Nesta sexta-feira (16/10), a Brigada Militar e a Polícia Civil de Porto Alegre prenderam, no centro, um homem de 41 anos. Ao levar o “bonito” à DP, para o registro da ocorrência, os policiais descobriram que o homem estava sendo preso pela 82ª vez, por diversos crimes. É mole?
Será que em países sérios, com leis sérias, essas coisas também acontecem?
Um passarinho me contou que nesta quinta-feira, os presidentes dos partidos políticos que integram a Aliança Democrática (AD) – PP, PMDB, PDT, PSB, PPS e DEM, formada em 2008 para eleger o prefeito de Tapera e para reelegê-lo em 2012, deverão se reunir para tratar da eleição do próximo ano. Se formos ver estamos a menos de um ano dela. E o tempo voa…
O PMDB sabe que é a bola da vez e que o sucesso da manutenção da AD passa por ele, por sua escolha. Por outro lado, a coligação deverá dar uma atenção toda especial ao PDT que, ao que parece, não estaria disposto a ser novamente coadjuvante no processo. Os brizolistas acham que tem poder de fogo para mais. A obra de engenharia desta eleição, pelo lado da situação, será bem interessante de ser acompanhada.
Por outro lado, a oposição está quieta demais, mexendo-se só o necessário. Ouve-se alguma coisa aqui e ali, mas nada muito importante, o que não quer dizer que o pessoal não esteja conversando a portas bem fechadas. Nos próximos dias ela deverá começar a se reunir para dar andamento a coisa toda, afinal eleição de um lado só não existe, a não ser num consenso, mas Tapera ainda está muito longe dessa possibilidade.
Na cidade, o que tem é muita conversa e desejo da militância em cima de nomes e composições. Algumas delas têm fundamento. Outras não. Mas, em se tratando de política, o que está à sua frente pode não ser o que você pensa que é. Política é muito mais do que a arte de governar povos.
Tenho mais coisas para falar sobre as eleições de 2016. Aguarde.
Ao contrário do que foi prometido pelo prefeito de Tapera, Ireneu Orth, ele não deu nenhuma informação a mais sobre o que já se sabia sobre a instalação do frigorífico de abate de suínos que a Cooperativa Santa Clara pretende construir no município. O presidente da CSC, Rogério Bruno Southier, presente ao evento, também não deu maiores detalhes. Disse apenas que a Santa Clara precisará de ajuda para a viabilização do seu projeto.
Como já noticiei aqui, a Santa Clara adquiriu uma área de 40 hectares na ERS 332, em Linha Teotônia, próxima ao rio Jacuí. O valor do negócio não foi revelado. O mesmo deverá ser construído em 2 ou 3 anos e a planta deverá gerar 200 empregos diretos.
A Santa Clara não falou sobre o assunto até a abertura da Expotapera. Liguei para Carlos Barbosa e não obtive sucesso. A única coisa que consegui foi a confirmação da compra da área.
A Cooperativa Santa Clara veio de corpo e alma para Tapera, cumprindo o que prometeu quando fincou os pés aqui, de investir na região tendo Tapera como centro regional. É mais uma empresa de fora que aposta forte no município. A Santa Clara já é uma grande parceira de Tapera.
SUPERMERCADO – A Santa Clara, que adquiriu parte da área do antigo Curtume Mombelli, no centro da cidade, para a construção da sua loja, renovou o contrato da atual com a Cotrisoja, por mais 8 anos.
Ainda na abertura da 9ª Expotapera, os diretores da Acople, Marcos e Marciano Lauxen e Sérgio Belo, anunciaram a fusão da BCO com a Vence Tudo de Ibirubá. O projeto trata da ampliação da área construída no município de 2 mil para 9 mil metros quadrados e a ampliação do número de empregos.
