Blog do Sarico

A violência contra a mulher em Tapera


Um tema que sempre chama a atenção e causa preocupação e revolta a todos é a violência contra a mulher – e as várias formas como ela se dá. Diante disso, resolvi saber como anda esta questão, aqui no município, a título de curiosidade.

Então, com a ajuda das policiais da Delegacia de Polícia (DP) taperense, consegui levantar as estatísticas, para mostrar à comunidade:

Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado, em 2020, houveram 72 casos de violência contra a mulher em Tapera. E, até o momento, em 2021, os casos somam 51.

Também perguntei quais são os tipos de violência praticados contra a mulher taperense. São eles:
– Ameaça: 33 (2020) e 24 (2021)
– Lesão Corporal: 13 (2020) e 7 (2021)
– Perturbação: 6 (2020) e 7 (2021)
– Vias de Fato: 7 (2020) e 3 (2021)
– Feminicídio: 0 (2020) e 0 (2021)

No site da SSP, não encontrei dados sobre feminicídio no município e a DP local não possui tal registro. Mas, conversando com pessoas mais velhas, que há anos residem na cidade, nenhuma delas se recordou da ocorrência de algum caso do tipo, aqui.

Então, a partir dessas estatísticas, é possível afirmar que, lamentavelmente, a violência contra a mulher também está presente em nossa comunidade – às vezes, pensamos que, por se tratar de uma cidade pequena, essas coisas estão longe de nossa realidade. Entretanto, os dados estão aí para comprovar o contrário.

Iniciaram as reformas no pavilhão do estádio da Progresso


Nesta semana, iniciaram as obras de reforma no pavilhão do Estádio Municipal Isidoro Gregório Simon, no bairro Progresso, aqui em Tapera. No projeto, está previsto a troca do telhado e do piso, o reboco das paredes internas e externas e reforma da copa e cozinha. Ainda, haverá a troca de janelas e porta, entre outras coisas.

O Juventude, que administra aquela praça esportiva, recebeu uma verba de R$ 250 mil indicada pelo deputado federal Giovani Cherini (PL) para a execução da obra. Tem ajuda da Prefeitura.

Arte do absurdo


O mercado das artes é outro mundo sem explicação que eu jamais entenderei, assim como a maioria do povo, tal qual o futebol, com seus números pelos salários pagos e valores das transações.

Nesta semana, o Hora1, da Globo, mostrou matéria sobre um quadro desconhecido do pintor holandês Vincent van Gogh, finalizado em 1882, e que está há 100 anos na casa de uma família holandesa. Conforme a mesma, o quadro não tem preço, sendo impossível avaliá-lo.

Aí lembrei que há um tempo atrás uma obra do mesmo artista foi adquirida por um milionário russo, por 100 milhões de dólares. E quanto será que valeria este mostrado na reportagem?

Já pensou pagar 100 milhões de dólares por uma tela? Eu não entendo patavinas de obra de arte, mas tem gente que fica horas na frente de uma “viajando”, e ainda consegue expressar o pensamento do autor.

O engraçado que todos esses mestres da pintura que o mundo criou ao longo do tempo, nenhum deles ganhou dinheiro com o seu trabalho quando vivo. No máximo, ganhavam quando vendiam uma paisagem ou imagem para ornamentar alguma sala, ou quando pintavam rostos e famílias quando solicitados. Quem ganhou (muito) dinheiro com suas obras, foram terceiros, na sua comercialização, séculos depois da morte do autor.

Homenagem à uma “figurassa”


Nesta sexta-feira (17), uma pessoa muito importante na minha vida, além de uma grande amiga e conselheira, Dona Tecla, minha mãe, estaria completando 90 anos.

Eu acho que ela partiu muito cedo e poderia ainda estar ao nosso lado, nos contagiando com a sua alegria e o seu alto-astral. Hoje, com certeza, seria um dia de muita festa, já que ela gostava muito de um “agito”.

