Blog do Sarico

Seleção fiasco


Ontem eu perdi o meu tempo assistido Brasil e Paraguai. Me arrependi de não ter assistido algum filme ou documentário.

Eu já escrevi aqui que essa geração de “craques” não ganhará nada, por que não está preocupada em vencer. Ela só se preocupa com o que vai comprar depois do jogo ou mexer no celular para ver a sua conta corrente.

E o que tem de “craque” que quando veste a amarelinha parece que ela o queima. É impressionante isso.

Agora, quem é que convoca esse pessoal? Será que é mesmo o treinador?

As duas sedes do CTG


Como estamos vivendo mais uma Semana Farroupilha aqui no Rio Grande do Sul, vou aproveitar o gancho para contar parte de uma história de Tapera que tem muito a ver com a data máxima dos gaúchos.

Dia desses, no grupo de WhatsApp “Amigos de Infância”, do qual faço parte, o Ramon Arenhardt, tradicionalista que reside no MT, comentou sobre o aniversário de 46 anos do CTG Guido Mombelli aqui de Tapera (RS), e outro integrante do grupo, o Feca, que reside em Esteio pediu se a entidade fora fundada ou reativada, gerando uma dúvida no grupo. Então, o Ramon respondeu que o Guido Mombelli fora fundado e que o antigo não existia mais, e que não sabia o seu nome, apesar de ele estar localizado próximo à sua casa, no antigo Salão Azul.

Aí apareceu o Necão Di Domênico para clarear os fatos sobre a questão. Segundo ele, o antigo CTG tinha CNPJ e teve o seu pai, Euclides, como fundador e seu único patrão.

O Necão contou que, pela amizade e proximidade que a sua família tinha com os Mombelli, a empresa cedeu a sede dos seus funcionários, o Salão Azul, que ficava ali na Rua Coronel Gervásio, onde está hoje o Centro de Treinamento, para ser o galpão crioulo do mesmo e, em agradecimento pela cedência do espaço, que ficou sendo administrado e mantido pelas duas instituições, foi decidido em ata homenagear o patriarca Guido Mombelli com o nome do CTG. Mesmo assim, o galpão foi sempre chamado de Salão Azul.

Conforme o Necão ainda, eram tempos difíceis e estar trajado a gaúcho era considerado ser “colono”, mas com o passar do tempo as coisas foram acontecendo. A entidade durou vários anos e foi considerada uma das melhores do Estado. A sua invernada campeira era do CTG Sinuelo das Coxilhas, de Espumoso, que se apresentava com o nome do CTG taperense. Anos depois, em 1978, foi fundado o novo CTG, com invernadas artísticas e a parceria com o CTG espumosense foi mantida.

Com a criação do novo CTG, o nome Guido Mombelli foi mantido e que segundo ele, o seu começo não foi nada fácil pela falta de credibilidade, mas com muito trabalho e muito apoio o mesmo foi crescendo e a entidade está aí hoje firme e forte. O nome do galpão crioulo do GM leva o nome do pai do Necão, Euclides Di Domênico. Ainda, que o filho dele, o “Kiko”, doou a madeira para a construção do assoalho da nova entidade.

O Necão conta ainda que em 1972, num dos rodeios de Vacaria, o pai dele propôs ao amigo José Mendes, autor de “Para, Pedro” e tantos outros sucessos gauchescos e que passou por Tapera antes da fama, tendo ajudado na construção da canalização que passa por debaixo da cidade, para que representasse o CTG pedido que foi aceito por ele e ainda conquistado o primeiro lugar. Foi a única vez que Tapera ganhou um primeiro lugar em Vacaria. E depois da fundação do novo CTG (1978) o mesmo participou de outros rodeios de Vacaria, sem competir.

Tempos depois, o José Mendes se apresentou aqui na região e estando em Tapera foi brindado com um jantar na churrascaria do Mansueto Corazza, que ficava na Avenida XV de Novembro, ali onde está hoje o Hotel Walensa, e depois dormiu na casa dos Di Dômenico. O Necão lembra também que ganhou do Zé Mendes um lenço de seda branco, que ele guarda até hoje.

