Gaúcho da democracia
A preservação da democracia no Brasil nestes últimos tempos bem conturbados tem a mão de um gaúcho do Alto Jacuí: o general Eduardo Villas Bôas, ex-comandante do Exército e atual chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República. É um dos “grandões” do governo Bolsonaro.
A saber. No segundo governo de Dilma Rousseff, os petistas queriam decretar o estado de defesa e jogar o Exército contra os manifestantes que exigiam o impeachment da presidenta. Villas Bôas recusou enfaticamente o golpe.
E na véspera do julgamento de um habeas corpus de Lula, no Supremo Tribunal Federal, poucos dias antes de o petista se tornar oficialmente presidiário, quando se tentava reverter a prisão de condenados em segunda instância para evitar que ele fosse para a cadeia, Villas Bôas mandou um recado pelo Twitter dizendo: “O Exército julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à Democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais”.
Com o iniciou de uma campanha gigantesca pelas redes sociais pedindo uma intervenção militar no País, até o Supremo se acalmou, recuou e fez cumprir o que determina a lei e tudo aconteceu como sabemos.
A propósito. O general de exército Eduardo Dias da Costa Villas Bôas é natural de Cruz Alta, distante 70 quilômetros aqui de Tapera.
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