Conforme Marcos Lauxen, a Acople produziu neste ano dois produtos que foram apresentados pela Vence Tudo na última Expointer e que mais três o serão em 2016. E na Expointer ainda, cinco dos produtos que a Vence Tudo apresentou são produzidos em Tapera e que são exportados para todo o Brasil e mais 35 países. O nome Acople será mantido, segundo Lauxen.
O prefeito Ireneu Orth comunicou ainda que além destas duas empresas, outras sete, de médio e pequeno porte, se instalarão no município no próximo ano.
É, Tapera vive de fato um novo momento. Demorou, mas retornamos aos trilhos e agora é possível seguir viagem, tranquilos. Tomara que quem venha na sequencia consiga manter a locomotiva na estrada. Retroceder, nunca mais.
Na semana passada, em entrevista ao Marcelo Haag, da Rádio Cultura de Tapera, o deputado federal Darcísio Perondi (PMDB) disse que foi o parlamentar que mais direcionou emendas parlamentares para a construção da Casa de Cultura de Tapera, e que ajudou mais do que qualquer colega seu do partido do prefeito, o PP. Parece que a história não é bem assim. Perondi mexeu com vaidades e deverá haver reação.
Por outro lado a preocupação do prefeito Ireneu Orth, que está indo para seu último ano de mandato, espera conseguir terminar a maior obra do seu último governo municipal, apesar da atual economia e condição porque passa o País.
Nesta segunda-feira (12), em pleno feriado de Nossa Senhora Aparecida, perdi um grande amigo e a região norte do RS perdeu um baita de um comunicador: o Castelinho, aos 74 anos, vitimado por um câncer contra o qual lutava há um ano. É mais um guerreiro que perde a luta para essa doença maldita.
Castelinho foi um dos primeiros comunicadores da então Rádio Gazeta de Tapera, atual Cultura, quando da sua abertura, em 1982. Eu o conheci naquela época. O Léo Utteich, primeiro gerente da emissora, me disse que estavam trazendo um maluco de Carazinho que fazia muito sucesso no rádio e que apresentava um programa sertanejo, quando o estilo não era tão famoso quanto agora, com pitadas de bom humor. Tive a honra de ser seu operador de áudio, nos cinco anos em que trabalhou aqui, de 1982 a 1985. Nós trabalhávamos por música, literalmente, pois parecia que adivinhava seu pensamento e utilizava todos os recursos disponíveis da mesa de som, especialmente a câmara de eco, que produzia efeitos sonoros muito engraçados. Eu sabia que, de cada três palavras sérias que ele falava, a quarta era uma bomba, uma “empunhada”, daquelas de se “matar” de tanto rir. Ele vinha e eu ia. Era uma risada só. E os telefonemas? O cara recebia entre 50 e 60 ligações por dia, fora as mais de 50 cartas que vinham dos Correios ou da caixa da emissora. O programa era de segunda a sexta, das 13h às 15h. Nas segundas, quartas e sextas ele vinha a Tapera e nas terças e quintas, era gravação e eu me encarregava do resto.
O Castelinho, além de comunicador, era um grande faturador de anúncios. Ele vendia bem e trazia muitos patrocinadores para dentro da rádio e das emissoras por onde trabalhou neste Estado.
Quando o conheci, em 82, olhei aquela figura de cima abaixo e ele fez o mesmo comigo e, no mesmo instante, rimos muito, um do outro. A amizade foi grande e instantânea.
O seu segredo era música boa, com pitadas de humor e trocadilhos, sacanear o “pessoar” e inventar palavras. Nessa ele era inigualável e matava a pau. Ninguém entendia bolhufas, mas riam muito dele e do seu jeito. Jamais vou me esquecer do “Trafunca, Sarico”, “Prega fogo, Saricão” ou “Reborqueia e prega fogo, Sariscosvski”, e a música entrava. Na época do Castelinho a música de maior sucesso e mais pedida pelos ouvintes era Fio de Cabelo, quando Chitãozinho e Xororó debutavam.
