Desmatamento
O corte de árvores ocorrido na área da ERS 223, em frente à Polícia Rodoviária Estadual, ainda está dando o que falar. Enquanto o mundo fala em preservação do meio ambiente, com o MP estando em cima, tal qual zagueiro argentino, aqui em Tapera se retirou grande quantidade de árvore daquela área. Os ambientalistas estão buzina por conta disso, mas a Prefeitura tem explicações para isso, de forma legal. A população não sabe disso, assim aqui vai uma dica: por que ela – a Prefeitura – não coloca a sua versão dos fotos na imprensa local? Não custa nada e ainda prestará um grande serviço a todos, pois tem muito falatório na cidade.
fala quem foi preso hoje em tapera, passou na tv record, duas pessoas presas em tapera por cometer crime anbiental
Parabéns Sarico, finalmente alguém com acesso a um meio de comunicação oportuniza a comunidade a se manifestar sobre um assunto extremamente importante e que esta sendo tratado com autoritarismo e silencio por administradores que deveriam zelar por um bem natural que e de toda a
População taperense.
Cerca de 30 anos atrás, por conta da derrubada de meia dúzia de pinus elliotis, a direção inteira do Natura, Movimento de Proteção à Natureza, quase foi presa, quando um agricultor local comprou um enorme terreno e sua primeira providência foi derrubar todas as árvores existentes encima, para a construção da sua casa.
Sob pena de perder o trabalho feito até aquele momento, de conscientização e contenção ambiental, mesmo sem ter autorização oficial para tal, ao Natura não restou outra alternativa senão radicalizar, publicando um artigo no jornal do saudoso Leonardo Mayer, denunciando, criticando e citando especificamente o nome do agricultor. Se tratava de uma questão de coerência para o Movimento, assegurar o que já tinha conseguido até então, e se omitir frente a esse fato, – que parecia ser uma provocação, – poderia acabar com um respeito à natureza conseguido à duras penas, e até a sobrevivência do Movimento estaria ameaçada.
Aconselhado por advogados locais, que viram no artigo publicado graves acusações contra a honra do agricultor, os melhores advogados de Passo Fundo na ocasião, foram contratados e entre a equipe que lhes deu apoio, estava um engenheiro florestal, de Ibirubá, fornecendo os argumentos técnicos necessários que justificavam o corte das referidas árvores.
O caso foi levado a Justiça e não fosse o interesse e competência de um jovem advogado chamado Wilson Barrufaldi, que atuou gratuitamente, a direção e o Movimento estariam comprometidos com a Justiça até hoje.
Durante o embate, naquela época, nenhum órgão público, sociedade, grupo, sequer uma pessoa apenas, manifestou qualquer tipo de ajuda ou apoio público ao Natura, ao ponto de seu presidente pensar em renunciar, tamanha era a pressão do momento.
Por sorte – ou justiça -, o juiz deu ganho de causa ao Movimento, determinando que até os honorários do advogado fossem pagos pelo denunciante.
Depois disso, o Natura nunca mais foi o mesmo. O forte desgaste público, o pouco interesse da comunidade e a tensão emocional contribuíram para que seus membros abandonassem a militância e se entregassem a seus afazeres particulares. Mas os resultados dessas ações restritivas do passado, talvez heróicas, fizeram de Tapera uma cidade modelo em conservação da natureza, que aliada à marca de Cidade Cultura, era respeitada em toda a região do Alto Jacuí.
Infelizmente, de um tempo para cá, alguma coisa mudou para pior, e uma árvore, na nossa cidade, passou de amiga para inimiga. De presença agradável para suposta ameaça. De repente tornou-se perigosa e ameaçadora ao crescimento econômico do município. Ou por causa das calçadas, ou dos caminhões, ou do asfalto, ou do vento, foram derrubadas inúmeras árvores, algumas delas até com justificativas, mas a imensa maioria sem nenhuma necessidade ou objetivo prático. A auto-estima ambiental conseguida a duras penas pelo Natura esboroou-se nestes últimos anos, como areia escorrendo entre os dedos. A própria praça ficou ameaçada por este vendaval de motosserras, sendo devastada sob argumentos do tipo “ventilar o hospital, deixar o sol entrar, revitalizar”. Critérios esdrúxulos desse tipo estão sendo espalhados pela cidade e alguns até justificados por técnicos pagos pela Prefeitura, um deles, irônicamente o mesmo técnico que foi algoz do Natura, agora contratado formalmente. O que poderemos esperar dessa combinação? O que ganhamos com isso? O que uma população ganha com a derrubada massiva de árvores em nossa cidade?
