O computador na minha vida
Nesta sexta-feira (04), o Escritório Contábil Kunzler (ECK) aqui de Tapera, completou 36 anos. E, vendo a foto de toda a equipe comemorando a passagem, lembrei de um fato que fez parte da minha evolução na escrita e, por consequência, no jornalismo.
Em 1986, quando o ECK funcionava na casa da família Chassot, aquele casarão de madeira existente entre o Café Diana e a Farmácia do Magrão, eu tive o meu primeiro contato com um computador e todas as suas facilidades, mesmo naquele tempo quando as máquinas de escrever, com suas fitas preta e vermelha, ainda reinavam absolutas.
Eu trabalhava na antiga Rádio Gazeta e estava começando nas reportagens (jornalísticas e esportivas), e precisei ir ao escritório levar uns papeis. Quando entrei na porta vi a então funcionária Juraci Schwantes digitando num computador. Aquilo me fascinou, pois o que eu via na televisão e nos filmes estava bem na minha frente. Lembro que fiquei mais de uma hora olhando a “Jura” digitar e eu a enchendo de perguntas.
E aquela “máquina” ficou na minha cabeça por muito tempo, principalmente o seu editor de texto: o Word, bem modesto na época, diga-se de passagem. E cada vez que preparava os jornais para serem lidos nos espaços jornalísticos da emissora em uma máquina de escrever, eu lembrava daquele computador. Na rádio, aquilo não era uma necessidade, pois as Olivettis davam conta do recado. Imagina…
Alguns anos depois eu consegui comprar um computador, um Pentium 365, que nem lembro a marca e que foi uma revolução e tanto na minha vida. Ele era limitado, mas para escrever, era maravilhoso, principalmente por não mais rasurar o papel e ter de começar tudo de novo.
Em 1996, quando entrei na universidade, o computador, já um pouco atualizado, me ajudou e muito nos meus trabalhos de aula e profissionais. Ai, dei de cara com a internet, que me fez evoluir ainda mais. A internet a que me refiro era discada, assim quem estivesse conectado “cortava” o telefone. E até hoje lembro do barulho do discador da IG para me conectar e do longo tempo de espera que levava.
Hoje, olhando para trás, vejo que passei por tempos difíceis e sobrevivi. Aliás, boa parte da minha geração sobreviveu, especialmente por não ter nenhuma facilidade ao seu dispor, pois tudo era difícil naquela época. Mas, seguimos em frente e fomos aprendendo e melhorando como pessoas e como profissionais.
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