Blog do Sarico

Essa política…


A política é maravilhosa, mas sem explicação. Nela, tem de se cuidar muito com o que se fala e faz hoje, por que logo ali na frente adversários (e até desafetos) poderão se encontrar em um mesmo palanque, em torno de um nome. E na política, o que interessa é vencer, não importando o preço a ser pago para isso. Vale tudo pelo poder.

No sábado (04), contrariando boa parte dos seus partidários, o PP gaúcho desistiu da candidatura de Luiz Carlos Heinze ao governo do Estado, que não decolava nas pesquisas, e decidiu acompanhar Eduardo Leite (PSDB), juntamente com mais 05 partidos: PTB, PRB, PPS, PHS e Rede. O PSDB coloca o governador e o PTB o vice, Ranolfo Vieira Júnior. Heinze concorre ao senado, na vaga de Ana Amélia Lemos que, por sua vez, será a vice-presidente na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB).

A decisão do PP gaúcho causou grande estresse junto às bases e também à detentores de cargos eletivos estadual e federal. O pessoal não aceitou muito bem o “carteiraço” da liderança, principalmente por que os progressistas haviam aberto as portas para o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL). Agora, o PP irá dividido para a eleição, nacional e estadual, e isso é um fato. Muitos acompanharão Bolsonaro nas urnas. Haverá muito progressista “furando” o partido nesta eleição.

Mas, isso é passado. Agora é remar para a frente e aguardar o que vem por aí. O interessante será aqui em Tapera (RS), onde o PP, que divide com o MDB o comando da Prefeitura, é adversário do PTB e que brigará com ele novamente em 2020, na eleição municipal, algo que acontece desde 2008. Mas, na eleição deste ano PP e PTB dividirão o mesmo palanque. Será muito interessante progressistas e petebistas lado a lado defendendo Eduardo Leite. O eleitor mais atento vai estranhar, com certeza, mas terá de engolir isso por que a ele cabe tão somente votar. Se este for seu desejo, claro, afinal cada um é dono do seu voto.

Por outro lado, o Rio Grande do Sul voltará a ter luzes em nível nacional ao colocar três nomes a vice-presidente nesta eleição: Ana Amélia Lemos com Geraldo Alckmin, o ex-governador Germano Rigotto (MDB) com Henrique Meirelles (MDB) e o general Antônio Hamilton Martins Mourão com Jair Bolsonaro. Agora, duas destas três candidaturas terão de fazer muita força por que seus ponta de lança não estão empolgando o eleitorado brasileiro e as pesquisas mostram isso. E chegar ao segundo turno será uma tarefa hercúlea.

Eu, muito consciente quando o assunto é política e voto, já escolhi meus nomes para o Planalto e o Piratini. E espero que as mudanças que tanto queremos e precisamos para o País e o Estado comecem em primeiro de janeiro, sem falta.



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