Blog do Sarico

O Posto de Saúde da Vila Brasília


Escutando os programas eleitorais de Tapera no rádio, toda semana os dois lados falam sobre o Posto de Saúde da Vila Brasília, fechado recentemente. Um lado diz que o mesmo não pode ser reaberto por força de lei e o outro lado diz que pode, também amparado em lei. Afinal, pode ou não pode ser reaberto?

Patrocínio


No jogo entre América e ADS me chamou atenção a logomarca da Kaiser ainda no centro da quadra do Poli. Afinal, quanto ela está pagando pelo patrocínio? Isso era esquema da Guaíba nas transmissões da Série Ouro, que depois acabou correndo da raia.

Criatividade


O mundo está em falta dela. Em tudo.

O programa da Fátima Bernardes (Encontro com Fátima Bernardes), na Globo, carece de criatividade. Começou falando sobre assuntos polêmicos. Depois passou a ter a participação do pessoal nas ruas, com repórter lhes ouvindo. Depois veio a idéia da participação de artistas da Casa, que, pelo que se vê, não se sentem muito a vontade no programa. Com certeza queriam estar em outro lugar, fazendo outra coisa. Mas, o contrato… E agora para “melhorar” o programa e manter alguns pontos de audiência colocaram cantores e bandas, de todos os estilos, com apresentações ao vivo. Pois, nem os cantores estão a vontade no programa, se bem que ali estão em razão de ser a poderosa Globo, o que é bom para a carreira. E nem por tudo isso o programa da Fátima empolga o telespectador. Qual será o próximo passo da emissora para manter a audiência de um programa que cai vertiginosamente? Talvez com a direção participando dele.

O programa do Pedro Bial dançou. Não durou um mês. O Bial, um dos cinco melhores repórteres do Brasil, se queimou com o Big Brother e o resultado é isso que se viu. Ou que nem se viu. Nem dando dinheiro para o pessoal o programa sobreviveu.

A criatividade é um dos combustíveis que move o mundo e a humanidade. Sem ela, tudo para. Até a televisão.

Revanche: Governadores tucanos podem abrigar nas suas cadeias os principais réus do Mensalão


A entrevista da ministra Eliana Calmon (STJ) nas páginas amarelas de Veja foi duríssima e deixa bem claro que acabou de vez os dois séculos de conivência do Judiciário com o Executivo e o Legislativo e que os bandidos políticos devem estar preparados para ir para a cadeia. Os juízes brasileiros devem ter ficado arrepiados com as suas declarações.

E se ela estiver certa, os governadores estaduais precisam ir preparando suas penitenciárias para receber seus colegas políticos envolvidos no Mensalão, o maior escândalo há historia do Brasil.

Se houver punição, e o Brasil todo torce por isso, caberá a dois governadores tucanos – Anastasia (Minas) e Alckmin (São Paulo) a tarefa de enfiar na cadeia os líderes petistas e seus aliados da organização criminosa montada pelo PT e pelo governo Lula para corromper eleitores e parlamentares, visando a perpetuação de todos no poder.

É que a maior parte dos réus já condenados ou que inevitavelmente resultarão condenados, são de Minas (Marcos Valério e Kátia Rabelo, por exemplo) ou São Paulo (Zé Dirceu, José Genoíno e João Paulo Cunha). Outro governador tucano, Marconi Perillo (Goiás), terá de custodiar Delúbio Soares. O governador Sérgio Cabral (Rio de Janeiro) terá que arranjar lugar em alguma cadeia carioca para o ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato.

Zé Dirceu já avisou a amigos que não enfrentará a solidão da cadeia e preferirá asilar-se na Venezuela ou em Cuba. Em último caso, fará companhia a Assange, no Equador.

Dissidência


Esqueça tudo que você aprendeu sobre política. Ela – a política – está tão dinâmica e voraz que engole qualquer coisa. Até a história.

O PP não quer o PCdoB em Porto Alegre, mas vai dizer isso à dona da sigla.

Mesmo sem definir Mensalão, Supremo já condenou 10 réus


A visão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a existência do mensalão, principal questão da Ação Penal 470 respondida a partir desta segunda-feira (17), não mudará a situação de dez réus que já foram condenados por diversos crimes. Até agora, apenas três foram absolvidos: o ex-secretário de Comunicação Social da Presidência da República Luiz Gushiken, a ex-dirigente do Banco Rural Ayanna Tenório e a ex-gerente financeira da SMP&B Geiza Dias.

Os ministros já reconheceram que houve desvio de dinheiro público no fundo Visanet e na Câmara dos Deputados, gestão fraudulenta no Banco Rural e lavagem de dinheiro para ocultar a origem e o destino de recursos movimentados pelas empresas de Marcos Valério. Agora analisarão se a verba foi usada para comprar o apoio de parlamentares ou se os valores recebidos pelos políticos eram referentes à quitação de dívidas de campanha assumidas pelo PT.

Vários réus que figuram no sexto capítulo, etapa analisada a partir desta segunda-feira, já foram considerados culpados em outras fases do julgamento. É o caso de Marcos Valério, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, condenados por corrupção ativa, peculato e lavagem de dinheiro; e de Rogério Tolentino e Simone Vasconcelos, condenados por lavagem de dinheiro.

