Blog do Sarico

Mudanças na equipe de governo


A Aliança Democrática (AD) venceu a eleição em Tapera e deu mais quatro anos para Ireneu Orth comandar o município e fazer história, como político, que mais tempo ficou a frente da Prefeitura e primeiro prefeito reeleito, e como administrador, pelo trabalho que vem realizando.

Só que, quando se vence uma eleição carregado por uma coligação, existem deveres e direitos entre as siglas integrantes. É mais ou menos como o espólio de uma guerra. O dever é trabalhar para vencer a eleição e dar respaldo ao candidato e o direito é o de participar do governo. Conversando com pessoas dos partidos políticos taperenses, integrantes da AD, uns dizem que seu partido participará do governo, inclusive indicando nomes para o primeiro e segundo escalões, enquanto que outros dizem que isso não foi definido. O tema não está claro.

Em 2008, quando Ireneu Orth ganhou a eleição coligado com PMDB, PDT e PSB, ele ficou livre para escolher a sua equipe de trabalho. E foi o que fez. Montou seu team, técnico como ele sempre diz, e trabalhou com ele nos quatro anos. Agora, ao que parece Orth ficou novamente livre para tocar a Prefeitura. Tem gente que diz o contrário. Em 2008, estando junto no grupo de trabalho, eu sabia que o prefeito teria sido deixado bem à vontade para escolher a sua equipe de governo, mas neste ano, como não participei da campanha, não sei como ficou acordada a questão. Mas, pelo que se fala em Tapera, os partidos vão querer muito mais do que apenas integrar o governo reeleito. Ao menos esta é a ideia de seus integrantes.

Se não combinaram antes com o prefeito Ireneu, que não trabalha pressionado, ninguém irá cobrá-lo agora. E não adianta querer forçar uma situação em cima de uma possível maioria ou minoria na Câmara de Vereadores, porque isso não vai funcionar. Em 1983, quando Orth foi eleito prefeito pela primeira vez, ele tinha 6 vereadores contrários e começou batendo de frente com a oposição. Com o tempo viu que a técnica não funcionava e mudou para poder trabalhar. Assim, a cada início de sessão legislativa, uma hora antes, ele chamava os lideres de oposição – Galo Castro (PMDB) e José Guarnieri (PDT) – e lhes colocava o que queria. Orth sabia de imediato se a matéria passaria ou não em plenário. Se não passaria tinha de mudá-la. E assim procedia. Fazendo aquilo, Ireneu Orth fez a maior administração da história de Tapera. Agora, se for o caso, fará novamente.

E sobre a troca de cargos, talvez ele mude uma ou duas peças. A maioria do grupo permanecerá porque são pessoas de sua total confiança e que pensam e agem como ele. Na verdade, esse pessoal tem o perfil do prefeito. Não esperem mudanças na Prefeitura a partir de janeiro.

E sobre nomes novos que deverão entrar, a pedido de partidos coligados, não sei se acontecerá, assim como a questão de levar um vereador do PDT para o governo para abrir uma vaga ao PP, partido de Orth, e que fez um vereador com extremo sufoco em outubro.

Se os partidos colocarem nomes para o secretariado ou diretoria, o prefeito vai analisar os prós e os contras e dirá sim ou não, sem constrangimento. E o PP terá dois vereadores na Câmara se o PDT quiser, pois nesta mesa, a faca e o queijo tem o número 12 impresso neles.

Tudo gira em cima da especulação e não existe nada oficial. O certo é que o prefeito tem o seu estilo de pensar e administrar e não vai mudar agora, nesta etapa da vida, e ele não levará em conta a eleição de 2016, até porque a sua missão estará acabada e o jogo passa todo ele para o seu partido e os demais que estarão com ele, afinal 2016 será um novo jogo e uma nova história. E os envolvidos é que terão de fazer esta história.



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Responder Anônimo (1354552453000-424456) Cancelar resposta


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