Fake news x mídia
Nesta semana, recebi uma mensagem de um amigo, comentando que a Rede Globo havia veiculado uma fake news. Estranhei e fui fazer a checagem – o que sempre deve ser feito quando se está diante de qualquer conteúdo duvidoso que circula na internet. E, para minha (não) surpresa, não havia nada de errado com a notícia. Ou seja: a suposta fake se tratava de uma fake news.
Diante desse fato, penso que alguns pontos precisam ser esclarecidos. Primeiro: a mídia tradicional (rádios, jornais e revistas) não veiculam fake news. As “notícias” falsas – que não podem ser chamadas de notícias, pois não seguem os padrões jornalísticos – são um produto da internet e são criadas com o propósito de enganar, confundir ou causar algum prejuízo a alguém, a algum grupo ou à coletividade.
Mas, obviamente, a mídia tradicional também comete eventuais equívocos – porque isso faz parte da natureza humana. Errar uma informação, um nome, um local ou uma data, por exemplo, não quer dizer que isso se trata de uma fake news. Porque, nesse caso, não há intenção de enganar, não existe malícia, nesses equívocos pontuais.
Já as fake news são perniciosas – e os veículos de comunicação (sérios) jamais se prestarão a publicar uma notícia falsa, inventada ou “requentada” (pegar uma notícia antiga e publicar como se fosse atual). Então, precisamos saber diferenciar, precisamos entender qual é o conceito e qual o propósito das fake news.
Outro ponto é o seguinte: a mídia tradicional corrige as informações, quando constatado algum equívoco. Porque isso é jornalismo: é comprometimento com o acesso à informação da população, é compromisso com a verdade. E uma fake news jamais será corrigida, pois esse, justamente, não é o seu intuito – já que elas possuem o propósito de enganar ou de causar algum prejuízo. Na verdade, elas só serão “desmascaradas” se uma agência de checagem verificar a informação e divulgar a correção ao público.
E outro elemento importante, nesse contexto, é o fato de a mídia tradicional possuir um centro de controle do conteúdo divulgado, uma equipe editorial, que está adstrita aos princípios éticos e aos padrões jornalísticos. Já uma fake news é elaborada por alguém que não tem a mínima noção desses aspectos – e, inclusive, o conteúdo das notícias falsas fabricadas quer, mesmo, é se distanciar das formalidades jornalísticas.
Assim, as fake news sempre são exageradas, contendo elementos absurdos, utilizando-se de emojis (desenhos) no meio do texto – o que descaracteriza, totalmente, o padrão jornalístico – no intuito de impressionar o leitor e manipular as suas ideias e as suas emoções. Porque as pessoas “se alimentam” do sensacionalismo, da tragédia, do pânico. E o que as fake news querem é prender a atenção do público, para atingir os seus objetivos ocultos, porque elas não são produzidas à toa. Quem as produz sabe muito bem o que está fazendo.
Então, é isso. Precisamos estar atentos a esses elementos e sempre vigilantes quanto as informações que recebemos na internet.
a midia tradicional é um lixo.
entao a globo nao publcia noticias falsas, pra mim fake neus somente nos paises que falam ingles, ela se equivoca.hummmmm, sei… a globo é o sr papa das noticias, ninguem pode duvidar. #globolixo
Relaxem, o ano que vem eles vão meter o pau no próximo presidente que será o Lula, assim vocês vão gostar da globo de novo.
Esperem, o LuLa entrando na presidencia vai acabar com todos os canais de tv, vai estatizar todas, só vai passar a imagem dele e da diuma com musica do pt de fundo
Falam da imprensa, mas e quando as noticias são censuradas? É para acabar o que fizeram hoje com o UOL….
uol é outro lixo.
Vejam abaixo a seriedade da rede globo nos inicios dos anos 80.
O texto é um pouco longo, mas de riquíssimas informações que não estão escritos nos livros de historias.
As fraudes que ela fez nas eleições a governador do Rio De Janeiro em 1982.
Tentaram tirar a vitória de Brizola e passar para Moreira Franco. Brizola que de bobo só tinha o jeito de andar descobriu e esse é um dos motivos que ele tinha raiva da Globo.
