Blog do Sarico

Profissional de alto impacto


Sabemos que, com a pandemia, muita coisa mudou, principalmente, no que diz respeito às configurações relacionadas ao ambiente de trabalho. O pessoal que trabalha em escritórios, compartilhando aquelas mesas compridas, cada um com o seu computador, nas grandes empresas, teve a oportunidade de, mesmo após as restrições sanitárias decorrentes da Covid-19, ficar exercendo as suas funções em casa – o famigerado “home office”.

Isso porque percebeu-se que, em geral, houve uma melhora no rendimento do trabalhador, que teve a possibilidade de conciliar as tarefas do trabalho com outras atividades mais “descontraídas”, de entretenimento (assistir a uma série, brincar com o bichinho de estimação e até “dar uma geral” na casa, por exemplo), e até ficar com os filhos.

Não posso afirmar que isso é uma verdade absoluta, até porque conheço pessoas que trabalharam na modalidade de “home office”, durante a pandemia, e tiveram uma péssima experiência, pois se sentiram sobrecarregadas e esgotadas, já que as demandas laborais acabavam se estendendo para além do horário de expediente. E imagine, ainda, ter que trabalhar em casa, na presença de filhos pequenos, com toda a sua energia e todas as exigências dessa galera? Não deve ter sido nada fácil.

Mas, resolvi falar dessa questão da flexibilidade do ambiente de trabalho, porque, esses dias, vi uma matéria, na televisão, que falava sobre o “profissional de alto impacto”. Talvez, você já deve ter ouvido falar nele, mas, se não ouviu, com certeza, vai se familiarizar com esse termo, porque ele é a aposta das empresas, daqui para frente.

Então, achei interessante que, de acordo com um estudo realizado, constatou-se que os profissionais que conseguem equilibrar o trabalho com a vida pessoal são mais produtivos. E as empresas estão valorizando cada vez mais esse tipo de funcionário – e não mais aquela figura tradicional do “workaholick”, do “viciado em trabalho”, que se orgulha de levar tarefas para casa e de ficar preso ao computador, resolvendo pendências até altas horas da madrugada ou nos finais de semana.

O que o mercado já percebeu, então, é que a produtividade de um profissional não é medida pelo cartão ponto, por quantas horas ele passa no ambiente de trabalho – muitas vezes, apenas esperando o tempo passar. O que vale é, justamente, o impacto do trabalho que o funcionário faz, o bom resultado que ele obtém, dentro do tempo exigido.

E, para que o colaborador colha esses bons resultados e exerça as suas atividades com disposição, com a cabeça arejada, é necessário que ele mantenha um equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal – que dedique um tempo para aproveitar os momentos com a família e os amigos; que pratique algum esporte; tenha algum hobby.

Penso que, em tempos de crise e em que o mercado está cada vez mais exigente e “sugando” os seus trabalhadores, é extremamente importante essa mudança de mentalidade, por parte das empresas. É um grande avanço – e espero que essa ideia se multiplique – porque é uma questão de valorizar o colaborador e evitar que ele seja acometido por doenças, como a “síndrome de burnout”, que é o esgotamento físico e mental ocasionado pelo trabalho excessivo, pelo acúmulo de funções.

Em tempo: eu sou uma mistura do profissional que prefere o “home office”, mas que também trabalha de domingo a domingo. E agora, o que eu faço?



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