O fim do jornalismo na Unicruz
Nesta semana, fui surpreendido com a informação de que o curso de Comunicação Social da Unicruz, de Cruz Alta (RS), foi encerrado. Segundo a minha fonte, isso aconteceu há três anos e que naquele ano o curso fechou com apenas cinco acadêmicos. Assim, a reitoria achou por bem encerrá-lo, o que acho lamentável tendo em vista a luta que se teve para instalá-lo e a agonia da espera pelo seu reconhecimento pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC). E eu falo isso de cadeira, pois fiz parte da primeira turma do Jornalismo, que tinha junto Publicidade & Propaganda e Relações Públicas.
No final de 1995, soube que a Unicruz abriu o curso de Jornalismo e eu, funcionário da então Rádio Gazeta de Tapera (RS), me inscrevi no vestibular e fui aprovado. No começo de março de 1996 iniciaram as aulas noturnas e lá se foram quatro anos de idas e vindas de ônibus todas as noites e ainda nos sábados pela manhã. A formatura, que deveria acontecer ao final de 1999, por problemas diversos, acabou acontecendo em janeiro de 2000, em pleno período de férias. A minha monografia, hoje chamada TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), foi analisada por uma banca com três publicitários. Imagina…
Agora, ser pioneiro não é uma tarefa fácil em qualquer ocupação. No curso nós tivemos o temor do não reconhecimento pelo MEC, tendo em vista as informações desencontradas que tínhamos, e a universidade também estava preocupada com a demora da decisão sabendo que sua documentação estava em dia. Pelo menos isso que nos foi dito na época. Além disso, os laboratórios (informática, fotografia, rádio e televisão), que constavam na grade curricular, demoraram para ser instalados o que gerou um grande transtorno a nós acadêmicos pois perdemos mais de dois anos da utilização dos mesmos o que prejudicou, de certa forma, a nossa formação, pois não havia a prática.
Enfim, eu e os meus colegas que se formaram, metade dos que iniciaram o curso, sabemos o que passamos na Unicruz naquele período. A angustia passada pela espera.
Agora, é fácil entender o motivo do fechamento do curso pela Unicruz, pois atualmente não é necessário ter um diploma, uma formação acadêmica, para ser jornalista. Hoje, em tempos de internet, todo mundo é “jornalista”, ao menos se considera um, não importando se escreve bem ou não e se informa de forma correta e responsável ou não. Houve avanço com a internet, sim, mas o jornalismo é muito mais do que um passatempo nas mídias sociais para se aparecer e se mostrar bem informado.
Jornalismo, ao meu ver, com mais de 40 anos de estrada, é coisa seríssima porque mexe com o mundo de uma forma geral.
São os sinais dos novos tempos…
Ninguém acredita no jornalismo militante.
Basta ver os teus colegas que falam a verdade, nua e crua.
Ou foram cancelados pelo sistema ou tiveram que se auto-exilar fora do Brasil.
FIM – inclusive das Faculdades de Jornalismo.
Perfeito, além de ser uma profissão perigosa dependendo do ramo que vc escolher. Pra ver a que ponto chegamos.
PRINCIPALMENTE AQUELES QUE NAO PROPAGAM FAKE NEWS
Rapaz….o que tem de fake news circulando em tudo que é grupo….pessoal não le noticias? Acreditam em tudo que passam no whatssap? nem conferem a veracidade e ficam repassando? Sera que é a ansia em querer ganhar destaque em ser o primeiro em divulgar um “furo” e na verdade são noticias furadas mesmo? Repassam noticias grotescas de modo irresponsável. Se lessem um pouco mais, estudassem mais e não acreditassem cegamente em tolas ideologias não passariam por ignorantes.
Morar no brazel se tornou perigoso. onde que esta certo o cidadao de bem ter de viver confinado, cercado em sua casa, sem poder se defender de um meliante q invade a sua propriedade??? e a bandidagem anda solta e armada. foi facil desarmar o cidadao de bem, agora, prender bandido, desarmar nao acontece
Não saia, tem muito bandido rondando por aí. Se tranque em casa, faça um favor para a sociedade ou vá tratar essa doença. Viver com medo pode ser algo patológico. E uma pessoa medrosa com uma arma é o maior perigo de atirar na própria sombra e acertar algum transeunte inocente.
Boa tarde, eu tenho arma em casa legalizada, e tirei o CAC dentro do governo petista.
Só formou gente de capacidade duvidosa. Alguém conhece alguém famoso que saiu desse curso, o Sarico tá fora.
Carla Facchin, que trabalhou na RBS. Tem gente nos principais veiculos de comunicação de Floripa, Rio e São Paulo.