Neste final de semana, dando uma volta pela cidade, passei pela Rua Marechal Floriano, em Tapera (RS), que estava sendo (muito bem) utilizada pelos seus moradores. O pessoal colocou cavaletes na via, nas duas pontas, alertando os motoristas de que a vizinhança a estava ocupando. Na rua, vi pessoas sentadas em cadeiras tomando chimarrão e colocando a conversa em dia e a criançada brincado despreocupadamente. Muito legal aquilo. Foi uma grande ideia dos moradores. O restante da população taperense poderia fazer o mesmo em suas ruas, agora asfaltadas, nos finais de semana. Isso fortalece amizades e prolonga a vida. É qualidade de vida pura.
Não sei, mas não estou levando fé na Seleção do Dunga nas Eliminatórias. Essa geração passará em branco, sem ganhar nada. O problema é que ela nasceu pensando em dinheiro e não em títulos. Será que o Brasil ficará de fora de uma Copa do Mundo pela primeira vez? Somos a única seleção que disputou todas as Copas do Mundo. Vamos ver o que vem ali na frente.
E já vou deixar bem claro a quem lê uma coisa e entende outra: estou torcendo pelo Brasil, como sempre fiz.
O governo federal deveria colocar a Força Nacional e o Exército nas ruas das grandes cidades, sim. E o malandro que estiver portando arma que se dane. E por estar armado (e valentão) que se entenda com os caras fortes, com cara de poucos amigos, bem armados e pra lá de preparados. Sem o povo, desarmado e temeroso, a briga ficaria mais “parelha”.
No último dia 19, o mais ilustre morador do Lar do Idoso de Tapera, o Cotê, esteve aniversariando, completando 106 anos.
Conheço o Manoel Ortiz dos Santos ou o Cotê desde sempre, há mais de meio século. Não lembro quando o vi pela primeira vez, mas faz muito tempo. Ele foi uma pessoa que perambulava pela cidade, sendo ajudado por todos. Seu paradouro era o Café Diana, do saudoso Arno Presser, de quem era protegido. A sua morada era no antigo Setor de Obras da antiga Prefeitura, onde hoje está sendo construída a Casa de Cultura. Lá atrás havia um casebre onde ele passava as noites. Algumas vezes ao ano o pessoal se reunia para lhe dar banho, uma tarefa que não era nada fácil assim como vesti-lo depois. Molhado o pequeno virava no capeta, mas depois de vestido, ficava nojento e esnobe.
Com o passar dos anos, o Cotê foi sofrendo com a idade e sua vida começou a ficar difícil. Em 11/01/1999 ele foi transferido para o Lar do Idoso, onde permanece até hoje.
Sei de muitas histórias do Cotê, mas vou deixá-las para outra oportunidade.
ERNESTO – Outra figura que morou no Lar do Idoso de Tapera e que faleceu no último dia 20 de junho, foi o Ernesto Morais, que também terá uma página na história de Tapera.
Eu me criei vendo o Ernesto trabalhando lá em casa. Ele cortava grama e lenha para a nossa mãe e ainda limpava o terreno. Vinha cedo e ficava para o almoço. Dona Tecla lhe servia dois pratos (fundos) bem cheios de comida, uma bacia de salada e metade de um pão caseiro. Depois de comer ele queria “patinho” (gibi) para ler. Na verdade, ele não sabia ler, mas dava muitas gargalhadas com os desenhos na revista, sentado embaixo de uma árvore. Nunca entendi do que ele ria. Os desenhos o fascinavam. Quando terminava ele ia embora e na entrada da noite voltava para receber e não queria saber de uma única nota. Ele queria várias notas: “Mais dinheiro. Mais dinheiro”, dizia. Antes de ir para casa, passava no mercado do Bruno para fazer compras.
Pela manhã, no forte do inverno, quando ia para a aula, encontrava o Ernesto na Avenida Dionísio, vindo da então Vila Brasília, indo trabalhar pela cidade, em várias casas. Uma geada desgraçada estava no chão e o homem, sempre apressado e com as mãos para trás, caminhava descalço. O pessoal dava calçados para ele, mas ele não os usava. Nossa mãe deu muitos a ele mas ele não usava. Coisa de louco aquilo.
