O América/GF/Fepol/Marasca, jogando agora à noite em Tapera, venceu a ATF (Tapejara) por 4 a 1. Apesar da nova goleada a equipe não jogou bem. Com o resultado o América continua na 4ª colocação.
Depois falo mais sobre a partida.
Na tarde da última quinta-feira (01/08), passando pela Rua Pedro Binni, próximo ao antigo curtume, me deparei com uma cena inusitada. Um homem segurando um menino pela roupa e uma mulher muito nervosa olhando para o jovem. Parando, perguntei o que estava acontecendo, ao que a referida mulher nos contou que aquele menino, juntamente com outro, que conseguiu fugir, havia entrado pela segunda vez em dois dias na sua residência e de lá roubado algumas coisas. Na quarta os meninos, com 14 ou 15 anos, tiveram sorte, mas no dia seguinte, um deles não logrou êxito. O homem e a mulher nos contaram ainda que haviam ligado para a Brigada Militar para vir buscar o menino e tomar as providências cabíveis, mas que estava demorando para vir.
O que me chamou atenção foi a frieza daquele menino. Ele estava como se nada tivesse acontecido, certamente sabendo que, por ser menor, iria para algum lugar, chamariam seus pais que lhe dariam, talvez, um xingão e seria liberado para voltar a delinquir novamente.
Me pergunto uma coisa: qual a perspectiva de vida daquele garoto, roubando aos 14 anos e já sabendo dos seus direitos? O que ele pensa para a sua vida? E o que será dele e de sua família quando adulto? E da sua cidade?
Não parece, mas o inferno está muito mais perto de nós do que imaginamos. Uma criança, roubando e estando ciente dos seus direitos, o que será de todos nós?
Nesta semana uma equipe da Prefeitura retirou as “tartarugas” que foram colocadas na frente de minha casa para conter a velocidade do pessoal que sobe a Avenida Dionísio Lothário Chassot a mil por hora. No seu lugar foi colocado um quebra mola. Teve quem não gostou da mudança, mas a maioria aprovou a troca, seja morador ou motorista.
Antes, o pessoal se queixava que, quando um carro passava em alta velocidade pelas tartarugas, tudo tremia dentro de casa ou de apartamento, parecendo um terremoto. E, dependendo da hora, o susto era grande pelo barulho que causava. Aquilo era um inferno.
Certamente quem passava correndo pelas tartarugas não deveria ser o dono do veículo.
Melhorou a coisa na Dionísio e o sossego voltou. Agora, só falta o pessoal da Prefeitura dar uma olhada nos postes que estão sem luz a mais de 10 dias.
Nesta sexta-feira (02/08), o Jornal do Almoço da RBSTV reuniu o secretário de Saúde do Estado, os presidentes do Cremers e da assolação dos hospitais gaúchos e uma representante da Defensoria Pública para falar de saúde, da sua dura (e cruel) realidade. Pois, os quatro não conseguiram falar muito porque não deu tempo. Impossível falar de algo tão problemático como é a saúde no RS (e no País), em cinco minutos. Cada um falou um minuto e meio e não conseguiram dizer nada. E quando conseguiam a entrevistadora fazia outra pergunta no meio da resposta, desconcertando a todos. Até mesmo que estava do lado de fora da televisão.
Como querem falar em saúde em apenas cinco minutos, com uma pergunta por pessoa? Não dá! A direção do programa deveria ter um cuidado maior com o assunto, o espaço a ser utilizado e a maneira como conduzi-lo (o programa), porque quem está assistindo, conhecendo um pouco o problema e preocupado com a questão, fica agoniado.
Quem assistiu o programa ficou ainda mais preocupado com a realidade que vivemos e que não será melhorada a curto e médio prazo.
Nesta sexta-feira (02/08), vendo o Jornal do Almoço na RBSTV, foi veiculada matéria sobre Lagoa dos Três Cantos e o trabalho que se faz na Educação. O trabalho, estruturado nestes anos todos, está agora sendo reconhecido pelo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). É Lagoa dos Três Cantos bem na foto.
Outra coisa. Quem fez tudo isso ai no município não importa. Importa é que foi (bem) feito. Em LTC sabem que, para fazer a diferença, tem que se fazer diferente. Parabéns!
Quem irá levar a melhor amanhã? O Inter é o favorito, mas normalmente quando entra nesta situação se complica. E num Grenal nem sempre o favorito leva.
Neste domingo um quinto estádio – Arena Tricolor – entrará para a história deste que é um dos maiores clássicos do futebol brasileiro e mundial. Aliás, segundo pesquisa, o Rio Grande do Sul é o único Estado brasileiro onde o povo torce quase que 100% por seus dois clubes.
Veja como foram os Grenais de inauguração de estádios:
21/06/1909 – Baixada – Grêmio: Grêmio 10 x 0 Inter. Este foi o primeiro Grenal da história.
23/06/1912 – Eucaliptos – Inter: Inter 3 x 0 Grêmio
26/09/1954 – Olímpico – Grêmio: Grêmio 2 x 6 Inter
09/08/1970 – Beira Rio – Inter: Inter 0 x 0 Grêmio
04/08/2013 – Arena – Grêmio: Qual será o resultado?
No Grenal das inaugurações dá Inter com ligeira vantagem de duas vitórias e uma derrota. Houve ainda um empate. Quem levará neste “quinto” Grenal?
Será que o carinha dará certo no Barcelona? Quem irá se adaptar a quem? O jogador ou o clube? A ver.
Afinal, o que é que o Santos foi fazer na Espanha, em Barcelona? Tomou 8. Foi na base do 4 vira e 8 termina. Humilhante aquilo.
Estas fotos são de uma festa de São Cristóvão em Selbach, então 1º distrito de Tapera, no dia 02 de agosto de 1953, há exatos 60 anos. As mesmas vieram do arquivo da família Subtil, cujo integrante, Peri, que era meu tio, trabalhou no distrito nos anos 50, como uma espécie de delegado de polícia.
AS FOTOS:
Foto 1 (capa) – Vê-se o antigo capitel, localizado na estrada velha, entre Selbach e Tapera. À direita, no alto, é possível ver a grande quantia de pinheiros existentes naquele tempo em toda a região.
Foto 2 – A imagem de São Cristóvão, que parece ser de gesso, está sendo carregada em uma caminhonete Chevrolet. Reparem que, junto com a imagem, vai uma bandeira do Brasil. E quem seria o casal homenageado? E o motorista da caminhonete?

