Blog do Sarico

Debate na Globo


O tão esperado debate dos presidenciáveis na Rede Globo será nesta quinta-feira (29), às 22h30, após Pantanal. E, segundo a emissora, este deverá ser o maior debate de todos os realizados até aqui, com três horas de duração. Ou mais.

O debate na Globo deverá ser o melhor de todos exatamente por ser na Globo, a líder de audiência disparada no Brasil, e por que bolsonaristas e lulopetistas a odeiam de morte. Sem falar que Bolsonaro e Lula querem o fígado um do outro.

Vamos ver quem vai se sair bem no “tiroteio” que acontecerá em rede nacional, por que todos irão mirar suas armas contra Bolsonaro e Lula, mais ainda no ex-presidente que lidera as pesquisas de intenção de voto. Enfim, quem se sair melhor poderá abocanhar o voto dos indecisos e, numa virada de jogo, poderá decidir o pleito no primeiro turno.

RS – E o debate dos candidatos ao governo do Estado será nesta terça-feira (27), na RBSTV, após Pantanal.

Pesquisas…


Na semana passada, quatro pesquisas de intenção de voto para presidente embrulharam a cabeça do eleitor brasileiro. três delas apontaram para uma direção e uma para outra.

Os resultados:
Brasmarket – Bolsonaro 45% e Lula 31%
Ipespe/XP – Lula 46% e Bolsonaro 35%
Datafolha – Lula 47¨% e Bolsonaro 38%

BTG/FSB – Lula 48% e Bolsonaro 37%

Enfim, quem está certo e quem está errado, nestas apurações?

Eu continuo dizendo que pesquisa é coisa séria e que ninguém vai errar propositadamente correndo o risco de deixar o mercado. Pode errar, mas não muito e seguidamente. Já em se havendo má fé já nasce morto.

Estou guardando todas as pesquisas para ver o que dará no final.

Fake news x mídia


Nesta semana, recebi uma mensagem de um amigo, comentando que a Rede Globo havia veiculado uma fake news. Estranhei e fui fazer a checagem – o que sempre deve ser feito quando se está diante de qualquer conteúdo duvidoso que circula na internet. E, para minha (não) surpresa, não havia nada de errado com a notícia. Ou seja: a suposta fake se tratava de uma fake news.

Diante desse fato, penso que alguns pontos precisam ser esclarecidos. Primeiro: a mídia tradicional (rádios, jornais e revistas) não veiculam fake news. As “notícias” falsas – que não podem ser chamadas de notícias, pois não seguem os padrões jornalísticos – são um produto da internet e são criadas com o propósito de enganar, confundir ou causar algum prejuízo a alguém, a algum grupo ou à coletividade.

Mas, obviamente, a mídia tradicional também comete eventuais equívocos – porque isso faz parte da natureza humana. Errar uma informação, um nome, um local ou uma data, por exemplo, não quer dizer que isso se trata de uma fake news. Porque, nesse caso, não há intenção de enganar, não existe malícia, nesses equívocos pontuais.

Já as fake news são perniciosas – e os veículos de comunicação (sérios) jamais se prestarão a publicar uma notícia falsa, inventada ou “requentada” (pegar uma notícia antiga e publicar como se fosse atual). Então, precisamos saber diferenciar, precisamos entender qual é o conceito e qual o propósito das fake news.

Outro ponto é o seguinte: a mídia tradicional corrige as informações, quando constatado algum equívoco. Porque isso é jornalismo: é comprometimento com o acesso à informação da população, é compromisso com a verdade. E uma fake news jamais será corrigida, pois esse, justamente, não é o seu intuito – já que elas possuem o propósito de enganar ou de causar algum prejuízo. Na verdade, elas só serão “desmascaradas” se uma agência de checagem verificar a informação e divulgar a correção ao público.

E outro elemento importante, nesse contexto, é o fato de a mídia tradicional possuir um centro de controle do conteúdo divulgado, uma equipe editorial, que está adstrita aos princípios éticos e aos padrões jornalísticos. Já uma fake news é elaborada por alguém que não tem a mínima noção desses aspectos – e, inclusive, o conteúdo das notícias falsas fabricadas quer, mesmo, é se distanciar das formalidades jornalísticas.