A Tecla ficou conhecida em Tapera por ter vendido produtos da Avon por quase 50 anos. Ela fazia suas vendas a domicílio, indo nas casas de suas amigas e clientes. No começo, ela se deslocava a pé. Tempos depois, passou a contar com a ajuda de uma bicicleta cor de rosa, com um cestinho na frente, para ajudar a agilizar as entregas, até adquirir uma moto – meio de locomoção que lhe acompanhou até os últimos tempos de sua “carreira” de revendedora.

A “Tia Tecla”, como era popularmente conhecida, chamava atenção por onde passava, com sua motinho, andando devagarzinho, no seu “tranco”, sendo sempre muito respeitada no trânsito taperense, pois os motoristas, ao avistá-la, reduziam a velocidade para não assustá-la ou não atrapalhar a sua pilotagem. As buzinadas que ela recebia eram cumprimentos do pessoal, pois ela era uma pessoa muito bem quista pelos taperenses, tendo em vista o seu jeito dinâmico, extrovertido – e, por vezes, um pouco atrapalhado.

Contabilizando todo o tempo do exercício de sua profissão, é possível afirmar que a Tecla revendeu Avon para três gerações de famílias taperenses. Ainda hoje, muitas mulheres chegam até mim e se recordam da Tia Tecla, de sua moto e dos “batonzinhos” que ela distribuía para as meninas (eram batons em miniatura, que serviam como amostra das cores, para serem testados pelas clientes). Muitas das gurias que eram presenteadas com esses brindes hoje já são mães e, até mesmo, avós – uma prova de que o tempo passa, mas as boas lembranças sempre permanecem.

Além disso, entre anos 80 e 90, a Tecla também era conhecida por se fantasiar de Papai Noel e sair pela cidade, com sua bicicleta, na semana que antecedia o Natal, para distribuir balas para a criançada – que corria atrás dela, fazendo uma baita algazarra. E, nessa ocasião, o “Papai Noel” também recolhia as chupetas e as mamadeiras das crianças que prometiam entregar esses itens, em troca de presentes. No final da época do Natal, a Tecla chegava em casa com um saco abarrotado de objetos recolhidos – o que comprova o sucesso de sua façanha natalina, naquele período.

E, após a intensa programação, na véspera do Natal – que era a sua data favorita – ela ainda tinha ânimo e disposição para preparar toda a ceia, porque uma de suas satisfações era cozinhar e ser anfitriã. E, ainda, ela fazia questão de reunir a família ao redor do pinheirinho e, novamente, se vestir de Papai Noel, para entregar os presentes, para fazer a alegria dos netos.

A Tecla era uma mulher simples e humilde, mas muito batalhadora e inspiradora. Estava sempre de bem com a vida, gostava de estar maquiada e perfumada – o que não podia ser diferente. Ela também tinha paixão pelas suas plantas e pelo seu pomar; gostava de tomar chimarrão em frente à sua casa, recebendo os cumprimentos e acenos felizes de quem passava pela rua; e era muito devota de Nossa Senhora Aparecida, tendo organizado, durante muitos anos, excursões de romeiros, ao Santuário, em São Paulo.

Tudo isso é um breve relato da imensidão que foi a Tecla. Com certeza, ela fez a diferença e deixou um bonito legado em Tapera, principalmente, em termos de empoderamento feminino, elevando a autoestima das mulheres, por meio da revenda de seus cosméticos.

E ela, que durante anos recebeu o título de “Estrela Avon” – pelas metas de vendas atingidas – hoje, é uma estrela que brilha no céu, desde o dia 28 de março de 2013, quando nos deixou, aos 82 anos, deixando muita saudade e lembranças inesquecíveis de sua passagem por esse mundo.

E saiu a eleição na Câmara


Na noite da última segunda-feira (13) aconteceu a eleição da mesa diretora do Legislativo taperense, confirmando o que havia sido acordado pela bancada situacionista, com ampla maioria na Casa.

