Blog do Sarico

Inchaço


O Senador Federal possui 6 mil funcionários. Cada senador – 55 – possui 109 deles. É mole?

ASSEMBLÉIA – No Rio Grande do Sul são 1.500 funcionários. Cada deputado estadual – 55 – possui mais de 27 deles.

Não é meio demais?

Caixa preta


Não estaria na hora da Justiça abrir a caixa preta das telefônicas? Elas já aprontaram demais neste País.

Fim dos acidentes


Qual seria a receita para se dar um basta a toda esta mortandade nas estradas brasileiras? Simples: EDUCAÇÃO. Se o motorista que sair para uma rodovia não corresse, não bebesse e não fizesse ultrapassagem em local proibido – curvas e lombadas – ele iria e voltaria com tranquilidade (e certeza). E ainda deixaria que outros fizessem o mesmo. Será custa fazer isso?

Tapera perdeu Romeu Claudio Kloeckner


Na madrugada do último domingo (12), em pleno Dia dos Pais, morreu no Hospital Roque Gonzalez de Tapera, o ex-prefeito Romeu Claudio Kloeckner, aos 82 anos. Seu corpo foi velado na Câmara de Vereadores, local bastante conhecido por ele, e sepultado no dia seguinte em Tapera.

Romeu Kloeckner deixa um legado importante para ser lembrado. Além de prefeito, presidiu a Cotrisoja, foi por três vezes vereador e ainda foi um dos fundadores da Credisoja, atual Sicredi, em 1981. Poucos taperenses chegaram tão alto ao deixar algo concreto e a escrever seu nome na história. Romeu foi um deles.

Ligado ao PTB, Romeu Kloeckner administrou Tapera na terceira administração municipal (01.01.1964 a 31.12.1968), na única vez em que um partido repetiu um mandato em sua história de 57 anos.

De 20 de abril de 1982 a 22 de março de 1992 ele presidiu a Cotrisoja e, por isso, era conhecido no meio agrícola gaúcho, hoje chamado de agronegócio.

Romeu foi ainda vereador por três legislaturas. Fez parte da 1ª (28.02.1955 a 31.12; 1955), pelo PTB; da 3ª (01.01.1960 a 31.12.1963), também pelo PTB; e da 9ª (01.01.1989 a 31.12.1992), pelo PMDB.

Eu conhecia o Romeu há muitos anos, mas comecei a ter contato com ele quando presidia a Cotrisoja, e eu era vendedor e repórter da então Rádio Gazeta. Não esqueço do estresse enfrentado cada vez que tinha de renovar o contrato da Cooperativa ou tentar vender algum evento para ela. Cada encontro era uma epopeia, devido à sua postura, principalmente que naquela época a política no município tinha outra visão e dois lados muito bem definidos. O homem tomava suas decisões e dificilmente voltava atrás. Mas, com jeitinho e tempo, peguei a manha dele e, entre vitórias e derrotas, consegui obter o seu respeito, afinal eu era um guri com pouco mais de 20 anos, iniciando na imprensa.

Depois disso, o Romeu saiu da Cotrisoja e eu continuei na Gazeta.

Voltei a encontrá-lo na Câmara de Vereadores. Ele como vereador e eu encarregado de cobrir as sessões para a Gazeta. O prefeito era Ireneu Orth, cumprindo seu segundo mandato, e ele era o líder da oposição, ao lado de José Guarnieri e Natalino Frighetto, todos do PMDB, então maior adversário do PDS, o outro lado. PMDB e PDT tinham a maioria na casa e seus vereadores faziam muito barulho. O nome do Ginásio Poliesportivo tem origem naquela legislatura, mas isso eu conto em outra oportunidade. Havia na Câmara ainda os pedetistas Renato Cassol e Ivanor Paseti. A situação, com a minoria na casa, tinha Décio Wagner, Edio Schrader, José Nelson Balensiefer e Nestor Arneman, todos do PDS, sendo que os dois últimos anos depois se tornaram prefeitos de Tapera. E Edio Schrader foi ser prefeito de Lagoa dos Três Cantos (duas vezes). Quem ouviu um discurso do Romeu Kloeckner, na tribuna ou fora dela, jamais esquecerá. Ele era carregado de paixão e ironia. Sabia como poucos como minar um adversário e deixá-lo de saia justa. Seus questionamentos eram temidos. Eu mesmo testemunhei isso uma dúzia de vezes.