O Cotê e o Ernesto são duas figuras que certamente estão nas páginas da história de Tapera.
O fundador do Walmart, a maior loja de departamentos do mundo, não era um amante da tecnologia. Era um homem simples e com os pés no chão. Porém, em 1983, quando seus subordinados propuseram um investimento de 24 milhões de dólares em um negócio que envolvia o espaço sideral, ELE ESCUTOU.
O gerente de informática deu a ideia de construir uma rede de satélite privada. Era uma ideia inovadora. Porém, havia dois pontos a serem considerados:
1 – Contato: Sam Walton gostava de visitar pessoalmente cada loja. No entanto, o número crescente de lojas tornava isso cada vez mais difícil. Um sistema de satélite o permitiria estimular conversas, a qualquer hora, com seus sócios.
2 – Dados: O satélite permitiria saber sobre o andamento de um estoque, verificar as vendas do dia de determinada loja e até verificar se um produto estava parado nas prateleiras.
Depois de quatro anos, a maior rede de satélites privada deu ao Walmart uma enorme vantagem de informação e o poder de combinar tamanho e velocidade.
Antes mesmo da conclusão do sistema, as vendas do Walmart foram de 8 bilhões, dez anos depois 93 bilhões, vinte anos depois alcançou a estratosfera de 288 bilhões de dólares, um número sem precedente histórico.
No domingo (30), fez 30 anos que parei de fumar. Fumava dois maços por dia e, se houvesse uma promoção à noite, iam três. Uma loucura aquilo. Não dá vontade de fumar, mas ainda lembro do cigarro após o café da manhã e o almoço e também na hora do jogo com a cervejinha. Mas, que praga isso ai… E o cheiro que surge quando alguém acende um cigarro com fósforo faz um ex-fumante subir pelas paredes. Mas, ai vem aquele cheiro desgraçado e a vontade logo passa.
Antigamente era chique fumar em público. As pessoas chegavam a treinar poses para acender um cigarro e fumá-lo. Era engraçado aquilo. E todo mundo fumava. Hoje…
Hoje, fumar não é inteligente e quem o faz faz escondido, ou longe dos outros. Repare nos seus grupos quantas pessoas fumam. Poucas.
O governo federal realizou uma grande campanha anti-tabaco no Brasil. Demorou mais de 20 anos e gastou-se milhões em publicidade, mas deu resultado.
O ditado “Santo de casa não faz milagre” é verdadeiro. Conheço-o a vida toda e já ouvi saindo da boca de muita gente ao longo destes anos todos. Hoje, vejo que ele é real. O engraçado é que os devotos do “santo” ficam sabendo bem depois o que os das outras paróquias já sabem. Mas, é da vida. Fazer o quê? Segue o baile…
As revendas de carros novos de todo o País estão se queixando que não estão vendendo. Com isso, as montadoras ficam com seus pátios abarrotados de veículos. Esse pessoal já pensou em baixar o seu valor? Sim, por que o carro brasileiro custa mais do que o dobro dos demais países. Culpa da fome do governo? Também.
“A resignação é um suicídio cotidiano”.
Honoré De Balzac
O presidente do Inter, Vitório Píffero, resolveu achar um culpado para a péssima campanha do time no ano: a imprensa. Pode? A equipe vem em queda vertiginosa nos últimos meses e se aproxima do chão e o homem acha que é a imprensa quem está tocando embora o torcedor Colorado. Teoria da conspiração.
Mas, é incompetente essa imprensa que novamente planejou mal o ano quando o Inter ficou de fora da Libertadores porque deu folga e poupou os jogadores. É mesmo uma coisa essa imprensa porca.
Píffero é a atual administração do Inter.
Hoje, o Inter joga contra o Vasco, último colocado no Brasileiro. Não sei por que, mas lembrei de Jesus Cristo.