruy que quero copiar e colar alguns artigos, e enviar para ver se ele gosta.
Mais um teórico a despejar falácias sociais. E daí que esse sujeito é jornalista? Por acaso só esse fato garante imparcialidade na criação de seus textos? E quanto a idoneidade das fontes, todo é fiel? Eu nem estou aí com as idéias dele. Aqui também tem jornalista que avalia as notícias apenas pelo seu crivo “jornalístico imparcial”
quanto blá,blá,blá…