Transmissões do passado
Recentemente, estive no Poliesportivo de Tapera (RS) para acompanhar o Sub 13 do América em um dos triangulares da 2ª fase do Estadual da categoria. O time fez força para ficar em primeiro, mas não conseguiu. Menos mal que classificou à 3ª fase, em 2º. Mas, passeando pela quadra do Poli chamou minha atenção o quadro de transmissão que as emissoras de rádio utilizavam nos anos 80 e 90 para transmitir os jogos de Kings Club e Agrotap e depois do América e também os municipais e campeonatos diversos. Aquilo me trouxe boas recordações de quando era repórter esportivo da então Rádio Gazeta de Tapera, hoje Cultura.
No começo, lá no final dos anos 80, a gente chegava no ginásio e dividia a equipe esportiva. O narrador e o comentarista iam para a cabine de imprensa, instalar a maleta e os microfones, e providenciar o retorno para a transmissão dos jogos; e eu, lá embaixo, conectava o cabo com microfone e fones de ouvido nos plugs existentes naquele quadro. Isso foi até algum tempo e aí a modernidade chegou. Hoje, o pessoal chega, conecta o equipamento em um fio e apenas liga a maleta, se é assim que chamam hoje, e começa a transmitir, bastando apenas ter uma boa internet, sem a necessidade de uma mala para carregar todo aquele aparato e também o fio de 100 metros para desenrolar e após enrolá-lo. Hoje, não se usa mais fio, nem pilhas e muito menos antena para transmissão. E nem é mais preciso subir em postes e árvores para isso.
Hoje, o rádio pode ser feito com um telefone celular de qualquer lugar e a qualquer hora. Que tal?
Mas, que tempos aqueles… Quantas histórias…
E falando em jogo e América, a equipe está em Uruguaiana. Jogo encardido, mas se trouxer a vitória o time do Morruga se acimenta na segunda colocação.
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