A Globo e a Proconsult
Entre os necrológios e obituários veiculados pela imprensa após a morte do ex-governador Leonel Brizola, ocorrida em 21 de junho, um episódio ligado à sua trajetória política mereceu rememorações umas mais e outras menos apaixonadas. Trata-se do chamado ‘caso Proconsult’, uma bem urdida tentativa de fraude levada a cabo nas eleições de 1982, quando Brizola disputou (e ganhou) o cargo de governador do estado do Rio de Janeiro.
Anistiado depois de 15 anos de exílio, Brizola desembarcara no Rio, em 1979, disposto a reconstruir o antigo PTB criado por seu padrinho político Getúlio Vargas. Uma manobra de esvaziamento de sua liderança, concebida no gabinete do então general-ministro da Casa Civil Golbery do Couto e Silva, deu a sigla para Ivete Vargas, uma sobrinha de Getúlio, de perfil bem mais conservador e, malgrado o sobrenome, confiável ao regime e perfeita antípoda do combativo engenheiro gaúcho.
Brizola então fundou o PDT, em 1980, e foi à luta para enfrentar as eleições de 1982, as primeiras diretas ao governo dos estados desde o golpe de 1964. Entrou como azarão na disputa pelo governo do Rio, na rabeira das pesquisas, enfrentando na campanha o favorito Miro Teixeira (PMDB), o candidato do regime militar Wellington Moreira Franco (PDS), a herdeira do lacerdismo Sandra Cavalcanti (PTB) e Lysâneas Maciel, representando o PT, partido também fundado em 1980 e que disputava sua primeira eleição majoritária.
Brizola brilhou na campanha, conseguiu reverter o quadro adverso das pesquisas e assustou os militares então no poder, em especial a parcela alocada na chamada ‘comunidade de informações’ – leia-se Serviço Nacional de Informações (SNI), suas ramificações nas forças armadas e demais patrocinadores dos porões do regime.
Desmonte rápido
Nas eleições de 22 anos atrás, os votos eram dados em cédulas de papel. No pleito de 1982, o processo de contagem previa que os votos seriam apurados nas próprias mesas coletoras e, dali, os resultados parciais seguiriam para a totalização nas zonas eleitorais – no caso do Rio, a totalização geral era de responsabilidade da empresa Proconsult, que prometia agilidade e confiabilidade de resultados num tempo em que ainda havia quem denominasse os computadores de ‘cérebros eletrônicos’.
Eleição convocada, campanha feita, votos depositados nas urnas – e teve início a maracutaia. O esquema da fraude deveria funcionar na etapa de totalização final dos votos, quando, em função de um cognominado ‘diferencial delta’, os programas instalados nos computadores da empresa Proconsult, contratada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio para o serviço, subtrairiam uma determinada porcentagem de votos dados a Brizola transformando-os em votos nulos, ou promoveriam a transferência de sufrágios em branco para a conta do então candidato governista, Moreira Franco.
A falsificação na contagem foi descoberta graças ao trabalho da imprensa, sobretudo a partir do esquema de apuração paralela ao do TRE-RJ montado pela Rádio Jornal do Brasil – cuja cobertura daquelas eleições concorreu e levou larga vantagem sobre o aparato armado pelo conglomerado de mídia hegemônico no estado, as Organizações Globo.
A Rede Globo de Televisão preparou um aparentemente sofisticado conjunto de procedimentos para acompanhar a marcha da apuração no Rio. E deu com os burros n´água porque, na ânsia de informar com rapidez os resultados parciais, teve de se fiar principalmente nos números do TRE – estes já viciados na origem, porque chancelados pela Proconsult e já contaminados pelo tal ‘diferencial delta’. A Rádio Jornal do Brasil, por sua vez, sem contar a mesma fartura de recursos da Globo para a cobertura das eleições, optou por acompanhar a apuração atendo-se preferencialmente aos números relativos às eleições majoritárias – os votos para governador e senadores –, e reportando do TRE apenas os dados relativos à votação proporcional para deputados federais, estaduais e vereadores.
