Um passeio pelo Paranazão e o Iguaçu
No sábado passado (17), estando em Foz do Iguaçu (PR), fui convidado pelo Dr. Nei Afonso Chassot, médico taperense que reside há mais de 30 anos na Tríplice Fronteira, para um passeio de lancha pelos rios Paraná e Iguaçu, dois dos maiores e mais importantes do País.
Apesar não residir mais em Tapera, a família Chassot tem uma história que se confunde com a do próprio o município. Seu patriarca e pai do Nei, Dionísio, foi o primeiro prefeito de Tapera, e que empresta o seu nome para a mais bonita avenida da cidade e a uma das maiores escolas do município.
O Nei, que é sócio de um clube náutico, o Amambay, me convidou para um passeio com a sua nova lancha, a Chassot. Conosco estava um amigo dele, o Luiz Alberto Iantas, catarinense de Caçador, que reside há mais de 40 anos no Paraná, e é um pescador nato.
Cada vez que vou a Foz tinha vontade de passar por debaixo das duas pontes – Amizade (Paraguai) e Tancredo Neves (Argentina) – pelos dois rios e entrar na foz do Iguaçu, quando o rio das Cataratas ingressa no agitado Paranazão, da Itaipu. Desta vez foi…
Antes de sair do Amambay, já nas águas do Paraná, conferimos a lancha e colocamos os coletes salva-vidas. Depois de tudo certo fomos em direção da Ponte da Amizade, que liga o Brasil ao Paraguai e que, você certamente já passou de carro, ônibus ou a pé. Passamos por ela e fomos até a ilha que se vê da aduana brasileira, a direita de quem entra nela. Pelo “caminho”, o sonar da lancha ia nos dando a profundidade do rio. Próximo à ponte da Amizade ela chega a 72 metros. Para se ter uma ideia, a mesma água que passa em 8 quilômetros em Guaíra, passa por pouco mais de 300 metros em Foz do Iguaçu. É muita água.
E na ida e na vinda vimos muita gente pescando e outros “trabalhando”, incansavelmente, como as formigas, nos dois lados do rio. Business.
No retorno, passamos pelo Amambay e fomos rio abaixo em direção à foz do rio Iguaçu, onde a profundidade chega a 28 metros. Quando se sai da agitação do Paraná, com sua forte correnteza, ingressa-se em um rio bastante calmo, talvez por causa de suas muitas curvas e do fato de ser represado pelo Paraná, duas vezes maior que ele.
Navegar pelo Iguaçu é mais tranquilo e ao longo do seu trecho vê-se muita vida, beleza natural e praias que estavam sendo ocupadas por pessoas, por famílias que lá vão para se banhar em um rio que não deve ter um espaço muito grande onde possa dar pé em suas margens. A natureza caprichou naquele lado do Brasil. Voltando para a foz do rio Iguaçu vê-se o marco das três fronteiras: do Brasil à direita, da Argentina à esquerda, e do Paraguai à frente.
Andar de lancha pelos dois rios foi maravilhoso e mais maravilhoso ainda foi passar uma tarde com duas pessoas fantásticas, o Dr. Nei e o Luiz Alberto. Tomara que, na próxima vez que eu for a Foz, o Nei me convide novamente para passear com a Chassot.
Obrigado e um grande abraço, Nei.
N.E.: O Nei deve ter muitas fotos, documentos e histórias de Tapera. Vamos ver se este humilde escriba pode vir a ter a honra de ver essas relíquias que muito interessam a nossa terra e a nossa gente.
mas nao no bico seco né! hehe