Eu acordo cedo pela manhã e não consigo trabalhar sem barulho. A vida inteira foi assim, inclusive, no tempo de escola. Precisa haver “barulho” no ambiente, seja de televisão ou rádio, para que possa me concentrar – o que deveria ser, completamente, o contrário.
Mas, quando escuto rádio, naturalmente, acabo acompanhando algumas músicas tradicionalistas que embalaram a vida da gauchada no passado, e que ainda fazem sucesso hoje em dia. E aí passei a analisar algumas delas que, repetidamente, falam uma porção de coisas que enaltecem o gaúcho, por sua masculinidade e valentia sobre homens, animais, bailes e até mulheres. Tem uma, “Gaúcho amigo”, que o camarada passa o laço na mulher e depois ameaça meter uma bala no meio da testa de outra.
E isso não é uma exclusividade das músicas gauchescas. O funk, o sertanejo e outros gêneros musicais também apresentam letras bem controversas, que não condizem com o pensamento da sociedade atual. Basta fazer uma breve pesquisa no YouTube, para ouvir os exemplos e ter uma noção do que eu estou falando.
O fato é que os tempos mudaram e muito daquilo que era aceito no passado, hoje, já não condiz mais com o pensamento de boa parte das pessoas – e isso se reflete, também no consumo de cultura, como músicas, clipes, filmes, livros…
Então, no cenário de hoje, são inúmeros os fatores que precisam ser levados em consideração em uma composição musical, principalmente, a questão da letra – o que torna a produção das canções bem desafiadora, principalmente, para quem é cantor/compositor “das antigas”.
Enfim, penso que o mundo muda constantemente e a gente precisa evoluir junto dele. Inclusive nas músicas.
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, participou no último dia 12, de um evento sobre vacinação infantil contra a Covid-19, em Maceió (AL). E durante o ato, afirmou que até o dia 15, o ministério distribuirá vacinas suficientes para aplicar a primeira dose em todas as crianças com idade entre 5 e 11 anos no País.
Queiroga também defendeu a não obrigatoriedade da vacinação de crianças com essa faixa etária, mas pediu que os pais levem seus filhos para vacinar.
“O tempo deixa perguntas, mostra respostas, esclarece dúvidas, mas acima de tudo, o tempo traz verdades”.
Desconheço a autoria.
Na última sessão da Câmara de Vereadores de Tapera, a primeira deste ano, realizada na segunda-feira (07), o vereador Alcides Maldaner (PDT), antes de votar o projeto de lei 016, que trata sobre asfaltamento em algumas ruas na cidade, e que foi aprovado por unanimidade, cobrou do governo municipal quais ruas serão beneficiadas com a pavimentação. Segundo ele, a comunidade lhe pede os nomes das mesmas e ele não sabe lhes dizer. Acha que o Executivo deveria ter enviado junto com o projeto a relação destas ruas.
O vereador tem razão, afinal a comunidade quer saber quais ruas serão asfaltadas.
Eu não sei quais ruas receberão asfalto nesta nova leva de pavimentação, mas uma que precisa estar na relação é a Presidente Vargas, que liga a Avenida XV de Novembro a Avenida Tancredo Neves, nos altos do Bairro Progresso, onde estão o Centro Administrativo, o Fórum, o Ministério Público, a Brigada Militar, o Corpo de Bombeiros e a Secretaria de Infraestrutura.
E, de repente, até a Avenida XV de Novembro.
A Genial/Quaest realizou neste mês nova pesquisa para presidente. Os números desta feita: Lula 45%, Bolsonaro 24%, Moro 9%, Ciro 8% e Doria 3%. Os restantes 11% estão divididos entre outros nomes, brancos e nulos.
Pelo que estamos vendo esta eleição será polarizada entre Lula e Bolsonaro. A terceira via, esperada por aqueles que não querem nem um nem o outro, não tem jeito de decolar e deverá ficar pelo caminho, salvo que aconteça algo muito significativo.
Com estes números a possibilidade de não haver segundo turno torna-se real.
Ainda no dia 02 de outubro saberemos quais institutos se salvaram e quais naufragaram.
“Tenha coragem de sair da mesa quando o respeito não estiver mais sendo servido”.
Desconheço a autoria.
Essa foto mostra a recém emancipada Tapera, no final dos anos 60 e início dos 70. E chama atenção o pequeno número de casas que havia nela e os “clarões” espalhados pela cidade.
No alto, à esquerda aparece o antigo Ginásio Taperense, atual Escola Dionísio Lothário Chassot, tendo eu estudado nos dois.
E à direita, é possível ver o Colégio Imaculada “velho”, a escola das freiras, de madeira, e o novo, à sua frente. Estudei na parte nova. Inclusive, no velho, havia um jardim ou canteiro na entrada dele, em uma sala à frente havia um grande piano e bem à esquerda tinha uma outra sala onde participávamos da catequese. E dela me lembro de duas coisas: o filme “Marcelino, Pão e Vinho”, a música “Pão e Vinho” e uns painéis com imagens do Oriente Médio da época de Jesus.
Bem a direita tem uma casa solitária e afastada da cidade. Era a residência dos Batistella.
Na frente da Escola, há uma grande área descampada, onde havia o segundo cemitério da cidade. Dali ele foi para seu atual endereço, na saída para São Luiz. O primeiro cemitério ficava acima da Rima Informática, na Avenida XV de Novembro.