Assim, as fake news sempre são exageradas, contendo elementos absurdos, utilizando-se de emojis (desenhos) no meio do texto – o que descaracteriza, totalmente, o padrão jornalístico – no intuito de impressionar o leitor e manipular as suas ideias e as suas emoções. Porque as pessoas “se alimentam” do sensacionalismo, da tragédia, do pânico. E o que as fake news querem é prender a atenção do público, para atingir os seus objetivos ocultos, porque elas não são produzidas à toa. Quem as produz sabe muito bem o que está fazendo.

Então, é isso. Precisamos estar atentos a esses elementos e sempre vigilantes quanto as informações que recebemos na internet.

Pelo fim da fome e da pobreza


Que tal se os candidatos a presidente da República colocassem em seu plano de governo a retirada das seguintes frases: MENOS FAVORECIDOS PELA SORTE e INSEGURANÇA ALIMENTAR.

Não dá para se entender um País tão rico como o Brasil ter tanta gente necessitando do que temos demais.

O Brasil me lembra o elefante de circo preso por uma simples estaca, não sabendo a força que tem.

Bicicletas motorizadas


Aqui em Tapera, neste ao, deu uma febre de bicicleta motorizada. Tem umas 10 na cidade e os meninos, literalmente, voam com elas pelas suas ruas e avenidas.

Mas, não é o problema das bicicletas em si, nem do barulho que elas produzem, mas a segurança dos seus condutores. Esse pessoal, que vive em velocidade alta, não se dá conta de que eles não têm nenhuma proteção para si. Não usam capacete e não possuem sinalização para serem vistos à noite.

E se, por ventura numa dessas, baterem numa pessoa ou baterem ou serem batidos por um carro que não os viu, o que acontece? E um carro ou caminhonete contra uma simples bicicleta por si só já dá para imaginar o tamanho do estrago.

Andem com suas bicicletas, pessoal, mas cuidado com a velocidade e quando vocês estiveram numa região movimentada de pessoas e carros como o centro da cidade.

Eu perguntei ao pessoal da Brigada Militar e da Policia Rodoviária se existe alguma regulamentação para este tipo de condução e todos me disseram que não, pois elas estão numa lacuna entre cilindradas que a lei não abrange. Um brigadiano me disse, inclusive, que o máximo que o cidadão pode fazer neste sentido é informar a BM de uma possível perturbação do sossego. E nada mais.

Enfim, cabe aos condutores destas bicicletas cuidarem de si quando no trânsito onde tudo pode acontecer quando menos se espera, pois nele porcaria acontece numa fração de segundos.

Pandemiceno


Esta palavra vai começar a aparecer muito nos meios de comunicação muito em breve: “Pandemiceno”. De acordo com a comunidade científica, ela designa a “era dos vírus”.

Ou seja: a partir de agora, com a Covid-19 e a varíola dos macacos, mais doenças virais surgirão em nosso meio, ocasionando pandemias, principalmente, com grande potencial letal.

Segundo os cientistas, o surgimento de novos vírus e, consequentemente, de novas doenças, se dá pela redução da cobertura vegetal do planeta, fazendo com que os animais migrem para os centros urbanos, tendo em vista a perda de seu habitat, aproximando-se então, do homem.

Daí, em razão disso, os vírus que circulam apenas entre os bichos acabam entrando em contato com as populações humanas, trazendo-lhes inúmeros prejuízos, como é o caso, por exemplo, da Covid-19, da varíola dos macacos e da dengue, cujos hospedeiros desses vírus são os animais.

O fato é que, com o desequilíbrio ecológico do planeta, cada vez mais, estaremos suscetíveis a essas doenças, que castigarão as nossas populações, conforme pudemos vivenciar durante a pandemia da Covid-19 (algo que, até então, tínhamos conhecimento apenas por meio dos livros de História, a exemplo da pandemia da peste bubônica, na Europa, no século XIV).

Não querendo ser sensacionalista, mas sim realista: hoje, devemos nos preocupar e nos questionar QUANDO será a próxima pandemia, e não mais SE ocorrerá uma próxima pandemia.

E, diante disso, é necessário que estejamos preparados para enfrentá-las, travando uma verdadeira luta pela sobrevivência, nessa nova era que se inicia.

Pesquisas


Eu estou acompanhando todas as pesquisas de intenção de votos para presidente e governador (RS) desde o início. E já estão aparecendo diferenças, tanto para a esquerda quanto para a direita.

Só que pesquisa é matemática pura, de momento e de lugar, sendo que ela pode sofrer alterações MÍNIMAS.

