Blog do Sarico

É Bi


090909

Deixamos Tapera por volta de 14h30min, indo direto para o Vale do Taquari. Chegando lá, encontramos uma cidade envolta em comemoração, como se a ASTF, por jogar em casa, já tivesse vencido a partida. O clima visto na cidade nós taperenses já vimos aqui, em 2010, e todos sabemos como acabou.

Antes de descermos do ônibus, Nuno pediu a palavra e falou aos colegas. O capitão (e goleador) americano falou sobre a situação que seria vivida naquela noite, e marcou a seguinte frase: “Quem tem a obrigação de vencer, por jogar em casa, na frente da torcida, são eles e a torcida não entra na quadra”. Experiente, o atleta já viveu situação semelhante várias vezes, tendo em vista que até aquele dia ele era tetra campeão da Série Ouro. As palavras e a reação do grupo mostrou como estava o América para o jogo.

Após desembarcarmos, a Brigada Militar de Teutônia, que fez belo trabalho naquela noite, conduziu-nos para dentro do ginásio que, às 19h, já estava lotado, com mais de 2,7 mil pessoas. E junto desse povo estavam os torcedores americanos que viajaram em dois ônibus.

Antes de entrar no ginásio, a torcida teutoniense, devidamente uniformizada, ensaiava cantos de guerra para a batalha que seria travada em instantes. De tudo que cantaram, chamou minha atenção o seguinte refrão: “…o América vai morrer”. Pois, não morreu. Viveu e venceu.

E quem esperou um sufoco da ASTF nos primeiros 10 minutos, como normalmente acontece com quem decide em casa, se enganou, pois quem tomou conta da partida e a comandou foi o América. Na segunda etapa o jogo pendeu mais para a ASTF, mas o América foi perigoso o tempo todo. Quando o time de Teutônia empatou, a torcida se empolgou atrás do banco americano obrigando o pessoal da Federação Gaúcha de Futsal (FGFS) a chamar a Brigada Militar para controlar a situação. O jogo parou por mais de 10 minutos e isso aconteceu justamente quando a ASTF era melhor. Aquilo foi um balde de água fria na equipe teutoniense, assim como as paradas para secagem da quadra.

O grande lance da partida foi o gol de Marcel, o segundo, na prorrogação, que ninguém entendeu. Houve um escanteio e a bola foi para dentro da área. Marcel e Bilica se enrolaram com a bola e o jogador americano acabou entrando com ela para dentro do gol. Um dos árbitros ergueu o braço e o outro indicou o centro da quadra, o gol. Os jogadores do América demoraram a comemorar. Depois disso foi só administrar os 3 minutos restantes e erguer a taça.

Quando a arbitragem apitou o final da partida, os jogadores taperenses correram em direção à torcida para comemorar. Depois ela entrou na quadra para fazer a festa com os jogadores, tudo na frente da torcida teutoniense que, não arredou pé do ginásio e ainda aplaudiu os visitantes, mostrando educação, elegância e respeito. Além disso, passou o jogo inteiro gritando e incentivando o seu time, como poucas torcidas fazem. A ASTF está de parabéns pelo time e pela sua barulhenta e maravilhosa torcida.

Na solenidade de entrega dos troféus e medalhas, o presidente da Federação Gaúcha de Futsal, Dárcio da Silva Castro, entregou a Nuno os troféus de jogador revelação do campeonato e o de campeão.

Após a comemoração, jogadores e torcedores rumaram direto a Tapera, sem janta, aonde chegaram por volta das 03h, parando em frente ao Clube Aliança. A festa entrou madrugada adentro. Quando terminou o jogo muita gente em Tapera pegou seu carro e foi para a rua comemorar.

Estava escrito o tempo todo e foi confirmado: Tapera e América vem antes de Teutônia e ASTF, pelo menos no dicionário. E no futsal, também.

SEGURANÇA – Não dá para entender os critérios de segurança em Tapera. Aqui são exigidas muitas coisas para garantir a segurança no Poli, mas fora o mesmo não acontece. Será que não estaria na hora de padronizar esta questão? Sábado, em Teutônia, vimos um ginásio, que é metade do Poli, bem “light” em termos de segurança. Nos quatro cantos da quadra existe abertura na rede, que foram cuidadas por seguranças privados; atrás das goleiras não existe proteção alguma, sendo que a torcida fica bem próxima do goleiro; atrás dos bancos de suplentes, a rede fica em cima destes, podendo a quadra ser invadida a qualquer momento; e atrás da mesa de anotação, a porta fica aberta, podendo entrar quem quiser, no ginásio e na quadra.

Agora, o América/GF/Fepol/Marasca se prepara para disputar a Série Ouro ano que vem, com uma nova camisa, com mais uma estrela sobre o escudo. E o time terá de se reforçar, porque a competição terá outro nível.

Parabéns, aos jogadores, comissão técnica, direção, Administração Municipal, patrocinadores e torcedores pela bela vitória e o título da Prata. 2013 foi fechado com chave de ouro. Houve tropeços na competição, sim, mas houve também belíssimas apresentações, dentro e fora do Poli. O projeto, iniciado em abril, foi concluído plena e satisfatoriamente. Parabéns, Tapera, tu é Bicampeã estadual de futsal.



Comentários

Responder Anônimo (1384275237814-142908) Cancelar resposta


*