Estamos há menos de 40 dias do Carnaval e não se fala no assunto em Tapera. A coisa está “fria” por aqui, diferente de outros anos em que nesta época o pessoal estava correndo atrás da fantasia do seu bloco e saber onde seriam as concentrações e festas.
Conversando com a gurizada soube que haverá apenas um bloco na cidade, com uns 100 integrantes, mas que ele não ficará aí. Aliás, nem baile no Clube Aliança haverá. Em plena noite de Carnaval haverá um evento particular no CA. Parece que a Rust oferecerá uma noite de folia este ano.
Em Tapera, tem muita gente que gosta de Carnaval, de todas as idades, mas infelizmente não se sabe por que eles não vão ao Carnaval quando tem baile.
Para 2018, bem que o Clube Aliança poderia reunir o pessoal dos blocos e montar alguma coisa aqui. E se todos cederem um pouco poderão fazer um grande baile. Fica a dica. O Carnaval já não é mais aquela festa de antigamente, mas continua sendo Carnaval.
Ao invés de se direcionar contra quem teve culpa pelas 242 mortes da boate Kiss, a Justiça está mirando contra quatro pais a pedido de um promotor que se sentiu atingido moralmente por eles, em uma clara ação de corporativismo do Ministério Público gaúcho. Agora, ao que se vê, são os pais os culpados pelas mortes da Kiss. É o que está parecendo.
Um pai, se superou no Fantástico de domingo, quando disse que trocaria com o promotor ter o seu rosto espalhado pela cidade se pudesse ter o seu filho de volta. Uma mãe, por sua vez, disse que apenas deseja entender tudo que aconteceu e dar um fim no caso para que todos possam descansar. E aí entram em cena aqueles advogados preparados com seus discursos bem elaborados, que só quem opera no meio entende. E o foco, as mortes dos jovens, está sendo esquecido.
E nesta quarta-feira os pais das vítimas vão acionar o Brasil na Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Vão em busca de Justiça, coisa que o seu País não consegue lhes dar. Saia justa.

A morte de Teori Zavascki foi acidente ou queima de arquivo? Mas, justamente quando os grandões das empreiteiras iriam abrir o bico na delação premiada. Estranho isso aí. Muito estranho.
Ouvi falar em Ives Gandra Martins Filho para a vaga de Teori Zavascki no STF. E sobre a relatoria da Lava Jato ela poderá ser de qualquer ministro, menos de Ricardo Lewandowski e de Dias Toffoli, por razões óbvias.
Giba é o novo comandante do América para a disputa da Série Ouro 2017. E o homem chega com a missão de renovar o grupo e torná-lo competitivo na elite do futsal gaúcho. Enfim, fazer com que o time cresça e mantenha este crescimento até o final da competição.
Também, que deverá ter o grupo na “mão” e possa cobrar dele quando houver necessidade. A sua divisão vem atrapalhado a equipe em quadra e isso precisa ser corrigido fora dela.
Em Tapera, a noite exerce um fascínio misterioso sobre os atletas de fora, capaz de paralisar seu futebol. Não sei o que acontece. Deve ser o clima noturno. E tem ainda uma casa nos altos da Avenida XV de Novembro, que ferve à noite, segundo a vizinhança. Enquanto isso em quadra…
O time começa o ano atropelando os demais na Copa Alto Jacuí e depois, na Série Ouro, quando é para valer, desanda feito pudim ruim. A ideia não é chegar à final da Ouro, mas fazer bonito frente aos adversários, ainda mais que ASIF, Guarany e SASE vão querer vencer o América a todo custo, afinal é o mais vitorioso de todos eles da região.
Enfim, o novo “chefe” chega para montar um time brigador, resolver os problemas que foram aqui elencados e levar a desconfiada torcida ao Poli. Esta é, pois, a sua missão em Tapera nesta temporada.
Já devem ter dito ao Giba que sou o maior corneteiro do time na cidade, o que é uma inverdade. Na verdade, sou o único profissional de imprensa da terrinha que manifesta sua opinião e, além do mais, é torcedor da equipe. No meu lugar no Poli, nos jogos, vibro e xingo muito a cada lance. E quando o time vence ou quando perde sempre digo que o grupo foi o responsável pelo resultado. Com o passar do tempo o Giba verá e tirará suas próprias conclusões sobre este escriba.
Desejo ao novo treinador boas vindas e que tenha muito sucesso aqui.
A Câmara de Vereadores de Carazinho, em recente sessão extraordinária, aprovou, por 11 votos a 01, o projeto de lei que autoriza o leilão das usinas de Colorado (Tapera) e Mata Cobra (Carazinho), pertencentes a Eletrocar.
A situação da empresa, que pertence ao município de Carazinho, é delicada e a venda das usinas seria a melhor saída para ela.
Não sei, mas alguma coisa me diz que a Coprel de Ibirubá vai aumentar sua produção muito em breve.
