Nesta quarta-feira (20), nós gaúchos comemoramos nosso dia. Na verdade, comemoramos a Revolução Farroupilha, no qual a gauchada se revoltou contra o império pelas medidas adotadas contra si. A luta durou 10 anos e foi terminada com um acordo, após muitas mortes dos dois lados. Não houve vencedores nem vencidos e tanto o império como o Estado ganharam e perderam no campo político e econômico.
O engraçado é que a data marca o início do conflito (20.09.1835) e não o fim dele (01.03.1845 – dez anos depois), como normalmente acontece.
Não quero me alongar muito nesta história, apenas lembrar de uma parte do nosso hino: SIRVAM NOSSAS FAÇANHAS DE MODELO À TODA TERRA. Quais façanhas, sabendo que o Rio Grande amado de Deus está nesta pindaíba há mais de 30 anos?
É, gauchada, está na hora de a gente levantar, sacudir a poeira e começar a viver e a fazer diferente por que do que jeito que estamos levando nós não vamos a lugar nenhum. Está feia a coisa no pago velho, paisano.
Será que o Brasil está de fato mudando? Sim, por que grandões estão indo para a cadeia acusados de corrupção, entre outros crimes. E se os reis não estão se queixando da falta de provas não serão os peões que gritarão pela falta delas. E o pessoal está metendo forte contra o sistema. Só contra o sistema. Que tal?
Mas, será que o Brasil está mesmo mudando? Agora, bem que o povo poderia começar a mudar também, principalmente, quando na urna. Chega de se vender por nada, trocar voto por migalha. Vamos deixar de sermos miseráveis e vamos virar gente de verdade, de valor.
E até o STF entrou na roda. É o clamor do povo brasileiro querendo que seu País mude. Quem manda é a lei, mas ela pode ser mudada se o povo assim o quiser. Ah, se o povo brasileiro soubesse a força que tem.
A nossa insanidade é tão grande que elegemos quem nos rouba: políticos.
Idolatramos quem nos menospreza: artistas.
Desvalorizamos quem nos ensina: professores.
E não ouvimos quem nos protege e ama de verdade e eternamente: pais.
Por que isso acontece?
Quando alguém ultrapassa os limites da lei daí é que há violação da autoridade?
Levar muito dinheiro de forma ilícita pode. Depois, se a Justiça descobre, aí é excesso e abuso de autoridade?
POR FAVOR!
Soube que a Sicredi Integração Rota das Terras RS trará a Tapera, para uma palestra, o jornalista Caco Barcellos, o chefe do programa Profissão Repórter, da Globo.
Para quem não conhece esse gaúcho de Porto Alegre, trata-se do melhor jornalista do Brasil. E na minha modesta opinião de 35 anos de estrada, ele, juntamente com Cesar Tralli, Pedro Bial, Ernesto Paglia e Ricardo Boechat são os maiorais do jornalismo brasileiro. Tem mais, mas a “ponta” está aí. E tem muita gente esforçada no meio que até tenta parecer bom, mas é uma questão de pedigree. Tem colegas e apresentadores que adoram parecer inteligentes na pergunta e no domínio do assunto.
Caco Barcellos tem bagagem de sobra para contar e o mais importante: não se “acha”.
Essa palestra não dá para perder.
O que será que há na pasta rosa do sistema Drousys, em mãos do juiz Sérgio Moro, da Operação Lava Jato?
O sistema Drousys, do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, foi criado para gerenciar requerimentos de propina e repassá-los aos entregadores, que por sua vez fariam chegar os recursos aos destinatários finais. As comunicações eram feitas justamente através do Drousys, um sistema de intranet ao qual funcionários da empreiteira tinham acesso. Muitos requerimentos estão em poder da Justiça.
Que tal? O pessoal enviava pedidos à Odebrecht pedindo dinheiro para si e para companheiros. A empresa repassava e guardava recibo junto com os pedidos. Está lá, tudo na mesa do “juizeco”. Será que não existem provas contra os réus?
Até 27 de setembro, qualquer cidadão poderá ajudar a Câmara dos Deputados a montar a pauta de votação de projetos: www.pautaparticipativa.leg.br.
Na área de segurança, o projeto que revisa o Estatuto do Desarmamento está na frente.
A proposta para liberar o porte de arma no campo e a Lei Antiterrorismo também aparecem no topo.
Vamos ver o que os brasileiros querem para si.
Aliás, eu sobre o desarmamento, tenho minha opinião formada.
O Instituto Paraná realizou pesquisa nacional online, entre 2 e 5 de setembro, com a seguinte pergunta: “O Sr(a) concorda ou discorda da postura do ministro Gilmar Mendes do STF?”
As respostas: Discorda: 84,1% – Concorda: 10,1% – Não sabe/Não opinou: 5,8%.
Esse cidadão nunca me fez nada, mas fecho com a maioria. Aliás, ele, como seus colegas, está lá por apadrinhamento. E graças a uma indicação dessas se enriquece um currículo.
Na última sessão da Câmara de Vereadores de Tapera o vereador Colares (PTB) entrou com proposição solicitando à Prefeitura a instalação de um quebra-molas na Avenida Dionísio Lothário Chassot, próximo à Rua Júlio Henrich. O objetivo, claro, é reduzir a velocidade dos apressados, que não são poucos na cidade, e garantir a segurança dos pedestres. Segundo e vereador Buxa (PT), um quebra-molas custa em torno de R$ 4 mil. É uma grana considerável para uma elevação. O negócio, então, é instalar tachões, um pouco maiores dos que estão aí.
Agora, não seria o caso de conscientizarmos nossa gente? O pessoal aqui tem muita presa e chumbo no pé direito. E isso acontece em todos os pontos da cidade. A alta velocidade aqui parece ser uma coisa cultural. Coisa de louco isso.
Mas, o correto é o nosso povo ter consciência quando ao volante. Andar na “manha” é bom para garantir a segurança de todo mundo. Se você corre você corre o risco de atropelar alguém e deixá-lo machucado ou paralisado e até matá-lo. E essa pessoa pode ser da sua família. Que tal? Já pensou nisso?
Vamos começar a andar também com a cabeça?
Vejam só como nossos amados políticos deixaram nosso País. Temos uma presidente impedida, um ex-presidente envolto com a Justiça até o nariz e o atual também está se afogando em escândalos e na mira da lei. E existe uma lista enorme de grandes figurões presos ou que estão a caminho de uma penitenciária.
Mas, o que essa gente fez com o Brasil? E a culpa é de quem? É nossa que somos umas coisas quando em frente da urna. E trocamos nosso voto por misérias. Como vamos querer um País melhor se a gente não sabe nosso próprio valor?
Não digo que casa de tolerância seja desorganizada, mas lá a libertinagem corre solta. No Brasil acontece a mesma coisa.