Numa altura do programa ele mandava rodar uma música lenta, daquelas de dançar bem apertadinho e começava a imitar um casal de namorados conversando e “queimando” na pista de dança. O pessoal ria muito. E quando vinha gente visitar a rádio, só homens, ele apagava a luz e corria para o canto do estúdio, colocava os braços para traz da cabeça insinuando que estava sendo abraçado por uma mulher e dando uns “amassos” nela. A cara de constrangimento do pessoal era visível. E muito engraçado. Depois que viam que era uma brincadeira, riam muito. Castelinho fazia amizade rápido e fácil.
Depois que ele saiu daqui nunca mais nos vimos. A primeira e última vez que isso aconteceu, foi na rodoviária de Carazinho, não lembro o ano. Eu estava esperando o ônibus para viajar a Foz do Iguaçu e, no balcão, tomando um cafezinho, pois fazia muito frio naquele dia, notei que na outra ponta estavam dois homens conversando e tomando café. E um deles não me tirava o olho. E eu não tirava o olho dele. Quando o cara pediu mais um cafezinho, mexeu com a colher e a lambeu umas 40 vezes e tomou o primeiro gole fazendo careta, pelo calor da bebida, eu ri e logo percebi quem era a figura. Dali um pouco ele veio até mim, me olhou de cima abaixo, me abraçou e começou a pular e eu junto com ele. Ninguém lá dentro entendeu nada, pois ele só se transformava na frente do microfone. Conversamos por uns 40 minutos e ficamos de nos encontrar para comer uma carne, tomar uma cerveja, que ele tinha nojo, e falar dos tempos da Gazeta e do rádio. Depois, embarquei e nunca mais vi o Castelinho, uma lenda do rádio do interior gaúcho. Um cara que fez rádio brincando, literalmente, e fez muito sucesso.
O rádio regional nunca mais será o mesmo depois do Castelinho. Hoje, ele – o rádio – está carente de talentos, de gente carismática, o que é uma pena para quem gosta de rádio e se criou nele. O Nilvo achava que eu seria um grande radialista, mas infelizmente pendi para o lado da escrita.
“Pessoar, boa tarde pro oceis. Eu tô indo embora com Deus e oceis fiquem com ele aqui. Sarico, prepara mais duas música ai pro pessoar, que eu tenho um ombinus pra pegá. Intão, até amanhã. Amanhã eu vorto, tá pessoar? Tchaaaaau! E um nome, uma voz e um estilo se calam, para sempre.
Vá em paz, amigão, e até um dia. Tu fez a tua parte e a fez maravilhosamente bem.
Estando em Tapera na abertura da 9ª Expotapera, o deputado federal Darcísio Perondi (PMDB) falou sobre o impeachment da presidente Dilma, dizendo que o “ritual” está pronto e que os primeiros passos deverão ser dados nesta quarta-feira (14), na Câmara dos Deputados. Segundo ele, na primeira votação na Câmara, os favoráveis ao impeachment tem a maioria simples, ou seja, 280 votos de um total de 215 necessários. E para a segunda votação, serão necessários 2/3 dos votos, e eles tem 280, faltando 50 para isso. Depois, a coisa vai para o Senado e ai tudo é por maioria simples: 28 votos.
Para Perondi, o governo federal usou dinheiro de bancos oficiais para pagar gastos governamentais sem a autorização do Congresso Nacional. Segundo ele, é mais ou menos como usar cheque especial sem fundos.
De acordo com ele ainda, o impeachment não é um golpe de Estado, mas uma reação legal contra um crime praticado. Lembrou que Collor foi retirado do poder por causa de um Fiat Elba, de R$ 30 mil. Lembrou também que o ex-presidente Lula tentou o impeachment contra Itamar Franco e FHC, por duas vezes, sem sucesso.