E, apesar de toda polêmica ocorrida nos últimos dias no município, e que foi destaque na região, a eleição transcorreu normalmente, sem incidentes, confirmando ainda o que eu havia noticiado aqui, sobre o acordo entre PP e MDB.

Na votação deu o esperado: presidente Solange Goettems (PP), vice-presidente Altemir “Krapa” Krapper (MDB), 1º secretário Márcio Paulus (PP) e 2º secretário Luiz Carlos “Pipe” dos Santos (PP).

A Solange ficará no cargo até 31 de dezembro, quando acontecerá nova eleição.

Diante de tudo que aconteceu em Tapera na última semana cabe repensar duas coisas:

1º – É preciso analisar (parte legal) todas as decisões a serem tomadas para que não se embarque em canoa furada, pois em tudo existe consequências, principalmente na política.

2º – É preciso ter respeito por todos. E nos dois poderes constituídos pelo voto do município.

E vida que segue…

As geadas em Tapera em 2021


Conversando com um agricultor aqui de Tapera, sobre o clima, este me falou que neste ano ocorreram 31 geadas no município.

Eu não lembro de um ano com tantos dias frios como está sendo este, no que ele concordou comigo.

Tá na hora do verão dar as caras, não tá?

Nunca, jamais diga


Retire do seu vocabulário três palavras: AZAR, POBRE e ÓDIO.

Em hipótese alguma as diga. O motivo você deve imaginar.

Hoje tem Câmara


Depois do ocorrido na última quarta-feira (08), na sessão da Câmara de Vereadores de Tapera – em que houve a suspensão da eleição da mesa diretora, gerando um acalorado bate-boca, que culminou no fim da mesma, e que foi notícia regional, na última semana – tudo leva a crer que, nesta noite (13), a sessão deverá se repetir e o novo líder da Casa deverá ser escolhido.

Na última sessão, eu apenas compareci, pelo fato de que haveria a eleição da mesa diretora – um evento excepcional – e eu teria de registrá-la, cumprindo, então, a minha função profissional.

Levando em consideração que houve o direcionamento da presidência ao vereador mais antigo – no caso, para o Aurélio Vicari (PTB), da oposição – no momento, é ele quem está exercendo a presidência da Câmara, até que haja nova eleição, para que, então, tome posse do cargo quem tenha direito.

Diante desse contexto, proponho o seguinte questionamento: não teria sido mais tranquilo e seguro trocar apenas a presidência e deixar o ano transcorrer?

Por fim, destaco que comparecerei na sessão de hoje e espero ser tratado com respeito, da mesma forma como sempre trato as pessoas. E peço desculpas se, eventualmente, minhas palavras não agradam, entretanto, devo reiterar que, enquanto cumpridor de minha profissão, estou à serviço da comunidade, a qual merece ser informada sobre os fatos que ocorrem em seu meio – especialmente, no que diz respeito ao Legislativo, que é a casa do povo.

Delegada a caminho


Na tarde da última sexta-feira (10), na PUC, em Porto Alegre, aconteceu a formatura de 31 novos delegados da Polícia Civil.

Ao todo, 22 homens e 09 mulheres, com idades entre 26 e 43 anos, concluíram o curso de formação profissional pela Academia de Polícia Civil (Acadepol) e estão oficialmente nomeados. Eles tomarão posse nesta terça-feira (14) e deverão começar a trabalhar até o final desta semana.

Pela informação que recebi, um casal de delegados estaria vindo para cá. A delegada seria lotada no município e o delegado em Espumoso.

Segundo um policial da DP local, antigamente nenhum policial queria vir trabalhar em Tapera, mas hoje, graças a ajuda da comunidade, que apoia a Polícia Civil, tendo inclusive colaborado na reforma da DP, o município passou a ser um bom lugar para se trabalhar. Ele me contou também que boa parte das DPs gaúchas funcionam em prédios antigos, tendo aqueles costumeiros problemas neles, diferente de Tapera.