Entretanto, se estas alterações forem significativas, ou seja, se o “2 mais 2 está dando 5”, é hora de começar a desconfiar da pesquisa.

Enfim, eu estou guardando elas para depois da eleição ver quem estava certo e quem terá de preparar uma (boa) desculpa ao eleitor, além de correr o risco de ter sua carta de clientes reduzida.

Toda pesquisa de intenção é válida e ela é passível de erro, só não pode errar seguidamente e de forma absurda. Ou ainda maquiar números.

Outra coisa: os bancos (FEBRABAN), as indústrias (CNI, FIESP, FIERJ, FIERGS…), a Rede Globo, entre outros gigantes, que seguidamente fazem análises para verificar o comportamento do mercado, será que eles tolerariam um erro grosseiro ou uma maquiagem? E será que esta empresa de pesquisa seria contratada novamente?

O maior escritor taperense


Recentemente, conversando com o Nadir Crestani, taperense que reside hoje em Porto Alegre e, que como eu, gosta de Tapera e das histórias sua e de sua gente, me perguntou se eu sabia quem é o maior escritor taperense. Diante da pergunta, comecei a lembrar dos nossos autores e do número de obras lançadas por eles, mas aí o meu faro jornalístico me alertou de que não poderia ser os que eu pensava. E não era, mesmo.

Segundo o Nadir, o maior escritor de Tapera chama-se Luiz Carlos Salami, com 21 livros publicados. E hoje residindo no Paraná.

A família do Luiz Carlos residiu em uma casa de madeira que ficava na Avenida XV de Novembro, do lado de baixo da Casa das Correias, do Odilon Dias de Castro, e onde hoje estão o Banrisul e a Xmaster. Mais tarde, esta casa serviu de residência para o delegado da Polícia Civil Dércio Chassot, depois foi sede do Kings Club, mais tarde foi instalada lá a Delegacia de Polícia até ser inaugurada a nova no seu atual endereço e, por fim, residência de Adão Giotto.

O professor, escritor, poeta e apicultor Luiz Carlos Salami nasceu em Tapera, de onde saiu em 1965 para residir em Toledo (PR). Lá, se tornou professor do Colégio La Salle. Foi ainda professor e diretor do Colégio Cenecista do distrito de Novo Sarandí. E em 1977, transferiu residência para São Pedro do Iguaçu, para lecionar em um educandário local.

Salami é ainda fundador do Clube da Poesia de Toledo e titular da cadeira nº 15 da Academia de Letras de Toledo.

As 21 obras de Luiz Carlos Salami lançadas em mais de 50 anos:
1968 – Por que fugi do teu olhar
1976 – Guaíra última queda
1980 – Voaram os pássaros
1985 – Girassóis vermelhos
1993 – Pátria desamada – salve, salve
1996 – Sementes de otimismo
1999 – Passagem
2001 – Caminhos da sabedoria
2006 – Entre a ponte e o rio
2008 – Ecos da floresta
2011 – Dom quixote
2011 – Rosa dos ventos
2012 – São Pedro do Iguaçu: história, causos e lendas
2013 – Sul saudades
2018 – São Pedro do Iguaçu – novas histórias
2019 – Felicidades íntimas
2022 – Felicidades mínimas
Além destas, tem outras quatro: Loucura e lucidez, Pormenores e pormaiores, Menino roceiro e Pandorgas.

Quanto ao reconhecimento de sua obra literária pelo público, Luiz Carlos Salami diz: “Alguns poetas só nascem quando morrem…”.

Em tempo. Em outubro, tem Feira do Livro aqui em Tapera. Só para lembrar.

no

Hospital em notícia


Na festa da Comercial Bortolan, realizada no último dia 10, eu conversei demoradamente com o presidente do Hospital Roque Gonzalez, Marcos Gatto, para saber como está a nossa entidade de saúde.

E o Marcos deu a mim e ao Marcelo Haag, da Rádio Cultura, uma série de informações bem interessantes e que a comunidade taperense não sabe sobre o seu nosocômio. Então, sugeri a ele que convoque a imprensa para falar sobre todas elas. Ele aceitou a ideia e deverá convocá-la em breve, quando da conclusão das obras que estão sendo feitas no prédio.

E o HRG tem muita coisa boa para informar à comunidade, além de outros assuntos interessantes, como o tomógrafo, que está virando uma novela em Tapera.

Aguardem!