A propósito. O Salão Azul tinha este nome por que era pintado de azul, a cor preferida de Guido Mombelli, fundador do Curtume, e todas as casas da empresa entregues aos seus funcionários tinham a mesma cor.

E aqui foi mais uma parte da história de nossa bela e amada Tapera que divido com meus leitores e amigos. E agradeço ao Necão pela colaboração.

Em tempo. Estou levantando a história do Salão Azul, atendendo a pedidos.

 

Não dá para misturar


O Manuel era um descendente de portugueses nascido no Brasil que tinha uma padaria na cidade onde morava. Era um homem bastante popular no lugar e se envolvia com a sua comunidade: associação comercial, associação do bairro, clube, escola, time de futebol e até na igreja tendo, inclusive, presidido todos eles.

Um dia, o partido político do prefeito o convidou para ingressar na política. O primeiro mandatário, então, lhe disse que poderia começar como vereador e mais tarde poderia vir a substituí-lo, se assim o quisesse, pois, o partido via potencial naquele comerciante de sucesso. Manuel, homem simples, mas muito sábio, educadamente devolveu dizendo que a política é ruim para os negócios:
– Agradeço o convite, senhor prefeito, mas tendo negócio a gente mais perde do que ganha. Além disso, o meu concorrente está sempre de olho em mim e nos meus clientes e os meus clientes poderão me abandonar pelas decisões que eu vier a tomar e pelo que terei que defender no plenário, no palanque e na rua. E, de repente, até os meus amigos e parentes poderão se incomodar comigo. Muito obrigado pelo convite, mas preciso declinar dele.

Essa é apenas uma das razões que levam as pessoas a não entrar na política. Existem outras tantas, também, que fazem pessoas altamente capacitadas não sentirem atração pela política que a tudo comanda.

E isso foi comprovado neste ano em Tapera.

Frase de para-choque


Nesta semana, trafegando pela ERS 223, me deparei com um caminhão que trazia no seu para-choque a seguinte frase: “Se o plano não deu certo, mude o plano não a meta”.

Os comícios de antigamente


Estamos vivendo mais uma campanha eleitoral aqui em Tapera (RS) e, com ela, vem os comícios e tudo mais. Neste ano, ao que parece não teremos comícios aqui, o que é uma pena por que não teremos a oportunidade de ver os nossos candidatos de falar diretamente ao eleitor tentando levar a sua imagem e também a sua proposta à comunidade para que ela tenha uma ideia em quem votar. Ou não votar.

Eu entrei em contato com a direção dos partidos políticos aqui para saber se eles realizarão comícios nesta eleição. O PT revelou que fará apenas um, no centro, perto da eleição, e que já solicitou à Prefeitura a reserva de uma rua. PL e PP estão estudando se farão um também perto da eleição.

Agora, falando em comícios, lembro dos de antigamente, na cidade e no interior. Os partidos iam em peso para as comunidades, nos seus pavilhões, para apresentar os seus candidatos a prefeito, vice e vereadores e todos eles falavam. Muitos moradores da cidade também iam para o interior o que aumentava o tamanho dos eventos. Depois das manifestações, era servido cachorro quente e bebidas gratuitos e aí os candidatos aproveitavam para fazer o corpo a corpo na busca de votos. Hoje, isso não acontece por força de lei. E havia ainda o último comício que reunia muita gente com a participação de simpatizantes e também de adversários que lá iam para ver as propostas e o desempenho do “outro lado”.

Esses comícios na cidade, fechavam ruas inteiras com o pessoal se aglomerando para ouvir as propostas de cada um. E a coisa era demorada por que muita gente falava. Primeiro os candidatos a vereador, depois alguma autoridade presente, o vice e, por último, o prefeito, que era ovacionado com muito foguete e barulho e a cada frase falada a galera ia ao delírio com gritos e palmas prolongadas. E não faltava os “muito bem!”.

Cansei de ir em comícios no interior e também aqui na cidade, no início com a minha mãe, e testemunhei grandes personalidades locais no palanque discursando, na defesa ou no ataque. Muita gente boa passou pela política taperense, lembro.

