O Exército e as eleições
O presidente Jair Bolsonaro autorizou o Exército a participar das eleições de 02 de outubro – situação que é comum no Brasil, há muitos anos.
Mas, ao contrário do que alguns pensam, o Exército estará apenas nas ruas, garantido a ordem pública – e não fiscalizando o voto de cada cidadão, na urna, ou nos quarteis generais dos TREs, nos estados, e do TSE, em Brasília.
Isso porque o voto é livre e secreto (é uma garantia conferida pela Constituição a todos os cidadãos) e, por isso, ninguém deve interferir nele.
E, aproveitando o gancho: isso também justifica o fato de não poder sair um extrato impresso, para ser entregue ao eleitor, ao final de sua participação na urna. Simplesmente, porque violaria o sigilo da votação e a própria autonomia da vontade individual da pessoa, de votar em quem quiser, e não sob ameaças de candidatos.
Se houvesse um extrato impresso para cada eleitor, ao final da votação, é possível que os candidatos passassem a exigir esse comprovante de seus eleitores, para provar que ele honrou o compromisso com o político que lhe “pediu” voto. Assim, a compra de votos seria muito maior do que já acontece e, dessa forma, voltaríamos à época do voto de cabresto.
Também por essa razão, o Exército não irá fiscalizar o voto dos eleitores – como pensam alguns brasileiros. A fiscalização deles ocorrerá, tão somente, nas ruas, para evitar confusões.
Vamos fazer igual presidente de turma. Escreve no quadro o nome dos candidatos e vai fazendo risquinhos do lado a cada voto que ganha, assim o gado loco se acalma. Se a eleição esta ganha com 70% como ouvi alguns falando, pq o desespero?
Tu tá de brincadeira que tinha gente achando que ia sair com comprovação que votou em determinado candidato? Isso seria realmente símbolo do retrocesso e, como tu escreveste, volta do voto a cabresto, etc. Pelo que eu sabia poderia ser uma urna paralela em que se depositaria um voto impresso, de forma manual ou automática, saído da urna eletrônica.