O limite está em nossas cabeças
A palestra que o Sicredi Rota das Terras ofereceu a seus associados, na última terça-feira (21), no Tenarião, em Tapera, foi maravilhosa. Trouxeram ao município o professor Steve Dubner, diretor e treinador da ADD (Associação Desportiva de Deficientes), entidade que empresta atletas para o Brasil disputar as Paraolimpíadas e que já trouxeram muitas medalhas para o País, como a de ouro no futebol masculino, inédita para o País do futebol.
Steve Dubner, que antes da palestra interagiu muito com os grupos de pessoas que se formavam no Tenarião e que depois se transformaram em quase 1.500 espectadores, conseguiu levar a todos do riso às lagrimas em questão de segundos. Seu bom humor e alto astral e, principalmente, sua empatia com o público, resultaram em uma manifestação que poderia se estender por mais uma hora. Suas piadas e tiradas eram boas, mas a mensagem que ele repassou é que mais marcou e fez a todos refletir. Quem pensa que ser “completo” é normal entende muito pouco da vida e deveria ter visto os vídeos que mostravam pessoas sem os membros superiores ou inferiores ou sem ambos competindo e que resultaram em superação e sucesso.
Steve Dubner, que também é treinador da Seleção Brasileira Paraolímpica, convive diariamente com pessoas “incompletas”, mas que se completam nas suas cabeças na ousadia e na superação seja na terra ou na água.
“Não sabendo que era impossível ele foi lá e fez”, tema da palestra, mostra um nadador brasileiro, sem membros, que ganhou medalha de ouro na natação e ainda bateu o recorde mundial da modalidade mais importante da natação: os 50 metros “livres”. Parece algo corriqueiro para um atleta de alto nível normal, mas será que ele conseguiria nadar sem um braço ou uma perna? Ou sem os braços e as pernas? A palestra nos fez refletir sobre a vida e o que é de fato importante para nós e até onde podemos ir, nosso limite.
Quem viu tudo aquilo, vídeo e testemunhos, deve ter chegado à conclusão de que os completos é que são incompletos.
Parabéns ao Sicredi Rota da Terras pelo presente dado a taperenses, selbachenses, três-cantenses e coloradenses. Quem não foi perde grande oportunidade de entender um pouco mais sobre a vida que é feita por nós de acordo com o nosso pensamento e atitude.
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