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Supremo rejeita denúncia contra o deputado Zé Otávio Germano


download123O deputado federal José Otávio Germano (PP) que foi apontado pela Procuradoria Geral da República (PGR) como o comandante do esquema de corrupção que desviou supostos R$ 44 milhões do Detran gaúcho, teve sua denuncia rejeitada pelo Supremo Tribunal Federal nesta quinta-feira (02).

A Operação Rodin, criada para investigar a fraude no Detran RS, tirou da vitrine alguém que estava pronto para governar o Estado. A bola da vez. E quem articulou todo o esquema, utilizando a máquina federal para isso, queria tirar de cena o deputado. E conseguiu em uma grandiosa caçada.

Só que, diferente de uma eleição para deputado, quando um nome é manchado para presidente ou mesmo para governador, dificilmente ele retorna com a mesma luz. Pode até acontecer, mas normalmente não acontece. Quem sabe um dia o Zé Otávio seja lembrado novamente.

Algumas perguntas que deveriam ser respondidas pelas autoridades competentes nesta Operação Rodin:

1 – Se Polícia Federal e o Judiciário não tem competência para investigar um deputado federal, porque o fizeram? E quem ordenou?

2 – Se o Ministério Público e a Polícia Federal não tem competência para quebrar o sigilo telefônico e fiscal de um deputado federal, porque o fizeram? E quem mandou?

3 – Ministério Público e Polícia Federal irão se manifestar a respeito, tal como fizeram no início da Operação Rodin?

4 – Onde foram parar os R$ 44 milhões do Detran RS? Este dinheiro não sumiu. Tem de estar em algum lugar.

5 – Quem foram os responsáveis por este crime que, ao que tudo indica, será debitado na conta da impunidade, doença que abraça este País há muitas décadas?

O Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Federal também erram. Não deveriam, mas erram e, na maioria das vezes, detonam a reputação de uma pessoa. E uma reputação uma vez manchada, não há nada que possa devolver o brilho virginal.

Quem orquestrou tudo isso conseguiu o que queria. Ou não. Vamos ver o que acontece daqui para frente na política gaúcha. E a política, como qualquer coisa da vida, é volátil e dinâmica, com altos e baixos. E, como na vida, existe a via de mão dupla, podendo-se se ir e voltar.

Os eleitores e amigos do deputado José Otávio Germano, um dos políticos que mais ajudou Tapera com verbas públicas, estão felizes com o desfecho deste caso.



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