Contudo, ainda não chegamos ao fundo do poço. Agora a situação se repete e com muito mais gravidade.
Lenta e gradualmente, um mato inteiro está sendo devastado, derrubado implacavelmente, debaixo dos olhos de todo mundo, no asfalto, frente à Polícia Rodoviária Federal. Supostamente com uma licença conseguida, certamente com justificativa técnica, burocraticamente junto aos órgãos técnicos do estado, tão elogiados ultimamente pela imprensa.
A pergunta que não quer calar é: que tipo de papel ou licença poderia justificar a derrubada de um mato nativo, virgem e natural, com toda a diversidade original da região, de propriedade do povo de Tapera, ao lado da cidade, um verdadeiro cartão de visitas ganho de presente para ser conservado para o resto da vida?
Que tipo de argumento justificaria uma depredação de tal porte, que faria o Natura inteiro se mudar de cidade, caso adivinhasse na época, o que estaria por acontecer?
Desde quando a natureza é fator limitante ao progresso industrial sadio e sustentável, ainda mais com toda essa área disponível, em qualquer quadrante da cidade que se queira?
Há que se deplorar também o silêncio piedoso como esse crime ambiental está sendo absorvido pela comunidade. Com exceção de um vereador, que publicamente manifestou sua opinião contrária ao desmatamento, a sociedade inteira demonstra um submetimento bovino ao que está acontecendo. Como já foi dito, a nossa auto-estima ambiental está tão baixa que não seria surpresa alguém sugerir, dentro desse quadro geral de autoritarismo local, derrubar o resto do mato e o parque Janaína Orth, e construir lá um monumental estádio de futebol, em nome do progresso.
O homem do mato, que escreveu o artigo acima, pois e la que deveria morar, se esquece, que se todo mato, ou arvores, que tanto defende estivesem ainda ai, de onde se tiraria os alimentos, que sistentam a populacao. Lembrando sempre que Sao importantes sim, mas Nao obrigatoriamente permaneceram, eternamente no mesmo lugar. Vejamos, a natureza, na tempestade de setembro de 2012, quebrou 162 arvores naquela area,o que achas disto, vais reclamar para o criador tambem, fora as Mais de 200 que quebrou no perimetro urbano de Tapera, varias areas de matas no municipio, centenas de arvores espalhadas no interior, a maioria grandes e ou antigas, provocando estragos de toda ordem. A prefeitura de Tapera, antes de limpar a area, onde a pedido da doadora, serao intaladas fabricas, limpando o que na verdade sobrou da tempestade, ja em 2010, plantou arvores nativas, em 3 has nos fundos da mesma mata, para em contrapartida, limpar 1,8 has na frente, defronte o asfalto, tudo dentro da legislacao. Alias naquele area toda, talves uma das POUCAS no municipio, ainda tem Mais de 50 Por cento de mata nativa. Vc antes de escrever bobagens, vai te informar, primeiro da lei, depois dos fatos.
CONCORDO, !
A pessoa que escreveu o comentario acima esta muito bem informada dos fatos, com certeza e funcionario(a) graduado(a) da prefeitura e diretamente envolvida com o caso. Foi muito infeliz no seu contra-ponto, pois a derrubada em questão não vai acrescentar nenhum quilo de alimento ao município, mas sim destruir aquilo que poderia ser o cartão postal da cidade, alias este mato proporcionou recentemente uma distinção ao município, vangloriada pelo senhor prefeito. Se o vento derrubou muitas arvores o que deve ser feito e replanta-las ou deixar que a natureza faca a sua parte. E lamentável que uma mata virgem, que poderia ser usada como uma escola viva para nossas crianças ,seja sumariamente destruída em nome do progresso, quando temos todo o entorno da cidade desmatado, com áreas extremamente favoráveis aos fins desejados. Cultura e diferente de curtura, digo isso porque, a pouco tempo atras, lendo uma revista de circulação semanal, uma grande construtora Suíça retardou em mais de 30 dias o inicio de um empreendimento milionario, simplesmente porque encontrou naquele local um ninho de pássaros que habita aquela região. Condenaram os ligustres centenários da cidade com a justificativa de que causavam alergia nas pessoas, todavia, quem anda nas ruas centrais de Lisboa, Madrid ou Barcelona se depara a toda hora com frondosas arvores desta espécie convivendo pacificamente com a população. Será que os habitantes destas cidades sao anti-alérgicos? A discussão e pertinente, fazer as coisas com critério e bom senso e o melhor caminho.
