Blog do Sarico

Lendas brasileiras


Você reparou que o velório do Senna foi maior do que o de Pelé – ainda que ambos tenham sido as duas maiores estrelas da história do Brasil?

Mas, há uma explicação. Senna morreu no auge de sua carreira e as duas últimas gerações puderam acompanhar as suas corridas, enquanto Pelé parou de jogar há mais de 40 anos, sendo que a maioria dos brasileiros não teve a oportunidade de assisti-lo nos gramados, onde reinava – apesar de todo o mundo saber quem ele era.

Outro ponto que pode ser destacado nesse sentido é o fato de Senna ter falecido de forma trágica, muito jovem, o que pegou de surpresa e abalou o país e o mundo. Ao passo que Pelé vinha enfrentando um câncer e já havia passado por outros sérios problemas de saúde ao longo de sua vida, convivendo com apenas um rim, por exemplo. Se não fosse isso, talvez, ele teria tido a oportunidade de estar vivo aos 100 anos, como sua mãe, Dona Celeste – que, assim como Dona Neyde, mãe de Ayrton, teve de se despedir do filho.

Eu vi o Pelé jogar apenas pela televisão e, nos lances do Canal 100, no cinema do Gentil Batistella, portanto, sei dos seus lances geniais e de suas conquistas.

Já o Senna, eu vi correr todos os domingos e vibrava com ele nas pistas. Quando morreu, abandonei a Fórmula 1, pois ela perdeu a graça sem ele. Não tocavam mais o tema da vitória.

Pelé foi o maior jogador da história do futebol, considerado personalidade mundial do esporte – e, não à toa, era chamado de “Rei do Futebol”. Ele levou o Brasil para o mundo, pois é impossível falar de Brasil, no exterior, e Pelé não ser lembrado.

É uma pena a sua partida, pois, apesar de sua aposentadoria dos campos, ele mantinha vivo o legado das três Copas do Mundo conquistadas pela Seleção Brasileira – das quais participou – além de todos os inéditos feitos de sua carreira.

Tomara que, assim como Senna, Pelé não seja esquecido e que as próximas gerações tenham a oportunidade de conhecer o seu legado. É inegável que o rei das pistas e o dos campos foram gigantes que representaram o Brasil no mundo todo, nos enchendo de orgulho por todas as suas realizações e conquistas.

É incrível como existem pessoas – assim como Pelé e Senna – que nascem com uma estrela, que se tornam gênios naquilo que fazem, conquistam o mundo e viram lendas para serem lembradas pela eternidade.

Em tempo. Quando Maradona morreu, em plena pandemia, mais de 1 milhão de pessoas foram se despedir dele. Aqui, pouco mais de 230 mil pessoas fizeram o mesmo com Pelé. Muitos craques, que representam o Brasil lá fora não foram ao velório. Nem treinadores e clubes. Teve quem disse que o time não o liberou, mas foi desmentido por ele deixando livre quem quisesse viajar ao Brasil para a homenagem final ao melhor de todos os tempos.



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