Nesse terreno lembro de duas coisas. Uma foi depois que tiraram as sepulturas do lugar alguns mausoléus ficaram abertos e, numa tarde quente, jogando bola ali com alguns amigos, esta caiu num desses mausoléus. Não sei quem desceu lá para pegá-la. Eu sei que eu não fui e não fiquei lá para saber quem a pegou. A outra, foi uma manifestação na cidade, acho que pela agricultura em uma manhã de domingo, e aquela área ficou tomada por tratores, caminhões e colheitadeiras que desfilaram pela avenida, com o pessoal indo almoçar no Tenarião, em fase final de construção.
Aliás, naquela área havia apenas a residência da família Utzig, onde hoje tem o edifício Dona Maria.
Na foto pode-se ver ainda o Tenarião, a Igreja Matriz, a Casa Canônica (residência do padre), a casa das freiras do Hospital Roque Gonzalez e o próprio.
À esquerda ficava o silo do Osvaldo Henrich, onde começou a comercialização da soja em Tapera e região. Nele, entulhado de grãos dourados que vinham em caminhões pequenos e carroções, nós passávamos a tarde brincando e a nossa alegria maior era quando conseguíamos subir nos dois montes que se formavam lado a lado e tocar na armação de madeira do teto. O seu Osvaldo não se importava e deixava a gente brincar lá.
E bem abaixo, a praça central com seus ciprestes e calçadas bem desenhadas, cobertas com pedras portuguesas, tipo tabuleiro de xadrez.
Na praça ainda, é possível ver a caixa d’água e o poço ambos da Corsan e o parquinho que ficava em diagonal com o hoje Sekus Bar.
Mais à esquerda, ficava o estúdio do Adão Pesenti, um dos maiores fotógrafos que eu conheci. O cara era um gênio para fazer uma foto, encontrar o ângulo e a iluminação perfeitos e revelar uma foto como poucos. E ele fazia mágica na revelação sem ter computador. Hoje, ali fica a redação do JEAcontece, do qual sou seu diretor-editor.
À frente, na esquina, onde hoje estão a Infotech e a Infosoft, ficava o escritório da Corsan.
Hoje, das partes altas da cidade, de qualquer ponto dela, é possível ver a transformação que a cidade sofreu com o passar dos anos, 67 para falar a verdade, completados no próximo dia 28.
“Está na hora de acabarmos com os cupins que se alimentam da República há vários anos”.
De Daltan Dallagnol, ex-procurador da Lava Jato, ao responder ataque do senador Renan Calheiros (MDB) que o chamou de pivete.
A propósito de Renan Calheiros. Ele é uma ilustre figura da política nacional com mais de 25 processos contra si estacionados no Supremo Tribunal Federal. E o homem continua forte em Brasília.
É por isso que eu admiro o povo gaúcho. Para ele todo político tem prazo de validade. Aqui no garrão do Brasil a gauchada não elege uma família por décadas.
Por que o Brasil inteiro não faz o mesmo? Com isso, com toda certeza, grande parte da corrupção acabaria.
O mundo todo está falando sobre a possível invasão da Rússia ao seu vizinho de quintal, a Ucrânia, e o presidente Jair Bolsonaro se encontrará com Vladimir Putin, na Rússia. Olha, se eu fosse ele aproveitava o momento e faria como está fazendo o presidente Macron, da França, que está conversando com os dois lados tentando um possível acordo para superar a crise.
Medir uma crise dessas faria a diferença em todos os sentidos. Para o político e , principalmente, para o País.
Nesta sexta-feira (04), o Escritório Contábil Kunzler (ECK) aqui de Tapera, completou 36 anos. E, vendo a foto de toda a equipe comemorando a passagem, lembrei de um fato que fez parte da minha evolução na escrita e, por consequência, no jornalismo.
Em 1986, quando o ECK funcionava na casa da família Chassot, aquele casarão de madeira existente entre o Café Diana e a Farmácia do Magrão, eu tive o meu primeiro contato com um computador e todas as suas facilidades, mesmo naquele tempo quando as máquinas de escrever, com suas fitas preta e vermelha, ainda reinavam absolutas.
Eu trabalhava na antiga Rádio Gazeta e estava começando nas reportagens (jornalísticas e esportivas), e precisei ir ao escritório levar uns papeis. Quando entrei na porta vi a então funcionária Juraci Schwantes digitando num computador. Aquilo me fascinou, pois o que eu via na televisão e nos filmes estava bem na minha frente. Lembro que fiquei mais de uma hora olhando a “Jura” digitar e eu a enchendo de perguntas.
E aquela “máquina” ficou na minha cabeça por muito tempo, principalmente o seu editor de texto: o Word, bem modesto na época, diga-se de passagem. E cada vez que preparava os jornais para serem lidos nos espaços jornalísticos da emissora em uma máquina de escrever, eu lembrava daquele computador. Na rádio, aquilo não era uma necessidade, pois as Olivettis davam conta do recado. Imagina…
Alguns anos depois eu consegui comprar um computador, um Pentium 365, que nem lembro a marca e que foi uma revolução e tanto na minha vida. Ele era limitado, mas para escrever, era maravilhoso, principalmente por não mais rasurar o papel e ter de começar tudo de novo.
Em 1996, quando entrei na universidade, o computador, já um pouco atualizado, me ajudou e muito nos meus trabalhos de aula e profissionais. Ai, dei de cara com a internet, que me fez evoluir ainda mais. A internet a que me refiro era discada, assim quem estivesse conectado “cortava” o telefone. E até hoje lembro do barulho do discador da IG para me conectar e do longo tempo de espera que levava.
Hoje, olhando para trás, vejo que passei por tempos difíceis e sobrevivi. Aliás, boa parte da minha geração sobreviveu, especialmente por não ter nenhuma facilidade ao seu dispor, pois tudo era difícil naquela época. Mas, seguimos em frente e fomos aprendendo e melhorando como pessoas e como profissionais.