Depois desta etapa, o STF terá que analisar mais três capítulos: o sétimo, sobre lavagem de dinheiro, envolvendo integrantes do PT e um ex-ministro dos Transportes; o oitavo, sobre evasão de divisas e lavagem de dinheiro, envolvendo o publicitário Duda Mendonça e sua sócia, Zilmar Fernandes, e o segundo, sobre formação de quadrilha.

Até o final do julgamento, os ministros podem mudar de ideia sobre condenação proferida em capítulo anterior ou ainda sobre a fundamentação de seu voto. A proclamação definitiva do resultado, com as penas aplicadas a cada réu, só serão conhecidas no final do julgamento, em meados de outubro.

Confira os réus que já foram condenados na Ação Penal 470:

1) João Paulo Cunha: corrupção passiva (2 a 12 anos de prisão), peculato (2 a 12 anos de prisão), lavagem de dinheiro (3 a 10 anos de prisão)

2) Henrique Pizzolato: corrupção passiva (2 a 12 anos de prisão), peculato (2 a 12 anos de prisão), lavagem de dinheiro (3 a 10 anos de prisão)

3) Marcos Valério: corrupção ativa (2 a 12 anos de prisão), peculato (2 a 12 anos de prisão), lavagem de dinheiro (3 a 10 anos de prisão)

4) Cristiano Paz: corrupção ativa (2 a 12 anos de prisão), peculato (2 a 12 anos de prisão), lavagem de dinheiro (3 a 10 anos de prisão)

5) Ramon Hollerbach: corrupção ativa (2 a 12 anos de prisão), peculato (2 a 12 anos de prisão), lavagem de dinheiro (3 a 10 anos de prisão)

6) Rogério Tolentino: lavagem de dinheiro (3 a 10 anos de prisão)

7) Simone Vasconcelos: lavagem de dinheiro (3 a 10 anos de prisão)

8) Kátia Rabello: gestão fraudulenta de instituição financeira (3 a 12 anos de prisão), lavagem de dinheiro (3 a 10 anos de prisão)

9) José Roberto Salgado: gestão fraudulenta de instituição financeira (3 a 12 anos de prisão), lavagem de dinheiro (3 a 10 anos de prisão)

10) Vinícius Samarane: gestão fraudulenta de instituição financeira (3 a 12 anos de prisão), lavagem de dinheiro (3 a 10 anos de prisão).

Uma dúvida que tenho. Como é que essa gente será presa e onde cumprirão suas penas? E os grandões?

Réus célebres que estão longe das cadeias


Nicolau dos Santos Neto – Ex-juiz do Trabalho e presidente do TRT-SP foi condenado a 26 anos de prisão pelo desvio de R$ 169 milhões. Desde 2003, cumpre prisão domiciliar.

Esteve detento na carceragem da PF, mas alegou problemas de saúde e conseguiu cumprir a pena em casa. Há quem garanta que ele nunca mais saiu de casa.

Edemar Cid Ferreira – Dono do Banco Santos, que sofreu intervenção do Banco Central, foi condenado a 21 anos de prisão e acabou no Centro de Detenção Provisória de Guarulhos.

Depois, foi transferido para Tremembé. Atualmente, aguarda recurso em liberdade.

Roger Abdelmassih – Acusado de estuprar 56 pacientes, o médico foi condenado a 278 anos de prisão. Passou cinco meses em Tremembé. Em dezembro de 2009, conseguiu habeas corpus no STF para recorrer em liberdade, mas fugiu.

Estaria morando no Líbano. E o Brasil não tem como extraditá-lo de lá.

Salvatore Cacciola – Dono do Banco Marka, foi condenado, em 2005, a 13 anos de prisão. Em 2000, foi preso e um habeas corpus do STF o livrou. Ele, então, fugiu do país. Em 2007, foi encontrado em Mônaco.

Passou três anos e 11 meses no Instituto Penal de Bangu, na Zona Oeste do Rio. Está em liberdade.

Até agora, ninguém foi preso ou punido e ninguém devolveu dinheiro. Que bonito isso, não?

Mas, e os outros?

Mais banda marcial


Esta foto veio do álbum do Maurício Bonatto, que também tocou na Banda Marcial da Escola Dionísio. Ele não lembra a data, mas deve ter sido tirada entre 1980 e 1982, no Altar da Pátria, de frente para a Rua Tiradentes, após um desfile de 7 de Setembro. Tem muita gente que vai se encontrar na foto.

 

Alta velocidade


Nesta tarde, por volta de 14h39min, um caminhão frigorifico branco, de fora, passou aqui em frente à redação do JEAcontece em altíssima velocidade. Seguido o pessoal passa aqui na Rua Rui Barbosa em alta velocidade. Passam pelo pardal na esquina da Rui Barbosa com a Marechal Floriano e depois pisam no fundo em direção ao centro. Está cheio de placas pela cidade alertando sobre a velocidade no perímetro urbano. Felizmente, até agora, nada de ruim aconteceu. Por enquanto…