Hoje, os tempos são outros, com muita coisa que podia antes hoje não pode mais devido a lei, assim, os candidatos farão o que puderem para convencer o maior número de pessoas a votar nele ou no seu partido.

Em tempo. Debate, que o pessoal tanto pede, dificilmente acontecerá, assim como pesquisa publicada. Os partidos farão as suas pesquisas, mas não oficial, apenas para consumo interno, para ver como estão os candidatos na “foto” e, a partir dela, traçar a melhor estratégia para a reta final da campanha.

O excesso de tela faz mal


Numa noite dessas, assisti a uma entrevista em um canal de tevê fechado, onde uma psicóloga falava sobre os malefícios que o excesso de tela causa ao desenvolvimento das habilidades sociais e de linguagem de uma criança, em todos os dispositivos eletrônicos. E, por conta disso, até surgiu o mito do autismo virtual.

Segundo ela, o recomendado é que crianças de até 2 anos não tenham qualquer contato com nenhum tipo de tela. Essa é uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Dos 2 aos 8 anos o uso de telas está liberado para o período de, no máximo, uma hora por dia. E, apesar de hoje ser bastante comum as crianças com celulares nas mãos, o uso deste aparelho só é indicado após os 8 anos de idade.

Quando a criança fica exposta ao uso das telas por muito tempo, ela perde a oportunidade de praticar habilidades importantes como por exemplo manter contato com objetos físicos e a natureza, sujeita ainda a depressão, ansiedade, agressividade, falta de sono pela luz que o equipamento emite, obesidade, além de prejudicar desenvolvimento do seu cérebro.

Na matéria, a psicóloga enumerou uma porção de problemas que a tela causa à criança e disse que é importante o brincar e o interagir com pessoas e também a natureza, e ainda fazer uso de jogos que a façam pensar, pois a realidade é uma coisa e a virtual é bem outra, porque nem tudo na vida dela será resolvido na tela de um aparelho eletrônico.

O que destrói o ser humano?


“Política sem princípios, prazer sem compromisso, riqueza sem trabalho, sabedoria sem caráter, negócio sem moral, ciência sem humanidade e oração sem caridade”.

Mahatma Gandhi

Começa a busca pelo voto


A campanha eleitoral deste ano já está em campo aqui em Tapera (RS) com os candidatos tendo a mão o seu material de propaganda e indo atrás de votos. E assim, o pessoal fará visitas em casas e também em empresas. Muita gente estranha dará o ar de sua graça em todos os lugares, o que é normal, é do jogo democrático. E, afinal de contas, pedir não custa nada.

Mas assim, o(a) candidato(a) deve chegar na casa ou na empresa, entregar o seu santinho, a sua proposta de trabalho, pedir o voto e sair, afinal as pessoas visitadas precisam trabalhar e também descansar, se em casa. É muito importante ter este discernimento. Já os visitados, precisam receber bem o(a) candidato(a), afinal eles estão numa cruzada que não é nada fácil pois são 59 pessoas em busca de 11 vagas. E não custa nada receber bem a todo mundo, mesmo que a pessoa nunca esteve à sua frente.

E quem fizer o maior número de visitas e mais pessoas alcançar, com uma boa apresentação, conversa e proposta, receberá voto. Não todos no lugar, mas de grão em grão…, como diz aquele velho ditado.

Enfim, quem trabalhar mais e se dedicar mais terá êxito em 06 de outubro, afinal todo esforço tem a sua recompensa no final.

E lembrem-se. A única coisa que cai do céu é a chuva.

Guerra às plataformas digitais


Alguns países estão em pé de guerra com algumas plataformas digitais, dentre os quais, o Brasil. E é briga de bicho (bem) grande. Aqui, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, bateu de frente com a plataforma X, antigo Twitter, do bilionário sul-africano Elon Musk, pelo fato de ele não ter cumprido a ordem dada, na última quarta-feira, pelo STF, para indicar um representante legal no país no prazo de 24 horas, além de pagar as multas pelo descumprimento da determinação.

Segundo o ministro, há um perigo iminente na utilização do X por “grupos extremistas e milícias digitais nas redes sociais, com massiva divulgação de discursos nazistas, racistas, fascistas, de ódio, antidemocráticos, inclusive no período que antecede as eleições municipais de 2024”.