O desinformado acima, que acha que Sabe Alguma coisa, insiste na sua conversa para ingles ver tentando justificar o injustificavel. Pois vejamos:Nao vai acrescentar Nao um quilo de alimento, defato diretamente Nao vai, e nem era este o objetivo da doadora, Sra. Anna Crescencia Koehler, quando da doacao. Objetivo era e anda e, instalacao de industrias, e a preservacao permanete de doze hectares de reserva. A atual administracao esta cumprindo o que esta na documentacao, e na lei municipal, coisas que Nao haviam Sido realizadas pelas administracoes anteriores, que alias deram o nome. A Trilha ecologica, foi cercada, instalada, recebeu premiacoes Estaduais. A tempestade de setembro de 2012, quebrou muitas arvores, que foram retiradas, inclusive pinheiros, pois a grande maioria estava obstruindo a Trilha. Muito antes do desinformado acordar, a pm ja havia plantando novas arvores, e onde Nao foi, certamente a natureza vai fazer sua parte. Portanto a bela area da Trilha, esta sendo Totalmente preservada. A mata virgem para as criancas utilizarem para aprendizado, quando Voce se quer sabia o que estava acontecendo, ja era utilizado para tanto, e vai continuar. Quanto a suica retardar uma obra Por 30 Dias Por causa de um ninho de passaros, a pm aguardou Por TRES anos, a liberacao da licenca, plantou novas arvores que hoje tem entre dois a tres metros de altura, em area duas vezes o tamanho da que esta sendo limpada. Quanto a cartao de visitas da cidade, a Trilha esta la, e as industrias que la serao construidas
Com bela arquitetura visual, com um belo mato natural de fundos, certamente sera infinitamente Mais belo que as capoeiras e vassouras que estavam no local, sem considerar que as proprias empresas poderao, plantar em seus futuros terrenos novas plantas. Portanto desinformado, antes de escrever o que Nao sabes, querendo aparecer, plante Voce Alguma arvore, a pare de incitar, e falar o que Nao sabes.
Daqui a 50 anos, você contará ao seu neto que naquele lugar ali, uma vez existia um belo mato nativo, com pinheiros exuberantes, ou vai contar que tinha uma fábrica que vendia parafusos?
Um passarinho, no Distrito Industrial, falou para outro:
– “Você sabe o que falta, no Parque das Guajuviras?”
– “Não”.
– “Guajuviras…”
Nao precisa esperar 50 anos para contar para os netos. Pode falar agora, que a 50 anos atras aqui quase tudo era mato. Nao fossem nossos antepassados, e muitos deles ainda bem vivos entre nos, terem Aberto estas areas, talves nos Nao existisemos, pois Nao teriamos alimentos. So existiriam Por aqui bixos do mato. Gracas a derrubada de matas, que hoje temos alimentos, populacao, e continua mos a preservar o equilibro do meio ambientes.
Qualquer planta, nasce pequena, leva anos para crescer, assim como tudo, ate o ser animal, e com as guajuviras Nao e diferente. Entendeu. Se nao use oculos, talves tenhas problema de visao.
Fizeram uma cerca, já com segundas intenções.
Chamaram a Universidade de Santa Maria para demarcar uma trilha.
Deram um nome ao Parque que prenunciava grandes investimentos.
Abriram o Parque aos estudantes e interessados.
Agora falta explicar aos alunos porque a destruição ao lado.
Com toda aquela parafernália montada, eles vão aprender a cortar, em vez de plantar uma árvore.
Qual professora vai explicar ao seu aluno que, com tanto lugar melhor, mais plano e mais bonito, ter-se-ia que derrubar um mato nativo inteiro para colocar uma indústria?
Me belisca, Sarico.
DERRUBEM O MATO, PLANTEM SOJA E FAÇAM INDÚSTRIAS, DEPOIS OS NOSSOS NETOS QUE SE VIREM PRA SALVAR O PLANETA,
Aluna, para a professora, durante uma visita de estudantes pela trilha do Parque Janaína Orth:
– “Professora, onde vão colocar os animais que nasceram e moravam aí?”
