Cenas do cotidiano de uma cidade
Caminhar em Tapera está muito perigoso. Quem está a pé, no centro da cidade, deverá estar com olhos e ouvidos bem abertos, pois o perigo está à solta, em cada esquina. Neste domingo (20/04), quando sai da Igreja, da missa de Páscoa, indo para o jornal (JEAcontece.com.br), quase pisando na faixa de segurança, surge uma Mitsubishi preta, com placas de fora, pela Rua Tiradentes, vinda da Avenida XV de Novembro, em direção ao Tenarião. Pois, o motorista, de fora, passou a Rua Rui Barbosa, que é a preferencial, em alta velocidade, e se eu tivesse na faixa teria sido atropelado. Veja só… E se viesse um carro pela Rui Barbosa?
Mais tarde, indo para casa, na Avenida XV de Novembro, em frente a Laurindo Motos, na minha frente iam duas senhoras. Por uma fração de segundos olhei para o lado e, quando olhei para frente, vi uma delas segurando a outra que havia tropeçado. Se a amiga não a segura, a mulher teria se esborrachado na calçada, devido às fendas e “degraus” existentes naquela via, em pleno centro.
Um pouco mais acima e também na Avenida Dionísio Lothário Chassot, vi várias garrafas e copos quebrados pelo chão, numa cena muito triste.
É, Tapera já não é mais a mesma. Aquela cidadezinha pacata de 20, 30 anos atrás não existe mais. Nossa cidade cresceu e com este crescimento veio mais gente e mais carros e também a pressa e a indiferença. Mas, que saudades daquela lugarzinho de antigamente que tinha poucas coisas, mas que era bem mais segura. Claro, a Tapera de hoje tem os seus benefícios, que não são poucos, mas aquela de outrora era muito mais tranquila e segura.
Uma última coisa. Alguém já parou na cidade, em qualquer ponto dela, para pensar nela e lembrar de como Tapera era anos atrás? Em qualquer lugar vem à nossa cabeça uma imagem, uma cena, um fato, uma história. Faço isso seguidamente e na maior parte das vezes dou boas gargalhadas com a recordação. Em outras, seguro o nó na garganta por algo acontecido. Uma cidade pulsa (e vive) pela lembrança do seu povo.
Tapera hoje nem se compara com antigamente. Uma cidade na frente em todos os sentidos. Me orgulho dessa cidade.
Sarico não é só pessoal de fora que passa nas preferenciais sem olhar. Os taperenses também fazem isso. Fique um dia olhando o pessoal que desce na Rua Vicente Basso da Progresso em direção ao centro. O pessoal não para em nenhuma esquina (a Vicente Basso só é preferencial na esquina com a Antonio L Bervian, a demais em direção ao centro não são preferenciais). Normalmente descem numa velocidade acima do permitido. Graças a Deus até agora não aconteceu nada mais se continuarem fazendo o que fazem no volante logo logo, vai dar um acidente com sérias consequências.
1973 vim pra tapera……….na esquina da 15 com a guido mombelli tinha o supermercado taperense dos elsenbach. aonde está o banco do brasil hoje tinha a fruteira do nego da sidonha. o cinema do gentil era onde está o prédio do lucindo rotta ou enio viero sei lá? na esquina da 15 de novembro com a josé bagggio tinha a casa das correias do Odilon dias de castro. na esquina da 15 de novembro com a guido mombelli tinha a livraria da celita. na esquina da rua barbosa com a Tiradentes do outro lado da igreja tinha a livraria da maria nelsi aquela morena bonita que depois casou com o sony leustemberger. onde hoje está a loja de calçados das gurias de Ibirubá na guido mombelli tinha a loja do isaac que depois se mudou para onde hoje é a farmácia do magrão. banco sul brasileiro onde hoje esta a loja da mirna do Marcelo haag. ali naquela terreno baldio perto do santa clara tinha uma casa de madeira que morava o Evaldo Crestani. la em cima na frente da casa do isi simon tinha uma coisa de couro do falecido hugo siega. na floricultura Paiol tinha a fabrica de móveis do falecido Osvaldinho Hansen. teria mais mil imagens na minha cabeça daquela tapera. o que restou mais ou menos parecido foi o café diana.
(14:32) – Bah! Lembro de tudo isso. Obrigado pela contribuição. Valeu! Abraço.