Os “negócios” da Lava Jato
Nesta semana, li um artigo que falava sobre como a Operação Lava Jato pegou um ex-presidente da República, donos de empreiteiras poderosas, grandes figurões da política nacional, doleiros e outros.
Segundo ele, as escutas telefônicas, autorizadas pela Justiça, pegaram milhões de terabytes de e-mails e conversas entre pessoas do governo, de empreiteiras, doleiros e integrantes de governos internacionais. Tudo fartamente documentado.
Numa delas, um dos funcionários da Odebrecht conversa com o chefe Marcelo Odebrecht, que continua preso, sobre propinas a serem pagas ao pessoal do Palácio do Planalto e ainda citando nomes e apelidos dos mesmos. Aquilo tudo era mesmo uma farra.
A coisa funcionava assim. Lula ia para determinado País palestrar e em seguida a Odebrecht construía nele alguma grande obra financiada pelo BNDES. E ele foi palestrar em 14 países: Argentina, Equador, Paraguai, Peru e Venezuela na América do Sul; Costa Rica, Cuba, Guatemala, Honduras, México e República Dominicana nas Américas Central e do Norte; e Angola, Gana e Moçambique na África. Destes, apenas 5 não aparecem na megadelação da Odebrecht: Paraguai, Costa Rica, Cuba, Honduras e Gana. Nos demais, o bicho pegou, literalmente.
E na documentação em poder da Justiça, existem planilhas dos valores pagos ao ex-presidente e aos membros do seu governo e dos demais partidos envolvidos no esquema criminoso. Lula ganhava pelas palestras e também das empreiteiras e ainda abocanhava uma fatia do rateio do BNDES. Isso deu muito dinheiro a ele e aos demais, dinheiro este que saia do erário público. As empreiteiras jamais gastaram um real seu em propina.
Existem provas de que houve um grande esquema criminoso no Brasil por mais de uma década.
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