Ela se referia ao mato derrubado, ao lado do Parque, e visível da trilha pelos vazios onde antes tinham pinheiros, cedros, canelas, etc.
A professora pensou e num momento de raiva imaginou que o local ideal para largar seria em frente à Prefeitura, ou no Parque das Guajuviras ou, para acordar a Cidade Cultura, largar os animais na praça da cidade.
Mas conteve-se, e ficou calada…
Alguns comentários estão apelando para a ignorância, talvez com o objetivo de desvirtuar o assunto. Ninguém de Sá consciência esta condenando os desmatamentos praticados pelos colonizadores da região, pessoas honradas e trabalhadoras, que aqui aportaram em busca de sobrevivência e de uma melhor qualidade de vida. Os atos por eles praticados (desmatamentos) sao plenamente justificáveis, diferente do caso em discussão, onde em nome do progresso, coloca-se em risco um dos poucos remanescentes de mata nativa do município. No meu entendimento todo o progresso deve ser sustentável, portanto sem o comprometimento da cadeia de elementos importantes e ou imprescindíveis a fauna, flora e a nossa propria sobrevivência. Não vejo nenhuma justificativa convincente para a derrubada da mata, tratada pelos desmatadores de capoeira, para beneficiar industrias que queiram se instalar. Temos áreas desmatadas em melhores condições para tais industrias em todos os quadrantes do municipio e caso a prefeitura queira atrai-lãs, deve valer-se de meios mais criativos, que não comprometam um patrimônio natural que e do povo taperense.
Ecologia, biodiversidade, sustentabilidade, meio ambiente, bem estar, qualidade de vida, sobrevivência sadia, vida saudável.
Serão só palavras para serem usadas em salas de aula, ambientes acadêmicos e por ecologistas chatos?
Ou para usar em palanques políticos, durante as campanhas eleitorais?
Em Porto Alegre, capital do estado, as pessoas trepam nas árvores para protegê-las do corte e ao contrário de parecerem ridículas, são elogiadas pela coragem de lutar contra a burocracia burra, e a imprensa prestigia.
E as professoras da Cidade Cultura, onde estão?
Vão responder caladas as perguntas dos alunos?
Se ensina uma coisa e se executa outra?
E o pior de tudo é que não há necessidade nenhuma dessa derrubada. Para todo lugar que se olha existem locais para a instalação de indústrias.
Um agricultor, para plantar e colher, tem que primeiro adquirir sua área de terra, construir suas instalações, às suas custas.
Um comerciante tem que comprar seu ponto, ou construí-lo, também com recursos próprios.
Por que com a indústria seria diferente?
Por que a comunidade tem que subsidiar a indústria, de uma forma paternalista, às custas do patrimônio de todo mundo?
Para que sobre mais dinheiro aos “empreendedores” gastar com trivialidades?
E por que a natureza tem que ser destruída, e pagar a conta?
Lembrem-se a area em questao foi doacao para a prefeitura, com a finalidade de preservar 12 hectares, que estao sendo preservados, e instalacao de industrias. Esta sendo implantado exatamente o que a doadora exigio, Nao teve custos para o municipio. Remanesem mais que o dobro da area exigida Por lei, em mata nativa. O resto e conversa para boi durmir, ou DOR de cotovelo mesmo. Ate a historia da professora com a crianca e conversa fiada, a Trilha seguer esta liberada, apos a tempestade de setembro passando, Nao ouve visitas. Bota conversa fiada nisso.
Temos que enaltecer a grandeza do ato propiciado pela doadora da área que esta sendo dilapidada pela Prefeitura e que, no minimo, merecia a distinção de ter seu nome lembrado naquele local. A doação teve como finalidade dar um fim honroso ao que lá existia, preservação da mata e industrialização do remanescente. Quem disser o contrario que divulgue formalmente, com documentos confiáveis, as reais intenções da mesma.
Naquela manhã abafada de outono, a professora conduzia seus alunos pela trilha do Parque, nominando as árvores e chamando a atenção deles para a diferença de temperatura dentro e fora do mato. Foi então que um aluno perguntou:
– “Professora, quanto tempo leva para fazer um mato igual a esse que estão derrubando aí ao lado?”
– “Não estou bem certa, mas acho que uns 50 anos”.
– “E quanto tempo para derrubá-lo?” insistiu o aluno.
