Mais Médicos vai acabar
O namoro do Brasil com Cuba chegou ao seu final, pelo menos no Programa Mais Médicos. O Bolsonaro falou em mudanças e Havana, sabendo de tudo antes e prevendo o final das (muitas) benesses que o Brasil dava à ilha-prisão, chamou seu pessoal de volta. Agora, o Ministério da Saúde terá de se espichar na contratação de médicos para suprir esta carência no País, principalmente pelo seu tamanho e necessidade. E terá dificuldade nisso por que 94% dos médicos não querem saber de interior. Eles querem cidade grande para conseguir logo sua independência financeira.
O Estadão, em editorial, disse o seguinte sobre o fato, num dos trechos:
“A súbita decisão de Cuba de retirar todos os seus médicos de uma vez mostra o tamanho da irresponsabilidade do governo petista quando submeteu um programa social aos humores e interesses estratégicos de um regime ditatorial estrangeiro.
Tudo isso serve para relembrar que o Mais Médicos – remendo emergencial feito por um governo em apuros – só existe e se tornou essencial porque o Estado brasileiro falhou e continua a falhar miseravelmente em oferecer saúde pública com um mínimo de qualidade para boa parte dos cidadãos. A manutenção dessa situação deveria envergonhar brasileiros de qualquer ideologia.”
E de acordo com o UOL, o Brasil pagou à Cuba R$ 7,1 bilhões, entre 2013 e 2017, no Programa Mais Médicos. Pelas regras, o Ministério da Saúde transfere a ele R$ 11.520,00 por profissional, que repassa aos contratados cubanos cerca de R$ 3.000,00 (26%) e a diferença, R$ 8.520,00 (74%), fica com o governo de Cuba. Que tal?
Cuba não tem mais o ouro russo e agora perderá o brasileiro.
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