Ao finalizar, Darcísio Perondi pediu o que é melhor para o País. Deixar como está? Ou mudar agora? Na verdade, o deputado quer entregar o governo ao vice-presidente Michel temer, ao PMDB. Se assim for, o maior partido do Brasil chegaria ao poder diretamente já que não consegue, apesar de ter tantos nomes em suas fileiras, eleger um presidente.
Na minha opinião, acho que o governo Dilma deve ir até o final, para acertar onde errou e fazer o que precisa ser feito. Se abriu o buraco que o feche. É o correto e justo. E depois, na eleição, os brasileiros dirão se irão querer o PT por mais quatro, oito ou 12 anos. Do jeito que a coisa está indo, dá impressão de que estão querendo usar o momento econômico, político e moral para chegar ao poder. É democrático, mas é constrangedor.
Hoje são gastos, só com ex-governadores, R$ 27,8 milhões por ano com suas respectivas aposentadorias vitalícias, que podem chegar a R$ 25 mil, segundo reportagem da Folha de São Paulo. Muitos dos beneficiados não ocupam mais cargos públicos, os quais tratam como emprego. Mesmo depois de um único mandato, ou de uma vida política curta, se comparada a uma vida inteira de um trabalhador contribuinte, os ex-políticos ainda têm direito aos vencimentos. O caso com os ex-governadores é só um exemplo.
A ocupação de um cargo deveria ser tratada como uma prestação de serviço à República, a qual já é muito bem remunerada durante o mandato, e precisamos exigir o fim de vencimentos vitalícios por serviços muito mal prestados durante pouco tempo de serviço.
O Brasil estreou nas eliminatórias para a Copa da Rússia (2018) com derrota para o Chile, por 2 a 0. Não assisti o jogo, mas segundo quem assistiu, o Brasil não jogou nada. Vem cá. Você leva a sério a Seleção? Acho que essa geração não ganhará nada. Tomara que esteja enganado. E já pensou o Brasil ficar de fora de uma Copa do Mundo pela primeira vez?
Hoje tem jogo novamente. Será no Nordeste onde a Seleção sempre tem bom prestígio mesmo estando mal das pernas.
No último sábado (10), estive no Tenarião prestigiando a programação da 9ª Expotapera e uma das atrações da noite foi a banda taperense Rock Hotel, do Tiago (vocal), Tames (guitarra), Melão (baixo) e Elias (bateria), que é um show. A gurizada manda muito bem. Parabéns!
Depois, com mais de uma hora de atraso, devido à chuva, subiu ao palco a Credence Cover, banda de Santo Ângelo. Outro baita show.
E enquanto o povo esperava pelos meninos de Santo Ângelo, para manter quente o bom público presente, Luiz Henrique Schultz (vocal) e Leonardo Oliveira (violão) cantaram algumas músicas sertanejas. A dupla foi muito aplaudida. Aliás, o Schultz esteve na semana passada na TV Aparecida, em rede nacional. Não o assisti, mas me contaram que matou a pau. Parabéns, guri.
A Associação de Moradores dos Bairros Brasília, Pró-Morar, Haupenthal e Seibel de Tapera promove nesta segunda-feira (12/10), feriado nacional, uma programação toda especial para as crianças dos bairros, no Estádio João Maria Siqueira, na Perimetral Leste. Haverá brinquedos gratuitos, campo de futebol e distribuição de cachorro-quente e refrigerante para as crianças que frequentam até a 7ª série nas escolas Presidente Costa e Silva e Criança Feliz. Às demais, haverá comercialização de lanches e bebidas. Crianças de outros bairros poderão participar. O lucro será revertido em favor da Liga Feminina de Combate ao Câncer de Tapera.
Baita sacada daquele pessoal para a Liga que realiza um trabalho fantástico em Tapera e toda a população poderá um dia se beneficiar dele. Ela não faz milagre, mas realiza um baita trabalho social aqui.
Parabéns ao presidente Duio e a todo aquele pessoal dos bairros.