O Brasil quer saber
Lula esteve ontem frente a frente com o juiz Sérgio Fernando Moro para depor na Lava Jato. Tem gente que acha que ele esclareceu as dúvidas existentes e tem, como eu, que acha o contrário. Mas, de tudo que foi falado nas quase cinco horas de depoimento, uma pergunta ficou sem reposta: por que um ex-presidente da República vai se encontrar em um hangar do aeroporto de Congonhas com um ex-diretor da Petrobras investigado no esquema da Lava Jato? Isso é muito, mas muito estranho.
Pelo que vi nas imagens, antes da imprensa mostrá-las, achei o juiz Moro muito bem e Lula nervoso. Até seus advogados estavam. O juiz não se convenceu e deverá se manifestar em breve. A cosia está no fim. Alias, deste processo, pois outros estão a caminho.
Resumindo a ópera. Ou Lula se torna presidente ou ele vai para a cadeia. O que você acha?
Será presidente, tudo menos PSDB, por favor…
Se Lula se eleger presidente, teremos que devolver o Brasil para Portugal. Dai não tem mais jeito. Largo de mão.
O processo a que esta audiência fora realizada refere-se exclusivamente à aquisição do tríplex. Fixamo-nos a isso.
Havia, tempos atrás, uma máxima jurídica que dizia que o ônus da prova cabe ao acusador. No latim que Temer tanto aprecia, actori incumbit onus probandi.
Estivéssemos nessa época e o caso do triplex que se atribui a Lula estaria, desde ontem, resolvido.
Ao longo do processo, a única “prova” produzida que se assemelharia à acusação é a de que o apartamento estaria “reservado” para o ex-presidente.
Reservado, aliás, por terceiros, sem que tal reserva houvesse se consumado.
Esta “prova” solitária, já de si muito fraca, fica com o peso de uma pluma quando se verifica o óbvio fato de que aquele que a declara é réu e condenado, ávido por negociar uma redução de pena com juiz e promotores que buscam alucinadamente a condenação de Lula.
Mas isso seria em tempos antigos.
Nos de hoje, assiste-se a um processo onde o ônus da prova se inverte: é Lula quem tem de provar que o apartamento não é ou era seu, que não o pediu, que não mandou que destruíssem provas e, até, explicar o que fará ou faria se eleito presidente outra vez.
Um interrogatório de inexplicáveis cinco horas, o que foge de qualquer “objetividade” ou “técnica” judicial, mas caracteriza a procura de alguma contradição, detalhe, minúcia que possa estabelecer a dúvida sobre a honradez do acusado e não a certeza de sua culpa.
Acresça-se o fato de que o ambiente e o cenário foram meticulosamente preparados: um inexplicado adiamento serviu para que surgissem os “arrependidos” que imputavam a Lula o já famoso “ele sabia” e culminando com uma decisão de outro juiz que, na véspera do depoimento, “suspende” o funcionamento do Instituto do ex-presidente sem que sequer isso tenha sido pedido pelo Ministério Público.
Pior: assiste-se em público a “reivindicação” da mídia para que a sentença – alguma dúvida de que será condenatória? – saia rápido, a toque de caixa, para que seja confirmada pelos “compadres” da segunda instância e impeça Lula de ser candidato a presidente.
Como se vê, isso pode ser tudo, menos um processo criminal dos tempos antigos, nos quais acusação com provas gerava condenação e sem elas, absolvição.
Nos fundamentos do Direito, no Digesto do Imperador Justiniano, lá no século sexto, já se dizia que a quem acusa cabe provar, porque “esta é a natureza das coisas”. Versão bem mais “leve” que a do Código de Hamurabi, dezoito séculos antes de Cristo: ““se alguém acusa um outro, lhe imputa um sortilégio, mas não pode dar a prova disso, aquele que acusou deverá ser morto”.
No direito “morano” com que somos regidos agora, os elementos probantes passaram a ser a ideologia, a convicção e a repercussão midiática.
O resto é o cumprimento de formalidades.
Presidente. Sem dúvida.
Cada um torce pelo seu time. O Dr. Moro com sua voz de frango não convence ninguém. Mas como o Lula não foi pra cadeia ontem mesmo? Faltou provas ou acharam que um pseudopaudearara iam fazer o véio confessar? Inocente ele é tanto quando os aqui de Tapera. Tropa de hipócritas.
Não será presidente. Caso não seja preso, o que é pouco provável, perderá as eleições. Rejeição de 55%. Ou seja, essas pessoas realmente não votam nele. Fiquem quietinhos, petralhas!!! Cúmplices de corruptos!!
Cadê a bala de prata?
Acabou a valentia?
A conversa entre Renato Duque e o ex-presidente não aconteceu quando Lula estava no cargo, mas em 2014, quando Lula já tinha deixado o cargo há 3 anos, e Duque já não estava na Petrobras há 2 anos.
Além de informar tendenciosamente, informa mal.
lugar de bandido é na cadeia….
em país sério aqui vale tudo ….
não adianta chorar, em 2018 é LULA PRESIDENTE