Um dia, durante uma campanha política municipal, cruzei com o Romeu na entrada de um “cachorrão” no centro da cidade. Eu havia comido alguma coisa, pois vinha de uma reunião de uma entidade local, e ele, com seu pessoal, vinha de visitas no interior do município. O grupo entrou e o Romeu, quando viu que eu ia saindo, me esperou na porta e segurou-me pelo braço e me disse três coisas. Uma delas, eu não levei em conta porque sabia que era gozação, mas as outras duas carrego até hoje e serviram para me moldar como profissional e pessoa.

Tapera perdeu mais uma de suas grandes figuras. É mais uma parte de sua história que se vai, mas que fica registrada para a eternidade.

O prefeito Ireneu Orth decretou luto oficial no município por três dias e durante este período as bandeiras ficarão a meio pau em frente ao Centro Administrativo em memória a um dos oito homens que conduziu os destinos do município.

Transporte de passageiro na década de 40


Esta foto me foi enviada pelo taperense Sandro Pasinato, que reside em Porto Alegre e que trabalha para o Grêmio. Segundo ele, a foto é de uma amiga sua de Cruz Alta, que lhe enviou.

Imagine, há 70 anos fazer uma viagem de Cruz Alta a Soledade, passando por Tapera. Hoje, se faz este trajeto em 2 horas. Mas, naquele tempo, quanto tempo levava? Um dia?

Repare as acomodações do “busão”. Como será que era viajar nele no forte do inverno ou do verão?

O Mensalão em seis partes


PARTE 1 – Segundo o delegado da Polícia Federal que investigou o Mensalão desde o início – em 2005, Luís Flávio Zampronha, o caso é maior do que o que está em julgamento no Supremo.

O dinheiro para a suposta compra de apoio para a base parlamentar do PT não vinha apenas do desvio de recursos públicos, segundo ele. “Poderia vir da venda de informações, extorsões, superfaturamentos em contratos de publicidade.”

Que tal?
PARTE 2 – A Corregedora Nacional de Justiça, Eliana Calmon, FALANDO AO o Estado de São Paulo, revela sua expectativa quanto ao julgamento do mensalão: “É uma oportunidade de estabelecer valores morais, éticos, políticos.” Para ela, a defesa dos réus trata do caixa 2 “como se fosse conduta corriqueira”. Sem conhecer a prova dos autos, diz que “mensalão soa como corrupção”.
PARTE 3 – De réus, José Dirceu, Delúbio Soares, Marcos Valério e outros do processo do Mensalão poderão virar vítimas de perseguição política. Se o STF os condenar, as defesas estudam apresentar reclamação à Corte Interamericana de Direitos Humanos, alegando que seus clientes não tiveram asseguradas as garantias básicas no processo e no julgamento.

O principal argumento será tirado do Pacto de São José da Costa Rica, que estabelece garantias, como o direito de o réu recorrer à instância superior da Justiça caso condenado. Uma eventual denúncia à Corte não pode mudar o resultado do julgamento, mas constrangerá o País e o Supremo. Entre os motivos que podem ser alegados está o fato de o STF ter decidido julgar criminalmente cidadãos comuns e não apenas os políticos. No Brasil, autoridades como deputados têm direito a foro privilegiado, mas réus comuns devem ser julgados na primeira instância. “Preocupa-me o fato de que, se o Supremo persistir no julgamento de réus sem foro, estará negando o pacto, que lhes garante direito de recorrer à instância superior, o que pode ensejar reclamação à Corte Interamericana de Direitos Humanos”, disse o ministro Ricardo Lewandowski, voto vencido quanto ao foro.

E o povo brasileiro, lesado, vai recorrer a quem?
PARTE 4 – Pesquisa nacional Datafolha com 2.562 pessoas, divulgada na edição de ontem da Folha de São Paulo, apurou que somente um em cada dez brasileiros acredita que os réus, se condenados, irão para a cadeia. 73% querem ver os acusados na cadeia. Entretanto, só 11% acreditam que isso acontecerá.
PARTE 5 – Juristas ouvidos pelo Correio Brasiliense acreditam que a mão pesada do ministro Joaquim Barbosa, que veio do Ministério Público, deverá incriminar a maior parte dos réus. Fase final do julgamento começa na quarta-feira com a leitura do voto do relator.
PARTE 6 – A defesa de Roberto Jefferson pretende questionar hoje por que o nome do ex-presidente Lula não foi incluído no processo.

Sim, por que alguém deve ter comandado tudo isso.

Sangue-sugas


O ex-ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, em defesa de seus clientes mensaleiros, fazendo uso da sua argumentação terrorista, pediu que os ministros do STF tomem cuidado para que não façam uso de BALA DE PRATA em seus julgamentos. Sem querer, o ex-ministro identificou os réus como vampiros.