O Brasil é mesmo uma coisa sui generis. Nada mais nada menos do que cinco, eu disse cinco, ex-presidentes seus estão sendo investigados pela Justiça por corrupção: Dilma Rousseff (PT), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Fernando Collor de Mello (PRN) e José Sarney (PMDB).
Nunca, em nenhum País do mundo, em toda a história da humanidade aconteceu algo semelhante. Não lembro de um fato assim. Nem em republiquetas se viu uma coisa dessas.
Que vergonha isso. É constrangedor.
Bastou o ministro Edson Fachin divulgar a lista dos políticos e autoridades delatados pelos dirigentes da Odebrecht para acontecer o que já era esperado. Todos os 76 denunciados na megadelação, que dá início ao processo de investigação, correram para dizer que são inocentes e que provarão isso em juízo.
Quem se dispôs a fazer delação, depois de preso, também dizia ser inocente. Pelo jeito, a prisão dos delatores foi um ótimo remédio de recuperação da memória.
Quem é denunciado em uma delação é investigado pela Polícia Federal. Só depois de uma correta (e completa) investigação, com a produção de (boas) provas, é que a Justiça saberá se o delator disse ou não a verdade e se o delatado é ou não idôneo. É bom lembrar que o delator só tem direito a redução de pena se o que relatou for comprovado através de (boas) provas.
Vem cá, tem alguém que presta naquela cidade? Pelo jeito como vai a coisa seria bem mais fácil (e prático) a Justiça investigar quem não é sujo e punir o resto. Mas, será que sobrariam muitos?
O nível de podridão do Brasil está insustentável e a culpa é só nossa, dos eleitores, que teimam em eleger gente podre uma porção de vezes.
E até a gauchada junto, agora. Eles serão investigados. Pode não ter nada, mas o estrago já está feito.
O advogado aquele de Passo Fundo, que lesou milhares de pessoas com as ações da antiga CRT, ficou preso por cinco meses e depois foi solto. Segundo a Polícia Federal, pelas sua contas passaram mais de R$ 2,8 bilhões, entre 2011 e 2015. O homem continua solto e ninguém foi ressarcido ainda. E ele não deve estar passando necessidade. O crime compensa, sim.
Em Sarandi, uma empresa resolveu captar dinheiro da comunidade pagando juros acima dos praticados pelo mercado. O pessoal gostou de ganhar dinheiro fácil que se atirou de cabeça. A coisa foi até que todo mundo quebrou. Dinheiro que vem fácil vai fácil. Não existe milagre quando se trata de dinheiro. A ganância é o grande mal da humanidade. E é ela que lhe tira do rumo.
Primeiro foi em Ibirubá, depois em Tapera e agora em Colorado e Lagoa dos Três Cantos e já se tem notícias de que aconteceram em outros municípios da região e também de fora dela. O pessoal anda saqueando túmulos em cemitérios a procura de metais, possivelmente para compra de drogas. Não se sabe a procedência dessa gente, se são da região ou de fora dela, mas ao que parece estamos diante de uma quadrilha. E a polícia deve estar atenta, com toda certeza.
Nesta segunda-feira, 10/04, o governo Volmar/Jorge completa 100 dias. É um período curto se comparado ao tempo que ficarão à frente da Prefeitura e que, por isso, não se pode cobrá-los. E as cobranças já estão acontecendo em todos os lugares, mas principalmente nas redes sociais. Só que a maioria delas é ranço político, de quem perdeu um pleito e não entendeu isso.
Acho injusto cobrar uma administração antes de um ano. É preciso dar a ela 12 meses para que se ajuste e comece a governar, de fato. Antes disso é um crime atacá-la ou mesmo apressá-la.
O Volmar, que foi vice do Ireneo (Orth), deverá criar sua própria marca, pois fatalmente carregará o peso da comparação nestes quatro anos, o que também é injusto, pois cada um possui características completamente diferentes do outro. Enquanto o Ireneo tinha um pensamento o Volmar deverá ter outro e precisará da ajuda do seu secretariado nesta jornada. É imprescindível isso. O atual prefeito deverá manter o que está aí. Grande obra não será necessária, a não ser que o seja. Dando uma atenção especial à Saúde, à Educação, à cidade, aos bairros e ao interior estará muito bom.
Assim, nada de comparações entre o ex e o atual prefeito. É preciso deixar o homem trabalhar lá nos altos da Progresso e só depois de um ano é que se poderá cobrá-lo. Mas, sugestão ou crítica construtiva são sempre bem-vindas.