Em Selbach, Coprel e Eletrocar dividem o fornecimento de energia elétrica no município. A população da cidade, atendida pela Eletrocar, se queixa há anos do produto recebido.
Neste domingo (22), no Globo Rural, edição 1.900, fizeram um programa inteiramente voltado ao ipê amarelo, destes que temos muitos exemplares aqui em Tapera.
Segundo um dos entrevistados, o ipê é a árvore que mais retira água do solo e a joga na atmosfera. Uma só libera mais de 2 mil litros de água por dia. Que tal?
E a árvore tem um valor comercial muito alto sendo ainda bastante procurada no exterior.
A árvore símbolo do Brasil é o pau brasil, que existe em pouca quantidade no território nacional e que já foi considerado muito importante em nossa história e economia. Existe um projeto no Congresso Nacional, parado, que quer mudar o pau brasil pelo ipê amarelo, que tem mais a ver, pela sua quantidade e cor.
Falar da importância de uma árvore é desnecessário, mas apenas duas coisas pode-se falar do ipê: a sombra que ele dá no verão e a beleza de suas flores na primavera. Até no chão elas são belíssimas.
E quanto ipê amarelo já foi cortado aqui em Tapera nestes anos todos, não?
Aos poucos Tapera começa a ter contornos de cidade grande. E uma das muitas características de uma cidade grande é que ela não para à noite. Nem para dormir. Essa madrugada, na Avenida Dionísio Lothário Chassot, um profissional, solitário, estava operando uma máquina de cortar lajotas, certamente melhorando uma calçada naquela via. Isso às 04h. Quem conseguiu dormir até ali foi uma beleza. Depois disso…
Tomara que hoje não tenha repeteco.
E este será mais um dia que vai demorar a passar.
E o relator da Lava Jato, ministro Teori Zavascki, morreu nesta tarde vítima de acidente aéreo no Rio de janeiro. E já começa a teoria da conspiração e não faltará quem garanta que o avião foi abatido em pleno voo.
Agora, analisa uma coisa: uma operação – Lava Jato – em pleno curso que mexe com o poder do País e tem o seu relator morto. Estranho, no mínimo. E justo agora que as empreiteiras iriam abrir o “bico”. E quem assumirá a relatoria no lugar de Zavascki?
Alguém me disse que o presidente da República deverá indicar novo nome para assumir o Supremo e também a relatoria da Lava Jato. E como procederá esse próximo? Entrará no STF limpo ou já carimbado?
Não sei, mas a Lava Jato está com os dias contados. Alguma coisa me diz isso. O Brasil foi longe demais nesta ação de limpeza e não será desta vez que acabaremos com a corrupção no País e colocaremos nas grades os grandes ratos. Tomara que eu esteja errado.
A Lava Jato vai acabar em pizza. Como tudo no Brasil. Será?
Em ação inédita até aqui, uma sobrevivente do incêndio da boate Kiss, que dia 27 completa quatro anos, obteve na Justiça uma indenização de R$ 20 mil. A assombrosa quantia deverá ser dividida entre os donos da boate, o município de Santa Maria e o Estado. Dará pouco mais de R$ 6,6 mil para cada um. Os três ainda poderão recorrer da decisão no STJ.
R$ 20 mil por uma vida. Isso é um absurdo.
Agora, se aquele músico não tivesse acionado aquele artefato pirotécnico naquela fatídica madrugada, a vida teria seguido normalmente e nossos três jovens taperenses estariam por aí, alegrando a vida dos seus familiares, namorados e amigos, enfim cumprindo seu papel de jovem em preparação para o futuro.
Esse caso da Kiss ainda vai longe e poderá resultar em nada, lamentavelmente. Estamos no Brasil e aqui ninguém fiscaliza nem cobra.
Comparar o Carnaval do Rio de Janeiro com o agronegócio brasileiro é mais ou menos como comparar uma Ferrari com um Gol. Estou falando em grau de importância ao País (e à população).
Estou me referindo à nota que o presidente da Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense lançou defendendo a letra do samba enredo da escola que ataca o agronegócio e que causou mal-estar no meio agrícola nacional. Bem que o senador Ronaldo Caiado poderia propor uma CPI à Casa para sabermos a origem do dinheiro que sustenta o Carnaval carioca e que todo o Brasil sabe de onde vem. E em tempos de Operação Lava Jato por que não.
Não sou agricultor, nem tenho procuração para defendê-los, mas sei de onde vem a comida que acomodo diariamente sobre minha mesa e que me sustenta.
O Carnaval é importante para o Brasil, sim, e emprega muita gente, mas é preciso ter respeito (e consciência) com quem contribui com o desenvolvimento deste País e o mantem nos trilhos.
A propósito. Sobre o PIB nacional. O Carnaval entra com quanto no bolo?
Prefiro comida à folia. Não foi sempre assim.