A professora engasgou, pensou em tudo o que já havia ensinado em aula e das coisas que havia repetido para sua turma. “Depende da voracidade do gestor público”, pensou em dizer, “e do imediatismo inconseqüente das suas decisões solitárias”.
Pensando melhor, ninguém ia entender nada mesmo, então cerrou os dentes, ficou em silêncio e seguiu adiante.
Este ultimo querendo plantar uma mentira como verdade. Insistindo. Va te enchergar. A Trilha no outono, assim como agora, ainda esta interdidata, em razao da tempestade de setembro passando, Nao esta liberada, falta terminar de tirar as arvores que cairam.
– “Mãe”, perguntou a menininha deitada na cama, antes de dormir, “e se arrancarem todas as árvores de Tapera, onde os passarinhos vão morar?”
Ela estava impressionada com a pilha de troncos depositados na beira do asfalto, pois ouvira o pai comentar que “não acreditava na burrice dessa gente”.
Por um momento, a mãe quis falar a verdade para a filha de 5 anos. Mas pensou melhor. Ela nunca entenderia que estávamos trocando vida por parafusos, e apenas respondeu:
– “Não se preocupe, minha filha. Deus zelará pelas árvores e pelos passarinhos”.
Tem gente perdendo tempo em não lançar um romance. Com essas historinhas tão criativas, sensíveis e comoventes pode ter tiragem de 10 exemplares para presentear a família. Quanto ao terreno desmatado que o tal agricultor comprou, os ecologistas queriam fazer lá o “Central Park” de Tapera? Quantas árvores esses ecologistas, que não sei quem são e nem quero saber, tem no seu quintal?
Enquanto isso, em Porto Alegre:
O desembargador Carlos Eduardo Zietlow Duro suspendeu a liminar que permitia o corte das árvores que estão no traçado de duplicação da avenida Beira Rio. O magistrado entendeu que a supressão das árvores, caso ocorresse, seria irreversível.
O Ministério Público entende que o fato produz danos irreparáveis à qualidade de vida da população, que será privada do tradicional local de cultura, esporte e lazer. Enquanto a disputa judicial entre a Prefeitura e o Ministério Público – representando a sociedade -, prossegue, aumenta o número de militantes acampados no local, contrários ao corte das árvores.
Na capital, o Ministério Público funciona.
Um papel timbrado pode ser legal.
Mas nem sempre é moralmente aceitável.
Algumas frases burocráticas, uma assinatura e um mato inteiro vai para o chão.
Com que desculpa?
Um terreno para indústria.
Como se não houvessem terrenos à vontade.
Tapera, ao que se saiba, ainda não sucumbiu à voracidade imobiliária, de modo que basta olhar ao redor para enxergar locais para instalar qualquer indústria não poluidora.
O que faltou foi vontade política, criatividade e interesse em negociar. A mediocridade sempre empurra a decisão para o caminho mais fácil. Derrubando um mato de propriedade de todos, não haveria necessidade de negociação e menos ainda de submissão a alguns interesses comerciais.
De qualquer modo, como esse mato não está localizado em uma fazenda particular, devem haver documentos, vistorias, atas ou licença para derrubá-lo, mesmo que o órgão encarregado de fornecê-la não seja tão idôneo quanto se achava, conforme as prisões de importantes pessoas no estado.
Mesmo assim, a comunidade agradeceria se pudesse conferir a forma como isso foi encaminhado.
O que diria o Lasier Martins, protagonista daquela bonita e emocionada cerimônia da entrega de prêmios ambientais ao prefeito de Tapera, caso soubesse do destino do restante do mato premiado?
E o que pensou quem o recebeu, se já sabia o que iria acontecer, pois estava tudo premeditado?
Boa idéia.
Vamos publicar esses papéis.
Vamos saber quem solicitou a licença para o desmate e com que argumentos o fêz.
E vamos conhecer quem liberou o desmatamento, e as razões pelas quais o fêz.
O silencio e o caminho trilhado por aqueles que ocultam a verdade. Porque o número 12 hectares, seria um número magico? Quem doou a area pensando que estaria garantindo a inviolabilidade natural da mesma se enganou, ou estou equivocado?
MEU DEUS QUANTA BESTEIRAGEM. É COISA DE GENTE QUE NÃO TEM O QUE FAZER
O “homem do mato”também se considera civilizado. Acha que existem meios mais racionais e sustentáveis para incentivar a instalação de industrias no município. Quem sabe vamos aprofundar o assunto antes de cometer um erro irreversível.