Antes do tempo
Dia desses, caminhando pelo Centro de Tapera, vi uma menina vindo ao meu encontro carregando nos braços um bebê e acompanhada pela sua mãe, presumo. E a menina deveria ter uns 13 ou 14, no máximo. E aquela imagem, bonita de certa forma, me impressionou, pois penso o que uma criança pode ensinar a outra e como serão as suas vidas daqui para frente. Algum tempo depois, peguei uma conversa de duas mulheres em um dos nossos supermercados que falavam justamente sobre gravidez precoce. Uma delas defendia o ensino da sexualidade nas escolas, no sentido de proteger a nossa juventude, e a outra achava que isso incentivava o sexo entre os jovens. E aí lembrei daquela menina mãe e a curiosidade de saber sobre o futuro das duas.
Não vou entrar aqui no mérito da questão, mas é preciso que as nossas crianças saibam cedo sobre a vida e o seu corpo e o que uma prática gostosa e, na maioria das vezes inconsequente, pode acarretar na vida de uma pessoa num futuro bem próximo, com uma gravidez não planejada. Sexo é da natureza humana, diferente dos animais, que tem época para acasalar. Mas, precisa ser feito com segurança e, principalmente, com consciência.
Não sei a cabeça de cada um, mas na minha, não consigo ver uma menina grávida e a “freada” que isso provoca na sua vida. Assim, é preciso que as nossas crianças saibam tudo sobre sexo o quanto antes, pois hoje em dia tudo acontece prematuramente.
Na minha juventude, lembro, as mulheres transformavam o seu corpo bem mais tarde, e hoje, isso acontece aos 10, 11, 12 anos. E a evolução humana não para.
A ideia aqui, repito, não é falar sobre sexo ou incentivá-lo, mas de sexualidade e a importância de que nossos jovens, meninos e meninas, saibam o que fazer e quando fazer e quando acontecer saber como se proteger, pois tudo na vida precisa ser pesado e medido, pois logo ali na frente haverá consequências, agradáveis ou não.
Esta aí um baita assunto para se falar abertamente em casa e na escola, sem vergonha alguma.
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