Por outro lado, é bom que os novos administradores saibam que o cronometro foi acionado e o tempo corre e sempre há muito o que fazer e a paciência das pessoas é curta como um piscar de olhos.
Um ano, gente. Antes disso é covardia.
A cidade de Tapera está bonita para receber as milhares de pessoas que aqui virão para ver a Toca do Coelho, que acontece até o dia 16, no Tenarião. Pois, nesta madrugada algum sem noção bêbado, chapado ou de mal com a vida, com uma moto, patinou sobre a grama e as flores do canteiro localizado em frente a Fotolândia Digital. Não satisfeito, o “bonito” ainda chutou a placa do coelhinho que anunciava o maior evento do município. Para azar do ilustre cidadão existem câmeras de monitoramento no Centro e certamente devem ter captado a bela imagem. E, não me surpreenderá se o referido for chamado para prestar depoimento na Policia Civil e a responder inquérito por dano ao patrimônio público. Cadeia não dá, mas o cara vai adorar ter de gastar com advogado e a ressarcir o dano causado.
É bom quando mexem no bolso da gente. Isso nos deixa espertos.
Seguidamente escrevo que o América errou e tem alguém que toma suas dores e berra alto contra este escriba. Pois bem, na segunda-feira, 03/04, na apresentação do time para a temporada 2017, no Clube Aliança, o Dr. Beto Henrich, um dos cardeais do clube, disse em alto e bom tom, reconhecendo, que o time errou no ano passado e nos anos anteriores e que neste a direção estará mais presente para que eles não se repitam. Depois, na Rádio Cultura, reforçou o que havia dito em sua manifestação.
Não se quer aqui, de forma alguma, punir a equipe. O que passou passou e vamos olhar para frente e procurar acertar, sempre. E, se por ventura, um problema surgir, que ele seja resolvido na hora, não deixando a coisa correr para depois não haver mais solução. É preciso acertar e seguir.
Outra coisa que o Dr. Beto disse na mesma entrevista é que é o time quem chama a torcida. Coberto de razão.
E na sexta-feira, 07/04, ouvindo o treinador Giba na Rádio Cultura, este disse uma coisa certíssima. Disse que quer ver seu time brigando e se entregando nos 40 minutos. Perfeito! É isso que queremos aqui em Tapera.
E hoje à noite o América recebe a SASE, de Selbach, pela 2ª rodada da 3ª Copa Alto Jacuí Sicredi de Futsal, precisando vencer, pois está na última posição. Uma vitória, dependendo do escore, colocará o time na segunda colocação, atrás apenas do Guarany.
Todos ao Poli, empurrando a nova equipe americana. Será o grande momento de Tapera conhecer seu novo time.
“Simbora, Poli”.
Nesta semana, conversando com alguns amigos agricultores quis saber deles como anda a colheita da soja na região e os mesmos me deram um monte de números como médias alcançadas. No final das contas soube que estas grandes médias aconteceram em algumas partes da lavoura e não em sua totalidade e que esta deverá ficar mesmo entre 65 e 70 sacas, o que não deixa de ser um baita resultado.
Falando nisso lembrei de quando a comercialização de soja iniciou aqui na região, no final dos anos 60 e início dos 70, com o empresário Osvaldo Henrich, que montou o seu negócio de recebimento do grão no prédio localizado na esquina do Tenarião, entre as ruas Tiradentes e Mauá, e onde hoje está o escritório dos seus familiares.
Lembro que, naquele tempo, enquanto brincávamos nos montes se soja, víamos o pessoal trazendo sua produção em carretão puxado por um trator. Imagine… Hoje em dia, a coisa é feita em grandes caminhões que precisam aumentar de tamanho a cada safra devido ao aumento da produtividade.
E falando em produtividade, lembro também que o pessoal falava e enchia a boca para dizer que colheram 15 sacas… por saco, de média. Hoje, algo assim não tem explicação e a alta tecnologia proporciona médias muito mais altas.
Depois disso o pessoal passou a falar em 20 sacas e alguns anos depois em 30, aí já por hectare, até que se chegou à média de 40 sacas por hectare, num passado não muito distante. Hoje, com a agricultura no estágio em que se encontra o pessoal chega a 75 sacas fácil e em alguns anos atingirão as 100 o que deixaria o Brasil ainda maior no setor e muito bem na “foto”.
O problema seria o preço do produto e os resultados das lavouras nos EUA, mas aí é outro problema, que não depende do nosso agricultor. O tal do mercado.