Olha a banda ai, gente
Numa noite dessas, estava eu na redação do JEAcontece, preparando as notícias para o dia seguinte, quando ouvi o som de uma banda marcial, com seus bumbos, caixas e “tarolas”. O som era inconfundível. Pois, precisando dar uma escapada fui em direção ao som, que vinha da Rua Tiradentes, nas proximidades da Igreja. Chegando na esquina da Rua Rui Barbosa, vi um grupo tocando e outro marchando. Cheguei mais perto, na esquina do Tenarião, e vi a banda tocando para a Brigada Militar Mirim de Tapera, que iria se apresentar no dia 02, em Soledade, nas comemorações da Semana da Pátria daquele município. Os meninos e meninas estavam sendo comandados pelo sargento Sidnei Barbosa e a galera da banda pelo Guará Prestes. E o pessoal mandando ver nos instrumentos.
Na sexta-feira (31), na abertura da Semana da Pátria de Tapera, novamente vi a banda do Guará, desta feita devidamente uniformizada, tendo a companhia dos policiais militares mirins e de um grupo de bailarinas da Escola Pingo de Gente (Tapera) e do Ballet Sissi (Espumoso). As apresentações foram muito bonitas e nos fizeram lembrar o passado.
Vendo a banda e ouvindo suas batidas, no ensaio e depois na Rui Barbosa, lembrei de quando estudava na Escola Dionísio, no final dos anos 70 e início dos 80, e integrava a banda marcial da escola, que era comandada pelo Sampaio, funcionário do Banco do Brasil que, vindo trabalhar em Tapera, reativou a banda e a coordenou por vários anos, até ir embora. O Sampaio trouxe músicas novas e a banda ficou maravilhosa. Era um show quando se apresentava.
Lembrei dos ensaios à noite para as apresentações no desfile de 07 de setembro. O grupo tinha jaqueta vermelha, com duas listras brancas na frente e outras três nos braços, calça branca e tênis branco, para meninos e meninas.
Aqueles desfiles com todas as escolas, entidades e empresas do município, em frente ao Altar da Pátria, não existem mais. Ficaram no passado, o que é uma pena. Hoje o sentimento de patriotismo e de civismo são bem outro.
Falando em desfile de 07 de setembro, lembrei de um que teve quase três horas de duração de tanta gente para se apresentar e o pessoal não arredava pé das imediações do Altar da Pátria, com um sol lindo (e ardido) como o do último domingo. Havia gente, dos dois lados da rua, do Hospital até o pardal. Em outro, o dia nasceu nublado e naquela época, não se tinha previsão do tempo como hoje. A previsão era feita no olho, no vento norte ou no cheiro do Curtume. Mas, como não houve cancelamento e os organizadores mantiveram o desfile até porque todo mundo estava concentrado próximo ao pardal da Rui Barbosa, nas imediações do moinho da Cotrisoja, que ficava onde hoje está o Supermercado Santa Clara, se preparando para desfilar, quando caiu o maior aguaceiro. A chuva durou alguns minutos, mas foi o suficiente para molhar e bem a Rui Barbosa e criar centenas de poças d’água nela. O pessoal tinha se abrigado da chuva, e como havia parado de chover o desfile iniciou. Imagine o estado de nossos tênis e calças brancas ao marchar pela Rui Barbosa. O desfile terminou por volta de 11h35min. Dali, embarcamos em um ônibus e fomos até o Restaurante da Mata, na época Florestal, recém inaugurado, para almoçar. Era o presente que ganhamos pela apresentação e por ter abrilhantado o desfile. As outras escolas tinham suas bandas, mas igual a do Dionísio, em Tapera e região, não havia. Depois daquele ano toquei mais um ano e sai da escola. Que tempos aquele…
Falando em civismo e patriotismo, hoje são poucos os que sabem cantar o Hino Nacional. Na sexta-feira, enquanto o cantávamos, corri os olhos no público procurando quem não estava cantando o Hino. Vi muitas pessoas, adultos e adolescentes de boca fechada. Não sei se não queriam cantar o Hino ou se não sabiam a letra. Tomara que um dia cada brasileiro saiba o real significado de Pátria e o que ela representa em nossa vidas.
E sobre a banda, que bom vê-la desfilando e tocando para o povo. Como é bonito ver a banda passar e tocar. E tocar em uma então…
Parabéns ao sargento Sidnei pelo belo trabalho que vem fazendo com a Brigada Militar Mirim de Tapera, eu que já pertenci a ela nos anos 70, e ao mestre Guará por conduzir tão bem a meninada na Banda Municipal Infanto Juvenil de Tapera. O desfile da Pátria deste ano foi de vocês e dos seus comandados. Parabéns.
Em tempo. Na foto do alto este editor é o oitavo, na fila do meio, com uma caixa. E batia que era um louco.
Quem Quer Saber?
Dançar pelo país, um país de ladrões, por mim que abixe!
Porque a Cotriel esta sempre com preços menores no soja no trigo, acompanho o informativo da cotriel e olho no site da cotrisoja e sempre esta a maior. Está certo isso???? sarico???
Nada de novo ai?
Das politicas… CADE AS POLITICAS!!!!!!??????