Blog do Sarico

Os Kuhn prefeitos


Os Kuhn prefeitosNa abertura da 12ª Lagoa Fest, na sexta-feira (15), após a solenidade oficial, os prefeitos, vice-prefeitos e secretários municipais e assessores da Amaja se reuniram em uma das mesas para confraternizar, depois da assembleia da Associação. No grupo estavam três Kuhn, os primos Clair Tomé, atual presidente da Amaja, 2º vice-presidente da Famurs e ex-prefeito de Quinze de Novembro; Sérgio Ademir, o “Serginho”, prefeito de Selbach; e Orvalino, assessor do deputado estadual Márcio Biolchi e ex-prefeito de Selbach.

Em Selbach, antes de 2012, se dizia que havia cinco famílias que jamais chegariam a Prefeitura e uma delas era a Kuhn. Pois, na eleição passada, Selbach mudou de pensamento e elegeu Serginho prefeito.

Arena da OAS


downloadA Arena Gremista é da OAS. O presidente Fábio Koff já admitiu isso. E o ex-presidente Hélio Dourado estava certo quando protestou pelos termos do contrato entre Grêmio e a construtora baiana. O advogado Glademir Chiele, que assessora a Amaja e prefeituras gaúchas pela CDP, disse que o Grêmio pode ter vendido a alma à OAS e que isso vai custar caro ao clube.

E a coisa não fica só nisso. Tem mais.

Coisas de Brasil


imagesSe você roubar, assaltar, estuprar, atropelar ou matar alguém, com um bom advogado, o máximo que acontecerá a você é esperar o julgamento em liberdade e, se for condenado, ir para o regime semiaberto.

Se você roubar milhões de reais dos cofres públicos, do povo, várias coisas poderão acontecer com você, menos ser preso e devolver o que “ganhou”.

Agora, se você molhar a boca com álcool e cair num bafômetro pagará multa de R$ 1.960,00, terá a carteira cassada por um ano, o carro apreendido e ainda irá preso. Já pensou ficar um ano sem dirigir?

Já, se você se drogar, fumar maconha, cheirar cocaína ou fumar crack, ficar doidão, e for parado numa blitz, nada irá lhe acontecer.

E tem ainda a questão da menoridade. E ai? Como fica?

Há um mês município assumia a gestão do Hospital Roque Gonzalez


images (1)A Sociedade Hospitalar Roque Gonzalez estava com sérios problemas administrativos e isso era visto, porque a todo instante se via as pessoas a ele ligadas dizendo isso. Não se falava abertamente, talvez para não assustar a população, mas sabia-se que a coisa não andava bem no HRG. E esta situação não é nova. Ela vinha se arrastando há muito tempo. Até que a direção, sentido que não tinha mais o que fazer, porque tudo que se podia fazer foi feito, solicitou apoio a quem devia: ao Município. E agiu corretamente. Pelo menos foi uma tentativa, pois se o Município, através de sua Secretaria Municipal da Saúde (SMS), não conseguir gerir a instituição, ai o remédio terá de ser mais forte. Mas isso não vai acontecer, acredito eu.

Hoje (18), faz um mês que o Município assumiu a gestão do Hospital Roque Gonzalez. O pessoal da Saúde já deve ter tomando ciência da situação de nosso único hospital e já deve ter detectado os problemas administrativos e físicos que possui e também a necessidade da ampliação dos seus serviços e aquisição de novos equipamentos. O HRG deve inovar para acompanhar os novos tempos quando a correria por saúde acontece em toda a região. Despertaram para ela.

A ideia primeira seria colocar o Roque Gonzalez em dia com sua documentação e obrigações, para que possa captar recursos do Estado e da União. Depois, se trataria das reformas do prédio e, por fim, a ampliação dos serviços médicos, com mais especialidades.

O trabalho parece fácil, mas não é. Na verdade é uma corrida contra o tempo, porque tem muita coisa em jogo na decisão que foi tomada.

As reformas do prédio deverão acontecer logo, porque o Hospital teve reformas em sua estrutura, mas as rachaduras continuam aparecendo. O problema ali é de solo e resolvê-lo exigirá grande trabalho de engenharia, talvez com avaliação e execução de fora. Na quadra que estão o Hospital, a Igreja e o Tenarião, antigamente, havia um banhado e ali o pessoal pescava bonitos peixes. Imagine…

Já no tocante a serviços médicos, Tapera deseja que o seu Hospital ofereça serviços especializados para que não seja preciso sair daqui. Hoje, todos os hospitais da região estão oferecendo serviços especializados, menos Tapera. E, por ser centro de uma região, seria importante que o Município também o oferecesse.

Vamos torcer para que a Prefeitura de Tapera, através de sua Secretaria de Saúde, consiga colocar o Hospital Roque Gonzalez de volta na estrada e que possa, dentro em breve, continuar caminhando por suas próprias pernas.

Tínhamos dois hospitais na cidade e hoje temos apenas um. Tomara que este único possa realizar um trabalho melhor do que apenas auxiliar na cura de doenças leves, pequenas intervenções cirúrgicas e de chegadas e partidas.

Celular


download (2)O telefone celular é maravilhoso e nos presta grande ajuda, em tudo. Diariamente. Mas, ele não pode ser utilizado em todos os lugares. Em reuniões, palestras, aulas, velórios e missas, o aparelho deve ser desligado ou colocado no modo silencioso. É educado, gentil e correto fazer isso. Pois, neste domingo (17), em plena homilia do padre celebrante, aqui em Tapera, um telefone tocou. O homem, que estava no meio da Igreja, não o atendeu recusando a chamada. Dali a pouco o mesmo telefone tocou novamente e ai o seu dono levantou e foi atender a chamada no lado de fora. O padre não parou a missa e nem se “perdeu” na sua manifestação, mas aquilo quebrou o ritmo da missa.