Vale lembrar que todas as plataformas digitais estrangeiras operantes no Brasil possuem uma representação – o que é obrigatório, de acordo com as leis brasileiras. E isso se faz necessário, entre outras razões, para que essas empresas (as chamadas “gigantes da tecnologia” ou “big techs”) recebam intimações judiciais para remover conteúdos ilícitos das redes sociais.

Além disso, não se pode deixar de destacar que a maioria das plataformas digitais possui um sistema de moderação de conteúdos, para filtrar postagens que violam os termos de uso das redes sociais – tudo isso, para tentar tornar o ambiente virtual menos hostil. E o X estava indo pelo caminho contrário, permitindo a livre circulação de postagens contendo pornografia, pedofilia, apologia ao cometimento de crimes e tantos outros horrores. Lembrando que, no Brasil, o direito à liberdade de expressão não pode ir contra outros direitos, porque, de acordo com a nossa Constituição, nenhum direito é considerado absoluto. Portanto, a moderação de conteúdos, pelas plataformas, não pode ser considerada uma forma de censura.

Se analisarmos a fundo, Alexandre de Moraes pode até estar se excedendo, ultrapassando os limites de seu cargo institucional, em uma briga pessoal com Musk. Mas, *apesar de injustificada*, essa sua atuação, de cobrar as plataformas digitais para que cumpram as leis brasileiras e invistam no fortalecimento do sistema de moderação de conteúdos das redes sociais, sinaliza uma grande urgência em nosso país: a de que haja uma lei para regulamentar a atuação das “gigantes da tecnologia” no Brasil, para que elas não cometam excessos/abusos, fazendo o que bem entenderem aqui. Porque, assim como outras empresas, sejam elas nacionais ou estrangeiras, elas estão sujeitas à legislação nacional, devendo cumprir as regras, que valem para todas.

Além de Brasil, Austrália, Inglaterra, Venezuela e União Europeia tem atrito com Elon Musk pelo mesmo motivo. Sob a bandeira da liberdade de expressão o bilionário desconsidera a legislação e a soberania das nações.

Já na semana passada, a França prendeu o russo Pavel Durov, dono do Telegram (aplicativo de mensageria privada), que está sendo investigado por suposta negligência da plataforma no combate à sua utilização para a prática de crimes, como a circulação de imagens de abuso infantil, fraude e tráfico de drogas. Ele foi preso e solto sob fiança, mas continua na mira da Justiça francesa.

E, nos EUA, o país está em guerra contra a chinesa TikTok, sob a justificativa de que a plataforma havia contribuído para a morte de uma adolescente, em 2021, a partir da recomendação de vídeos do “desafio de apagão” (blackout), em que os internautas são estimulados a se sufocar até desmaiar. Na verdade, os EUA pretendem diminuir a influência da empresa chinesa no seu território. E isso é um tanto curioso (e contraditório), porque os EUA são ferrenhos defensores das liberdades, mas, com essa pretensão de banir o TikTok no país, acabarão violando o direito da plataforma chinesa de exercer a sua liberdade econômica.

Ou seja: não é só o Brasil que está guerreando contra as plataformas – o que evidencia que o mundo todo está abrindo os olhos para o poderio dessas “gigantes da tecnologia”, as quais são capazes de afetar, até mesmo, a soberania dos países. Inclusive, a União Europeia já sinalizou que a plataforma X poderá ser banida nos países do bloco, caso Musk não respeite as leis locais que visam a coibir o discurso de ódio e as notícias falsas.

Sem entrar no mérito da questão das decisões destes países, eu acho que as redes sociais precisam ter limites, porque não é possível o pessoal (usuários e donos das plataformas) sair afrontado as leis e as pessoas de forma vil, irresponsável e impune. Moderação não é censura – mas uma limitação para que as redes sociais não sejam uma terra sem dono. É como um jogo de futebol: imagine ele sem um árbitro e sem regras previamente determinadas? Por isso, entendo que é preciso haver limites, com moderação dos conteúdos que são postados nas plataformas e punição às transgressões, dentro da lei.