Com sua estratégia, a Rádio JB ganhou em agilidade diante da cobertura paquidérmica da Rede Globo. E pôde revelar em primeira mão a fraude que se armava, dada as discrepância entre os números que anunciava e os constantes nos boletins oficiais do TRE. A apuração foi interrompida e o esquema, descoberto, então desmontado às pressas. O resultado final mostrou o que as ruas já haviam indicado durante a campanha: Leonel Brizola foi eleito com 1.709.180 votos (ou 34,2% dos votos válidos), Moreira Franco ficou com 1.530.706 (30,6%), Miro Teixeira com 1.073.446 (21,5%), Sandra Cavalcanti obteve 536.383 (10,7%) e Lysâneas Maciel contou 152.614 votos (3,1%)
O todo-poderoso
Essa tentativa de melar as eleições de 1982 foi lembrada de formas distintas nas matérias produzidas após a morte do líder histórico do PDT. O tom geral foi de acusações à Rede Globo, que estaria mancomunada com o esquema que originou e sustentou os resultados advindos do ‘diferencial delta’ residente nos computadores da Proconsult. Este Observatório reproduziu a pendenga [veja remissões abaixo]. E colheu o depoimento de um dos protagonistas daqueles dias confusos, o deputado Miro Teixeira (hoje no PPS-RJ), então candidato do PMDB ao governo do Rio com as bênçãos do todo-poderoso governador Antônio de Pádua Chagas Freitas – um empresário de mídia, dono dos jornais O Dia e A Notícia, virtual vice-rei da política fluminense que moveu mundos para eleger Miro como seu sucessor.
O esquema
‘A ordem era a seguinte: o voto era dado em cédulas de papel, a apuração se dava nas mesas coletoras de votos. Já na contagem começou a roubalheira, em especial na Zona Oeste do Rio, onde o Brizola era muito forte. Cédulas em branco eram preenchidas; depois, nos boletins que reuniam as totalizações dessas urnas, havia outra adulteração. E o golpe de misericórdia era dado nos computadores onde se fazia a totalização [geral dos votos]. Essa fraude foi descoberta pelo César Maia, que identificou o tal ‘diferencial delta’. Os programas [dos computadores] eram organizados de tal maneira que, para um determinado número de votos contados para Brizola, o sistema abatia automaticamente um determinado porcentual.
Os porquês
‘O objetivo do SNI não era apenas a eleição de governador, mas sim [a tentativa de garantir] a influência no Colégio Eleitoral que ser reuniria para as eleições [presidenciais] indiretas de 1985. Por isso foram em cima do Pedro Simon, no Rio Grande do Sul, do Marcos Freire, em Pernambuco, e do Brizola, no Rio. O nome do jogo era Colégio Eleitoral, isto é, dar ao PDS [o partido governista de então] um conforto para assegurar a sucessão do general [João Baptista] Figueiredo, da melhor maneira que essa comunidade de informação pretendesse.’
Rastros da fraude
‘Se você analisar os números [das eleições proporcionais] da época, verá votações que jamais se repetiram e candidatos eleitos que depois desapareceram no mapa. São provas circunstanciais de que houve conseqüências nas eleições para deputados e vereadores.
‘Tem uma parte que foi o Brizola quem me contou: ele me disse que foi procurado por um dos mentores da fraude, um dos analistas de sistemas que fizeram o ‘diferencial delta’. Isto se deu no auge do reconhecimento da vitória, mas a repercussão não estava formalizada e não se falava ainda em Proconsult. Essa pessoa procurou o Brizola e ofereceu o mapa da fraude em troca da presidência da Companhia do Metrô ou do Banco do Estado do Rio de Janeiro. Em contrapartida dava a garantia de que a fraude não seria consumada. E o Brizola fingiu concordar. O César Maia foi com tudo para cima da Proconsult [escudado nos números da apuração paralela da Rádio JB] a partir da informação que lhe foi dada pelo Brizola.
fonte: https://www.observatoriodaimprensa.com.br/memoria/a-globo-e-a-proconsult/
O uol é lixo por que noticiou o que não queriam que fosse descoberto?
Lulistas e Bolsonaristas, vao a merda seus lixos.