As pessoas precisam aprender que celular não pode ser tocado em certos lugares e que seu dono não pode sair falando nele como se estivesse sozinho no ambiente. As pessoas reparam… e comentam. Atrapalha.

Tem umas figuras por ai que parece que fazem de propósito atender telefone no meio de um evento e falar alto. Não sei se não se tocam no que estão fazendo ou fazem isso para aparecer. Eu acho que a segunda opção é a mais provável. Afinal, tem gente que tem necessidade de aparecer, de se mostrar.

Dor de cabeça


imagesCAFTJOABO problema da energia elétrica em Selbach é seríssimo. E antigo. Morei longos anos lá e sei como é a coisa. Se um pássaro fizer xixi nos fios a luz se vai. Até um leve vento pode interromper o fornecimento de energia. Uma vez, peguei um medidor de voltagem emprestado de um amigo para medir a voltagem. Marquei seis medições, uma a cada hora, pois as seis deram números diferentes e todos longe de 220 volts.

Agora, cansado, assim como a população, o prefeito Serginho Kuhn convidou a direção da empresa fornecedora para uma reunião e lhe pediu providências urgentes e definitivas. Deu-lhe 90 dias para melhorar o serviço no município.

Se, em 90 dias, a empresa não melhorar o serviço, a Prefeitura vai acionar a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Não sei, mas acho que o prefeito vai ter de fazer bem mais do que isso.

Participaram da reunião ainda os presidentes da Câmara de Vereadores e da ACIS, Michael Kuhn e Roberto Seibel, respectivamente.

Esta história eu vou acompanhar de perto, porque em Selbach, até quando o dia está bonito o pessoal tem medo quer a luz termine.

Espumoso retorna à Amaja


Espumoso retorna à Amaja 1Espumoso, um dos municípios fundadores da Associação dos Municípios do Alto Jacuí (Amaja) e a quem deixou em 2004, para integrar à Amasbi (Associação dos Municípios do Alto da Serra do Botucaraí), está voltando às origens. O ingresso foi aprovado, por unanimidade, na assembleia geral ordinária que a Amaja realizou em Lagoa dos Três Cantos, na sexta (15).

Em seu discurso, o prefeito Derly Helder disse que seu município se identifica muito mais com os municípios da Amaja do que com os da Amasbi, sem falar que a relação é bem maior com o lado de cá.

Derly Helder, um amigo de muitos anos, desde a antiga Rádio Gazeta e quando ele foi prefeito pela primeira vez, em 1983, me disse que Espumoso tem uma relação muito próxima com Tapera e os demais municípios da Amaja, sem falar que o rio Jacuí, que empresta seu nome à Amaja, passa pelo seu município.

O prefeito de Tapera, Ireneu Orth, que já presidiu a Amaja várias vezes, ventilou a possibilidade de Alto Alegre e Campos Borges também vir para a Amaja.

Com o ingresso de Espumoso, a Amaja passa para 20 municípios. E com Alto Alegre e Campos Borges, seriam 22.

A Amaja é uma entidade conhecida nacionalmente e disso sou testemunha porque sou seu assessor de imprensa. No Estado, ela é vista como uma das mais atuantes associações de municípios do RS e, em Brasília, a CNM (Confederação Nacional de Municípios) tem nela uma grande parceira na luta das grandes causas nacionais em favor do municipalismo.

Ajuda


A Câmara de Vereadores de Tapera aprovou recentemente projeto de lei (013), de origem do executivo municipal, que lhe autoriza a repassar R$ 8.400,00 para a Brigada Militar, sendo R$ 700,00 por mês até o final do ano. A ajuda, através do Consepro, se dará para que a BM tenha material de expediente e de limpeza e conserve as suas viaturas para continuar o seu trabalho preventivo na cidade e no interior.

A ajuda da comunidade à Brigada Militar não se questiona, mas onde é que entra o Estado nesta história? Segurança é obrigação de quem, afinal?

Causa


O que se imaginava desde o início foi comprovado pela perícia. A grande maioria de quem morreu na boate Kiss, morreu a menos de um metro da saída, que também era a porta de segurança daquela arapuca. As pessoas conseguiram chegar até a porta, mas como ela abria para dentro, fazer recuar uma ou duas centenas de pessoas foi impossível, assim uma a uma foi caindo desacordada e morrendo. Todas viram a rua, mas jamais chegaram até ela. Que morte essa…

Se a boate tivesse a porta com barra antipânico, que abre para fora, talvez não haveria vitimas fatais naquela noite.

Mas, e se o cara aquele da banda não tivesse acionado o artefato…

Segurança


Nesta semana a Brigada Militar fechou uma casa de festas em Porto Alegre durante a realização de uma formatura. O local não tinha Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI). Ótimo! A BM agiu em benefício da população. Mas, por outro lado tente se colocar no lugar da família do formando e se coloque no lugar dele. E imagine o tamanho da frustração de todos justamente num dos momentos mais felizes da vida de uma pessoa.

Segurança, sim, e sempre, mas sem esta paranoia que tomou conta do Rio Grande do Sul, onde tem gente e entidades passando dos limites e também do aceitável e do tolerável.