Na sexta (07), em pleno feriado da Independência, o América/GF/Fepol enfrentou a campeã mundial de clubes, ACBF, e perdeu mais uma: 5 a 2. O time multicampeão veio a Tapera com uma equipe mesclada de reservas e juniores, poupando seu elenco principal classificado à Semifinal da Liga Nacional e que estava no Poli, prestigiando os companheiros.
O América fez um bom primeiro tempo e surpreendeu com sua pegada. Cheguei a pensar que o time iria fazer o “crime” naquela noite. Ai veio o segundo tempo e, como já aconteceu em outros jogos do campeonato, o quinteto taperense não retornou para a etapa complementar. O América voltou sonolento. Não marcou, criou oportunidades e não as aproveitou e abusou da individualidade num esporte coletivo. Hoje, na Série Ouro, apenas a UJR tem campanha pior que o América/GF/Fepol.
Não sei o que acontece com o time taperense, o certo é que ele não está funcionando. Não vai para lugar algum e não reage. Parece estar sedado. O América está previsível e quando isso acontece é perigo.
Qual é o problema do América se o grupo é qualificado? Que bloqueio impede o time de se concentrar e executar o que fazem nos treinos, se bem que treino é treino e jogo é jogo. Só um deles vale pontos. Pelo que o América está jogando, parece que tem medo de jogar a Série Ouro. Dá impressão também que a competição é muito pesada para ele.
Agora o América/GF/Fepol vai jogar todas as suas fichas nas duas últimas partidas desta fase, todas elas em casa: ADS (dia 15) e AES (dia 29). O resultado do time em quadra determinará o que fará no próximo ano. Se vencer os dois compromissos passará para a próxima fase e permanece na Ouro. Se não vencer, o que ninguém espera, terá dois caminhos a tomar. Um é o das férias antecipadas, mas dentro da Série Ouro 2013. E o outro é a Série Prata, de onde saiu no ano passado. O América será do tamanho que os seus jogadores quiserem que ele seja, principalmente no segundo tempo.
Não tem mais desculpas. Está chegando a hora da verdade. O time tem de criar vergonha na cara e vencer os dois últimos jogos e se manter na Série Ouro no ano que vem.
Quero só ver este time neste dois jogos. Tapera não vai querer nada mais do que a sua permanência na Série Ouro. Mãos a obra, pessoal. Mostrem que vocês têm valor e que não são pernas de pau. Não decepcionem este povo.
Elas estão correndo solta em Tapera. Tenho o resultado de duas em mãos. Continuo achando que um lado está se iludindo. E na hora “H” o que dirão ao seu pessoal, no caso de derrota?
Uma Prefeitura aqui da região repassou, nos últimos 12 meses, R$ 200 mil para dois veículos de comunicação do seu município. Foram R$ 120 mil para uma rádio e os restantes R$ 80 mil, para um jornal. O vereador, que fez a denuncia na tribuna da Câmara, mostrou o relatório dos pagamentos feitos. O que será que o Tribunal de Contas do RS dirá?
Na última quinta-feira (06), o Ademir Griebler e o Airton Corazza, os dois aniversariantes do mês, patrocinaram um jantar para a turma que joga nas quintas, na Vila Raspa. O pessoal todo se reuniu lá para comemorar o aniversário dos cunhados e craques que já jogaram, por muitos anos, o Estadual de Futsal nos anos 70 e 80, da Primeira Divisão.
Parabéns aos amigos Miri e Airton e votos de muitos anos e de muita saúde e sucesso.
O mundo todo fala em reciclagem. Então, por que as empresas, de todos os setores, não começam a produzir embalagens e produtos recicláveis? Não seria o mais lógico.
“Não há juiz mais justo e severo do que o tempo”.
A partir de hoje, a jornalista Maíra Gatto, que apresentava as notícias de Brasília, todas as manhãs, no Bom Dia Rio Grande, vai comandar o Teledomingo. Maíra, 25 anos, é jornalista formada pela Católica de Pelotas. É natural de Santa Maria e filha de mãe taperense.
A Maíra fez bonito no Bom Dia Rio Grande e tem tudo para fazer mais bonito ainda nesta nova jornada. Sucesso a ela.
Hoje (07), às 20h, acontecerá o jogo do ano em Tapera, pelo menos para o América/GF/Fepol que luta para não ser desclassificado, nem voltar à Série Prata de onde saiu no ano passado. O América deverá jogar completo, assim como a campeã mundial de clubes, ACBF, classificada à Semifinal da Liga Nacional.
Será jogo bastante complicado para o time de Jarico. Vamos todos ao Poli para ver como se portará o desesperado América frente a uma das melhores equipes de futsal do mundo. O América não tem a obrigação da vitória, até porque a diferença entre as duas equipes é abissal, mas uma bela apresentação terminará com a desconfiança da torcida e a equipe criará moral para vencer seus dois últimos compromissos e classificar à Segunda Fase e ao mesmo tempo manter-se na Série Ouro em 2013.
Vamos lotar o Poli e empurrar o América/GF/Fepol à vitória.
Vai, América, desencanta e apronta para cima da ACBF que veio a Tapera para treinar.
