Tiro no pé
O governador Tarso Genro solicitou uma pesquisa à empresa Foco Pesquisas e Serviços, de SC, para saber como ele está na “foto”. Tudo em sigilo e ao custo de R$ 450 mil. A pesquisa, cujo preço de mercado é de R$ 150 mil, não foi a esperada pelo governador e pelo PT. Tarso, que deseja o controle da mídia, “dançou” com a mais feia neste baile.
Para se ter uma ideia da coisa, 52% dos pesquisados acham que o governo Yeda foi melhor que o atual. Yeda vive no RS.
Lá pelas tantas, a pesquisa pergunta se o jornal Zero Hora era imparcial quando fala do governo gaúcho. 65% respondeu que sim.
VIAGEM – O governador vai viajar novamente. Vai para Israel e Palestina e depois dará uma esticada pela Europa.
E o Estado…
E pensar que um dia a bandeira desses delinquentes foi a ética na administração pública…
E pensar que a raposa quase pegou as uvas…
O Tarso viaja para Sananduva e já vem um imbecil sabe- tudo, que nem sabe onde fica Sananduva, relacionar a viagem com ética na administração.
Podia explicar aqui para nós, simples mortais, onde é que o Tarso vai, o que vai fazer e onde o governador faltou com a ética?
Alguém te deu corda, do lado errado, e esqueceu de te desligar. Agora o Tarso não pode nem mais ir ao banheiro, que tu apita.
Veja com são as coisas.
Li no jornal, que combinando os ítens que interessam ao governo Tarso (ótimo e bom), ele passa dos 60%.
Não vejo porque o governador não ficou satisfeito.
Queria mais que a Dilma?
Em tempo.
O Tarso não quer e nunca quis o controle da mídia.
Até porque é um democrata que arriscou a vida lutando contra uma ditadura, enquanto tu pulava carnaval no Sack’s blok. Lá sim (na ditadura), havia controle total da imprensa.
Tu acha que ele mudou de opinião, depois de passar por tudo isso?
O que ele busca é um órgão, que pode ser até de classe, que controle esses excessos que machucam o bom senso, assassinam reputações e, veja só a democracia dessa gente, que não permite o direito de resposta. Todas as profissões, engenheiros, agrônomos, veterinários, médicos, etc. têm esse controle e nunca vi alguém reclamar cerceamento de liberdade. Ao contrário.
Só no jornalismo isso não existe. A tentativa dessa turma de impedir um marco regularório na sua profissão é o medo de não poder mais dizer o que quer, onde quer e como quer, sem se preocupar com qualquer consequência e sem precisar se responsabilizar sobre o que disse ou escreveu.
Da forma como está, qualquer ação judicial do prejudicado, vira em risada.
De que adianta ter o direito de resposta 6 ou 12 meses depois, quando até o emprego já perdeu?