Foto 3 – A procissão segue pela estrada velha, passando por onde hoje está o açude da propriedade de Luiz Lang.

Foto 4 – A imagem mostra a Avenida 25 de Julho, ainda com a curva na entrada do distrito. À direita, vê-se o prédio de madeira do Salão Müller, que resiste ao tempo, e à esquerda, o prédio em alvenaria que foi de Severo Werlang, e onde hoje funciona uma loja de linhas. À esquerda, na curva, aparece a casa de madeira onde hoje reside o Clério Flach. Esta curva descia até a Rua Anildo Alfredo Maldaner, onde está hoje o galpão crioulo do Rogério Geller, e ia em direção à cidade – Tapera.

Foto 5 – Aqui os carros já começam a ser estacionados para a missa campal em homenagem ao santo padroeiro. E de quem seria aquele ônibus estacionado? Não seria de Tapera, levando devotos para a festa? E o ônibus não seria da empresa Rainha da Serra, de Emílio Theis?

Foto 6 – As pessoas posicionadas próximas ao capitel. À esquerda é possível ver o território taperense, a partir da divisa com Selbach, pelo rio Colorado. E quem seria o padre que presidiu a missa?

Foto 7 – Mais procissão e missa.

Foto 8 – A imagem do santo padroeiro chegou ao capitel. E depois da missa a festa foi aonde? No Salão Müller?

Em 1965, Selbach se emancipou de Tapera e de lá para cá outras histórias surgiram.
E você, ai. Diga o que só você viu nas fotos.
O jornalista Paulo Santana, em sua coluna na ZH, disse que o verdadeiro dono da Arena Tricolor é a Brigada Militar, por conta dos incidentes verificados no último jogo do Grêmio contra o Fluminense, onde policiais militares levaram um torcedor para fora do estádio abaixo de cascudos, bem longe da força moderada recomendada pela sua cartilha. Tudo foi filmado e ficou feio aquilo para uma instituição centenária como a nossa BM, com tantos serviços prestados ao Estado e à comunidade gaúcha.
Agora, não dá para culpar 100% a Brigada Militar, porque o pessoal abusa na maioria das vezes, isso porque sabem que a corda sempre vai arrebentar no lado de quem usa farda, aconteça o que acontecer.
A Brigada Militar, talvez por medo dos chutes que alguns de seus homens levaram de uma dúzia de anarquistas que vão ao estádio apenas para esculhambar, havia decidido por torcida única no Grenal do próximo domingo.
A Inglaterra aboliu dos estádios uma das maiores pragas do século XX: os hoolingans, que causavam medo até nos cachorros da polícia inglesa. Pois, todos foram identificados e proibidos de entrar em qualquer estádio no País, e nos demais da Europa, para sempre. Nunca mais houve violência nos jogos. Por que não fazem o mesmo, aqui? Afinal, os baderneiros devem ser os mesmos. Esse pessoal não torce, apenas briga e depreda. Se não tem adversário nos estádios eles investem contra os policiais e a imprensa e depois, se não tem mais ninguém, brigam entre si. Eles devem ser identificados e banidos dos estádios gaúchos, para sempre.
Por outro lado, a Brigada Militar nos estádios, tira das ruas entre 400 ou 500 policiais. E não vejo autoridade maior do que a BM para garantir a segurança dos torcedores em uma partida de futebol, já que nenhum torcedor respeita um segurança privado. Isso é fato e já foi visto aqui em tapera, no Ginásio Poliesportivo.
Ainda. Um estádio como a Arena Tricolor, num Grenal, com torcida única seria uma piada. É mais ou menos como casamento sem a noiva.