Há alguns meses postei um texto do Nadir Crestani, meu tio, cujo título era Reminiscências, onde ele relembrava a sua infância aqui em Tapera. O pessoal gostou, especialmente a turma da meia idade. E num dos muitos comentários feitos, alguém citou as funcionárias da antiga CRT (Companhia Rio-grandense de Telecomunicações), que faziam o serviço – a ponte – de ligação, local ou interurbano. A ligação internacional era uma operação bem complicada, lembro. Ai entrava em cena a Embratel. Imagine… Mas, neste comentário o leitor esse escreveu: “Número?”, repetia a Terezinha Mânica, agora Schimiedt, ao telefone. Ao seu lado, Lilian Erpen repetia a palavra mágica, e enfiavam cabos e mais cabos em tomadas redondas, sobre uma mesa cheia de furos, conectando um telefone ao outro. Na outra ponta, um aparelho negro, luzidio, tocava, chamando as pessoas para conversar. Te lembra?”.
Peguei este tempo. Lembro que os telefones não tinham discador e para se fazer uma ligação ou chamada para a cidade ou para fora dela, um interurbano, era preciso tirar o pesado telefone do gancho, bater nele – no gancho – várias vezes até que uma das atendentes atendesse o pedido e efetuasse a ligação. Aquele barulho da chamada por serviço, insistentemente, as batidas, devia deixa-las loucas da vida. Nos anos 70, deveria ter uns 50 telefones aqui em Tapera. Elas atendiam o chamado e pediam o número desejado: “Aloã, número?…”, diziam. Então, a pessoa dizia o número desejado ou o nome da pessoa com quem gostaria de falar e elas pegavam um cabo longo, com um plug na ponta, e o colocavam em um dos vários “furos” existentes no painel à sua frente, que parecia um confessionário de igreja, pelo tamanho, e a ligação era completada.
Em 1975, quando trabalhava no Tapera Bureau, do Hermes Crestani, que ficava no prédio onde hoje está o escritório do Osmar Ritter, na Rua Duque de Caxias, para fazer uma ligação a Carazinho, onde ficava o INPS (Instituto Nacional de Previdência Social), que depois passou a se chamar INAMPS e INSS e que agora é Previdência Social, tínhamos de pedir a ligação antes das 08h para poder falar com o pessoal de lá, entre 11h e 12h. Era assim a comunicação por telefone há 40 anos. Hoje, com um celular nas mãos, a pessoa fala com quem quiser, em qualquer lugar do mundo, e a hora que quiser. Barbadinha essa tecnologia, não?
No começo dos anos 80, com a chegada dos sistemas DDD (Discagem Direta à Distância) e DDI (Discagem Direta Internacional), o município entrou para o mundo. Saíram os telefones de gancho e no seu lugar entraram os com discador. Eles ainda eram pretos e pesados. A voz das telefonistas da CRT começava a desaparecer. E com o avanço da telefonia elas desapareceram e com ela a companhia que acabou privatizada décadas depois. Hoje, com os novos sistemas, tudo é feito automaticamente. Pela máquina. Instantaneamente.
Outra coisa que lembro da telefonia é que, não havendo telefone celular, nem orelhões, para se fazer uma ligação tinha de se ir na telefônica. Lá se pedia o número, se esperava até ser chamado, se entrava em uma cabine fechada, com vidro na porta, e se falava, sempre depois das 20h, por ser mais barato. Depois de falar ia-se até o caixa pagar por minuto. Imagine quando se estava em outra cidade e a telefônica estava fechada e havia uma urgência. Quem é deste tempo e o viveu, e não tinha telefone em casa, sabe o que estou falando. Bem depois, quando trabalhava na estão Rádio Gazeta, fazíamos as transmissões dos jogos, do Kings Club, da Agrotap e do América (campo e salão) fazíamos por linha telefônica. Quando caia a ligação, a primeira coisa que se fazia era conferir as linhas entre a maleta de transmissão e o poste. Quantas vezes se subiu em um poste ou em uma árvore para se restabelecer a ligação. Fazer uma transmissão naquela época era uma verdadeira epopeia. Difícil era encontrar um técnico da CRT para nos ajudar. Que estresse.
Outra coisa que lembro da telefonia em Tapera foi a inauguração das instalações da CRT, prédio que funciona hoje a XMaster. O governador da época era Amaral de Souza que veio para cá para inaugurar o prédio e os sistemas (DDD e DDI). Naquele dia os professores estaduais se vestiram de preto e foram “recepcionar” o governador em frente á inauguração. Aquela manifestação foi assunto na imprensa estadual, em plena ditadura.

Postei aqui sobre o sorteio do América e teve gente que desandou a falar mal de tudo e de todos. Por uma questão de justiça e por ter feito parte da diretoria até bem pouco tempo, é bom que se deixe bem claro que o pessoal da direção pegou blocos da campanha para vender e que ficou acertado que, quem não vendesse todos os números, teria de ficar com todos eles, pagando pelos mesmos. E como esse pessoal ficou com muitos números as suas chances de ganhar aumentaram em muito. Isso é lógico. Eu, por exemplo, vi um amigo com um número ao passo que vi outro com 13 números. Quem teria mais chances de faturar um prêmio?
Acho que ficou bem claro.